Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Modalidades

Kobe Bryant diz adeus

26 de Maio, 2015

Kobe Bryant está acossado de lesões nos joelhos na recta final da carreira desportiva

A estrela do Los Angeles Lakers, o norte-americano Kobe Bryant, vai pôr termo à carreira no final da época 2015/16, anunciou Mitch Kupchak, um dos dirigentes da famosa equipa californiana da Liga norte-americana de basquetebol (NBA).
Em declarações ao programa de rádio SiriusXM, o director dos Lakers revelou que a estrela lhe disse que vai pôr “um ponto final na próxima época”. O contrato de Kobe Bryant termina precisamente no fim da próxima época e o dirigente não teve oportunidade de discutir com o atleta o seu futuro.
Kobe Bryan vai ter 37 anos, quando iniciar a época 2015/16, a sua vigésima com a camisola dos Lakers, equipa em que jogou sempre, embora nas últimas três épocas não tenha competido regularmente devido a lesões graves.
Em 2012/13, foi vítima de uma rotura do tendão de Aquiles, lesão que o fez perder o início da época seguinte e quando regressou, participou apenas em seis jogos, antes de se lesionar no joelho.
Na presente época, Bryant disputou 35 jogos com médias de 22,3 pontos por jogo, 5,6 passes e 5,7 ressaltos, antes de se lesionar no ombro direito no final de Janeiro.
O base -extremo conquistou cinco títulos da NBA com os Lakers (2000, 2001, 2002, 2009 e 2010), foi eleito o melhor jogador da NBA em 2008 e é o terceiro classificado no ranking dos melhores marcadores da história da competição.
Kobe Bryant já tinha afirmado publicamente que não se via a jogar além de 2016, mas não excluiu totalmente essa possibilidade.
“Se sentir nessa altura que ainda tenho vontade de jogar, de fazer tudo o que se tem de fazer ao longo de uma época, de me levantar para ir treinar, de treinar todos os dias, é possível que continue”, admitiu Bryant.
Os Lakers realizaram em 2014/15 a pior época da sua história com 21 vitórias e 61 derrotas e não participou pelo segundo ano consecutivo nos play- off, a primeira vez que acontece desde as épocas de 1974/75 e 1975/76.


 BRASIL
Técnicos com salários de luxo
têm valor de adjunto na NBA
A empresa brasileira “Pluri Consultoria” divulgou os 12 maiores salários dos treinadores brasileiros no Brasil e comparou-os com os da NBA. A conclusão foi de que “a estrela” brasileira passa a adjunto nos EUA.
As equipas brasileiras lutam hoje para tentar adequar-se às normas de responsabilidade financeira, mas os treinadores de futebol recebem os salários astronómicos, apesar dos cargos mais inseguros. Muricy Ramalho, Mano Menezes e Abel Braga, curiosamente, os três estão sem emprego, lideravam a lista de ganhos de 250 mil dólares mensais.
Esse salário é maior do que muitos craques do futebol brasileiro. Paolo Guerrero, que está de saída do Corinthians, ganha cerca de 175 mil dólares mensais do clube do Parque São Jorge, menos do que Marcelo Oliveira ganha para comandar o bicampeão do brasileiro, Cruzeiro, cerca de 225 mil por mês. O salário de Guerrero é menor até do que o do técnico Tite, que recebe cerca de 215 mil dólares por mês no Corinthians.
O maior salário do Brasil hoje é de Alexandre Pato, que junta os ganhos de Corinthians e São Paulo embolsa cerca de 400 mil dólares por mês, quantia semelhante a que recebe Fred, do Fluminense. Ambos não ficam muito distantes dos técnicos mais bem pagos de 2014.
Na NBA, a importância do técnico, em termos financeiros, é bem menor que a dos jogadores. O “professor” mais vitorioso da liga de basquetebol, Gregg Popovich, do San Antonio Spurs tem o maior salário do seu campeonato: 11 milhões de dólares anuais.
A quantia é bem maior do que a dos técnicos de futebol, porém, ela nem se compara a das principais estrelas do basquetebol norte-americano. Na actual época da NBA, o maior salário anual foi de Kobe Bryant: 23,5 milhões de dólares. Se Popovich fosse um jogador, era apenas o 50º na lista dos mais bem pagos da NBA.
Alguns jogadores medianos na liga como David West (12 milhões de dólares) e até Nené Hilário (13 milhões de dólares) ganham mais que Popovich.
Praticamente na final da NBA com as suas respectivas equipas, Steve Kerr, do Golden State Warriors, e David Blatt, do Cleveland Cavaliers recebem, 5 milhões dólares e 3,3 milhões de salário anual.
Cinco jogadores da equipa da Califórnia recebem mais que Kerr, enquanto nos Cavs sete atletas ganham mais que Blatt.