Jornal dos Desportos

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Macedo está preocupado com excesso de perda de bola

Melo Clemente - 27 de Agosto, 2014

Técnico orienta logo à noite a primeira sessão de treinos na região de Gran Canária sede do Grupo D do mundial

Fotografia: M. Machangongo

O seleccionador nacional, Paulo Macedo mostrou-se preocupado com a falta de posse de bola da Selecção Nacional, quando restam pouco menos de 72 horas para a sua estreia, este sábado, frente a selecção da Coreia do Sul, em partida referente à primeira jornada da fase preliminar do Grupo D da 17ª edição do Campeonato Mundo de basquetebol em seniores masculino.

Paulo Macedo teceu estas considerações ao Jornal dos Desportos, por a altura da disputa da I edição do Torneio Internacional Arquitecto da Paz, prova que visou saudar o 72º aniversário de sua Excelência o Presidente da República, José Eduardo dos Santos que se assinala amanhã, dia 28 de Agosto.

Apesar do défice, o antigo internacional angolano que fez parte da Selecção Nacional que disputou  o primeiro Campeonato do Mundo da “bola ao cesto”, acredita que o combinado nacional vai superar esta debilidade nos próximos dias, a fim de efectuar uma fase preliminar sem grandes sobressaltos.

Já no capítulo físico, o antigo base do “cinco” nacional considera o grupo totalmente preparado para encarar os desafios da competição, que se disputa de 30 do mês em curso a 14 Setembro, em seis cidades espanholas, Sevilha, Bilbao, Madrid, Barcelona, Gran Canária e Granada. “Penso que de um modo geral nós estamos bem  preparados para competir na 17ª edição do Campeonato do Mundo de Espanha.

Fisicamente estamos muito bem dotados, mas apesar de estarmos próximo do desejado em relação à forma desportiva, continuou preocupado com a falta de posse de bola, ou seja, estamos a perder muitas posses de bola, por isso, temos de melhorar rapidamente este capítulo se quisermos fazer uma boa campanha no mundial”, alertou o seleccionador nacional.

Outro aspecto que continua a preocupar o seleccionador nacional prende-se com os aspectos defensivos, ao passo que no sector ofensivo as coisas correm de feição.“Não há dúvidas de que temos de melhorar ainda mais os aspectos defensivos e estas duas partidas que fizemos para a I edição do Torneio Internacional Arquitecto da Paz serviu para aprimorar  mais neste capítulo. Em termos ofensivos, creio que temos jogadores que sejam capazes de criar desequilibrios a qualquer adversário”, constatou Paulo Macedo, técnico que vai  estreiar-se  numa fase final de um Campeonato do Mundo.

GARANTIA
Seleção Nacional respira boa saúde

A Selecção Nacional de basquetebol em seniores masculino que ontem mesmo deixou o país com o destino a Espanha, palco da 17ª edição do Campeonato do Mundo da “bola ao cesto”, respira boa saúde, conforme fez saber o médico do cinco nacional, Agostinho Matamba.

Depois de na fase derradeira do estágio pré-competitivo do combinado nacional realizado em terras espanholas, o grupo ter sido assolado com vários casos clinicos que culminou inclusive com o afastamento do extremo base Carlos Morais, MVP (Jogador Mais Valioso) da última edição do Campeonato

Africano das Nações de 2013, prova disputada na Costa do Marfim, o actual quadro é considerado saudável, facto que deixa satisfeito o seleccionador nacional que vai poder contar a 100 por cento com os 12 atletas eleitos para “operação” Espanha. Já o extremo base Olímpio Cipriano que esteve igualmente sob obesrvação médica nas últimas semanas, devido à lesão no joelho esquerdo, está totalmente recuperado e pronto para dar o seu melhor.

“Gostava  antes de agradecer uma vez mais a oportunidade que o Jornal dos Desportos me concede a fim de falar da nossa selecção. Felizmente, não temos nenhum caso clínico, qualquer situação que possam observar  vai estar tão somente ligado ao cansaço fruto das muitas horas de viagem. Portanto, não existe de momento nenhum atleta lesionado, como sabem o Olímpio Cirpriano era o último atleta que estava a ser recuperado e graças a Deus já está bem”, garantiu o homem que cuida da saúde da comitiva angolana.

Agostinho Matamba disse por outro lado, que o internacional angolano, Olímpio Cipriano foi submetido a uma ressonância magnética ao joelho esquerdo em Espanha. “Posso garantir que o Olímpio Cipriano está em condições de jogar a 100 por cento no Camepeonato do Mundo. A ressonência que fizemos foi acompanhada por uma psico-terapia para o próprio Olímpio porque na realidade é um joelho que ele já se queixa há algum tempo”.      
M.C


HISTORIAL III
Europa acolhe
pela primeira vez


Depois das primeiras cinco edições do Campeonato do Mundo de basquetebol em seniores masculino terem sido disputadas na América do Sul, o Bureau Central da Fiba-Mundo decidiu levar  a competição em 1970 para a Europa, mais concretamente para a ex-Jugoslávia. A América esteve representada com seis selecções, designadamente  Brasil, EUA, Uruguai, Cuba, Panamá e Canadá, a Europa com quatro: Jugoslávia, país organizador, URSS, Itália e Checoslováquia, enquanto a Ásia, a  Oceania e a  África só conseguiram enviar uma selecção cada.

A  final foi realizada no salão Tivoli, em Liubliana. Mais uma vez  os EUA  com o seu “segundo violino”uma  equipa de universidade, foi incapaz de desempenhar um papel de liderança. A Jugoslávia ganhou a prova. O Brasil e União Soviética completaram o pódio. Entretanto, depois de terem ocupado o terceiro lugar no Campeonato do Mundo de 1970, a União Soviética chamou a si a conquista do mundial de 1974, competição disputada em Porto Rico.

Estiveram presentes em Porto Rico 14 equipas, a Jugoslávia  detentora  do título e Porto Rico, como país anfitrião, foram automaticamente qualificadas para a fase final. As outras equipas foram divididas em três grupos para a fase preliminar, no final dos quais a URSS, os EUA, Cuba, Brasil, Espanha e Canadá  juntaram-se aos jugoslavos e porto-riquenhos.

Mais uma vez representados por uma selecção universitária que não foi a melhor, apesar da presença do excelente par João Lucas e Tom Boswell, os EUA reconheceram a derrota para os soviéticos (94-105).  Os norte-americanos tiveram de se contentar com o bronze, a medalha de prata foi para os Jugoslavos que  embora derrotados pelos Estados Unidos, levaram à melhor em termos de média de pontos.

Os All Stars deste torneio foram os russos, Alexander Salnikov e Alexander Belov, a jugoslava, Vinko Jelova, o espanhol, Wayne Brabender, e o cubano, Alejandro Urgelles. Como em Porto Rico, quatro anos  em 1978, a detentora do título URSS e as Filipinas, como organizadores, ignoraram os três grupos na fase preliminar e foram directamente  para a fase final.

Usando o brilho de seu trio Drazen Dalipagi, Dragan Kicanovi e Kresimir Cosi e uma equipa que foi mais ofensiva do que defensivo, a Jugoslávia terminou o campeonato sem ter experimentado uma única derrota e sempre com uma pontuação elevada (117-101 contra Filipinas, 108- 76 contra a Itália, 100-93 contra os EUA, 105-92 contra a URSS e 105-101 contra a Austrália).

No entanto, a Jugoslávia não foi capaz de ultrapassar a marca de 100 pontos contra o Brasil (91-87). Os EUA que  participaram nas ilhas das Filipinas com uma selecção pobre que representavam “Atletas em Acção”, foi condenado a um papel menor.
., com quatro derrotas nos jogos contra a Itália, Jugoslávia, Brasil e URSS.

UNIÃO SOVIÉTICA
REGRESSA AO PÓDIO

Apesar de nunca ter participado de um Campeonato do Mundo, à Colômbia foi atribuída a organização desta nona edição com a vantagem de se classificar directamente para a fase final, onde, infelizmente, não foi capaz de levantar-se para as grandes selecções como a URSS, o EUA, Jugoslávia e mesmo Espanha, Austrália e Canadá.

Os Estados Unidos  desta vez enviaram uma equipa mais forte, incluindo alguns bons jogadores, como Glenn Rivers "Doc", Antoine Carr e Jim Thomas, que estavam no limiar de uma carreira profissional. Primeira surpresa dos norte-americanos veio na fase preliminar contra os espanhóis com o excelente Juan Antonio San Epifanio (99-109). União Soviética conquistou a medalha de outro, ao passo que a prata e o bronze ficaram para os Estados Unidos da América e Jugoslávia, respectivamente.