Jornal dos Desportos

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Modalidades

Madeira clama por apoios

Melo Clemente - 03 de Fevereiro, 2016

Paulo Madeira quer envolvimento da classe empresarial que opera no território nacional na preparação das selecções angolanas

Fotografia: João Gomes

O presidente da Federação Angolana de Basquetebol (FAB), Paulo Alexandre Madeira, apelou à classe empresarial nacional e estrangeira a juntarem-se ao órgão reitor da modalidade no país, para a criação de condições logísticas e não só, para os compromissos internacionais das mais variadas selecções que vão estar em actividade no ano corrente.O "grito" de socorro foi lançado na segunda-feira pelo homem forte da direcção da Federação em conferência de imprensa, realizada numa das salas de reuniões da FAB sita no Complexo da Cidadela Desportiva, acto que serviu para o anúncio do nome do novo seleccionador nacional dos hendecacampeões africanos da "bola ao cesto" e dos demais treinadores.

Na ocasião, o número um da Federação relembrou a crise em que o país está mergulhado, devido à queda do preço do barril do petróleo no mercado internacional, daí entender que o seu pelouro tem de procurar parceiros para solucionar os problemas financeiros que a  instituição enfrenta nos dias de hoje.Paulo Madeira reconheceu por outro lado, que o Executivo não pode ser o único parceiro da Federação Angolana de Basquetebol, naquilo que são os compromissos das Selecções Nacionais.

"O Executivo de Angola tem sido e sempre foi o principal parceiro do desporto angolano de uma maneira geral e em particular da Federação Angolana de Basquetebol. Infelizmente, a crise mundial que atinge o país tem dificultado as nossas acções, razão pela qual  de um tempo à esta parte temos procurado outros parceiros", revelou Paulo Alexandre Madeira.O responsável máximo da FAB afirmou que o seu pelouro está aberto a receber qualquer tipo de apoios.

"Gostaria de reafirmação aqui que a direcção da Federação está aberta para receber todo e qualquer tipo de apoio, porque normalmente quando se fala em apoios, as pessoas pensam logo que deve ser somente apoios financeiros. Por exemplo, se aparecer um empresa a garantir lanches por altura da preparação das nossas selecções estaremos como é evidente satisfeitos", disse.Face as dificuldades financeiras que grassam na maior partes das instituições do país, levou a  que a FAB firmasse um contrato com o técnico Carlos Dinis, válido por aproximadamente um mês.

 "Nós estamos limitados financeiramente, daí que tivemos de apostar mais uma vez  num contrato por objectivo,  porque entendemos que não seria ético da nossa parte estendermos o contrato com o técnico Carlos Dinis até ao Campeonato Africano das Nações da "bola ao cesto", em 2017", asseverou o presidente da FAB.Paulo Madeira fez saber ainda, que Carlos Dinis pode ser reconduzido no cargo para dirigir a Selecção no Afrobasket de 2017.Para este ano estão previstos dois Afrobaskets, na categoria de sub-18, para além do torneio pré-olímpico de Belgrado, prova selectiva aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

Afrobasket/2017
Federação acredita na reconquista do troféu


A direcção da Federação Angolana de Basquetebol (FAB) vai trabalhar para que a Selecção Nacional sénior masculina reconquiste a 29ª edição do Campeonato Africano das Nações, vulgo Afrobasket, competição a ser disputada em 2017 em país a indicar pela Fiba-Afrique.A garantia foi dada a conhecer pelo presidente do órgão reitor da modalidade no país, em conferência de imprensa quando fazia o anúncio do nome do novo seleccionador nacional, Carlos Dinis, que substitui o espanhol Moncho López.

Para que o objectivo seja consumado, é imperioso que o actual seleccionador nacional mantenha o núcleo duro do combinado nacional, sem esquecer a introdução de novos valores.Teremos de aproveitar e bem o torneio pré-olímpico, no sentido de formarmos uma selecção altamente competitiva para que em 2017 possamos reconquistar o Afrobasket. O seleccionador nacional terá de manter o núcleo duro da nossa selecção introduzindo alguns jovens, a fim de continuarmos com o processo de renovação do combinado nacional", revelou Paulo Alexandre Madeira.

O presidente de direcção da FAB afirmou que existem jovens com potencial para integrarem a Selecção Nacional, que pela segunda vez consecutiva vai procurar alcançar o passe de acesso aos Jogos Olímpicos, por via do torneio de qualificação."Aproveitando até o momento em que temos estado a viver de alguma oferta do potencial de atletas jovens, que têm claramente em princípio capacidade de ir introduzindo o seu valor, a sua contribuição e a sua qualidade a nível das selecções de seniores.

É assim que em primeiro lugar definimos a filosofia que importa começar a preparar agora aquilo que será a nossa selecção para 2017, porque o nosso comprometimento com a disputa do Afrobasket ao mais alto nível e com a possibilidade de nos apurarmos para o Campeonato do Mundo de 2019, tem de ser um compromisso claro e é o objectivo do qual não podemos fugir".



Árbitros
FAB forma juízes


A Federação Angolana de Basquetebol (FAB) promove a partir de hoje (9h00) até o dia 07 do mês em curso, numa das salas de reuniões do órgão reitor da modalidade sita no Complexo da Cidadela Desportiva, uma acção formativa dirigida a novos árbitros e oficiais de mesa.Entretanto, ontem terminou a acção de refrescamento dirigida a juízes e oficiais de mesa que participam da XXXVIII edição do Campeonato Nacional de Basquetebol em seniores masculino, vulgo BIC Basket.

Face às constantes reclamações apresentadas pelo principais agentes da modalidade, relativamente ao desempenho dos homens do apito, a direcção da FAB decidiu levar a cabo uma serie de acções formativas para o melhoramento da classe, de acordo com Paulo Madeira.Infelizmente, os árbitros têm sido alvo de muitas críticas nos últimos anos, embora muitas vezes sem razão daí que a direcção da Federação decidiu realizar várias acções formativas porque entendemos que podemos melhorar a nossa arbitragem e termos deste modo uma competição saudável", asseverou o responsável máximo da Federação angolana da modalidade.António Bernardo, Domingos Simão, Wilson Boaventura, todos de nacionalidade angolana e Rui Valente, português, são os prelectores da referida acção formativa que encerra no domingo, dia 07.