Jornal dos Desportos

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Modalidades

Madeira enaltece esforços de clubes

Gaud?ncio Hamelay - Lubango - 21 de Janeiro, 2017

Clubes do interior elogiados pelo presidente da FAB pela aposta na formação

Fotografia: Vigas da Purificação

O esforço extraordinário e a capacidade de resposta evidenciada pelos clubes em marcar presença nas provas nacionais dos escalões de formação, foram enaltecidos no Lubango, pelo presidente da Federação Angolana de Basquetebol.

Paulo Madeira afirmou que por parte da Federação também se faz um esforço tremendo para que as provas não deixassem de ser realizadas, muito embora, houvesse alguma pretensão nesse sentido por algumas pessoas.

"Estamos satisfeitos com a capacidade de resposta dos clubes, sabemos que fizeram um tremendo esforço em estar presentes, nas provas nacionais", reconheceu.

O dirigente federativo explicou que uma das preocupações que a Federação prima ao longo dos quatro anos de mandato é melhorar a qualidade de trabalho com a formação, pelo facto de servir de base e segurança ao futuro, daquilo que são os compromissos internacionais do nosso país.

"Por isso, estamos este ano extremamente satisfeitos com aquilo que foi a capacidade de resposta dos clubes. E, fica aqui clara a nossa mensagem, e uma preocupação que tem decorrido daquilo que foram os nossos quatro anos de mandato, que é efectivamente melhorar a qualidade de trabalho com a formação, porque pensamos nós que só a formação serve para ser a base e a segurança do futuro daquilo que são os compromissos internacionais do nosso país", destacou Paulo Madeira.

Explicou que os moldes de disputa dos nacionais de basquetebol, que decorrem na cidade do Lubango até o próximo dia 28 do corrente mês, no entender da Federação satisfazem aquilo que são os objectivos da modalidade a nível nacional.

"Entenda-se, que esse campeonato é uma fase final do campeonato nacional, e há competições que são da responsabilidade exclusiva das Associações provinciais. O molde de disputa ideal se calhar era termos aqui jovens por mais tempo. Por exemplo, 15 a 20 dias. Mas todos sabemos que do ponto de vista económico, não pode ser suportável tanto para os clubes como para a própria Federação, termos os jovens a jogar mais tempo", disse.

Paulo Madeira esclareceu que como as pessoas devem imaginar que estão a competir no Lubango, nos nacionais de sub 18, cerca de 15 equipas. Em Luanda para os sub 14 fizeram parte 20 equipas, nas categorias dos sub 16, realizados igualmente na Huíla, estiveram presente 16 formações.

"Então, 16 vezes cerca de 12 atletas por grupo, estamos a falar de muitas crianças. E, infelizmente para nós, ainda não temos infra-estruturas quer a nível do desporto escolar nem a nível do desporto de alta competição e de alto rendimento nas nossas províncias, que permitam a acomodação dessas equipas”, aclarou.


CLASSE FEMININA
Clubes “fogem” de apostar


O basquetebol feminino continua a ser um ponto sensível, por existir muitos clubes que embora tenham alguma disponibilidade, não apostam neste sector. A apreciação é do presidente da Federação Angolana de Basquetebol, Paulo Madeira, que disse existir clubes que vivem ao longo destes anos, apenas do basquetebol feminino.

Para estas agremiações, destacou Paulo Madeiras, são de facto os verdadeiros pilares da formação do basquetebol feminino a nível do país, e acrescentou que por incrível que pareça, e apesar da imensa capacidade financeira que alguns clubes da capital possuem, "o viveiro do basquetebol feminino é de facto nas províncias".

Acrescentou e disse que "este ano o campeoanato de Sub-14 acabou por dar-nos novamente, esse sinal. Tivemos um pódio completo da província de Benguela nos nacionais disputados em Luanda".

"O feminino continua a ser um ponto sensível, porque temos infelizmente muitos clubes que embora tenham alguma disponibilidade e não nos compete a nós avaliar isso, continuam a não apostar no basquetebol feminino. Também temos aqueles que vivem ao longo destes anos do basquetebol feminino. E, têm sido de facto, o verdadeiro pilar da formação do basquetebol feminino a nível do país", revelou.

Ao longo dos anos, avançou Paulo Madeira, "se olharmos por aquilo que tem acontecido nas equipas seniores, mesmo as que são as mais importantes, fora as jogadoras norte-americanas, esses conjuntos são alimentados com o produto da formação das províncias da Huíla, Benguela e de outras paragens".

Por isso, a Federação tem de trabalhar com as direcções dos clubes, e a falar com os clubes para perceber quais as dificuldades e buscar soluções conjuntas, para que seja possível aumentar a quantidade de praticantes no basquetebol feminino.

Paulo Madeira afirmou a federação sozinha, não terá capacidade de fazer esse papel. "Acredito, que são conversas quase que permanentes com as direcções dos clubes, sempre que temos a oportunidade de estar com os presidentes, com os vice-presidentes no sentido de trabalhar cada vez mais com o sector feminino, e mesmo aquelas que por ventura já têm o feminino, se calhar apoiar uma segunda equipa do próprio clube ou uma equipa de um outro clube, na perspectiva de núcleo ou de base de formação. Temos estado a fazer isso", ressaltou.

De acordo com o presidente da Federação há uma sensibilidade grande da parte do Clube Desportivo 1º de Agosto, e do Interclube de Luanda, mas o órgão reitor da modalidade no país continua a fazer esse trabalho "porque estes dois clubes já perceberam a importância e a visibilidade também que têm obtido a nível do basquetebol feminino", assegurou.


NÚMERO DE ATLETAS
Luanda sem meios
para os nacionais


O presidente da Federação Angolana de Basquetebol, Paulo Madeira, admitiu existir grandes dificuldades em organizar provas nacionais, em Luanda, precisamente no quesito de acomodação e alimentação dos jovens atletas.

Argumentou, que embora as pessoas não percebam que Luanda tem a maior quantidade de clubes de basquetebol no activo, mostra-se extremamente difícil organizar provas em Luanda.

"Isso, acontece porque a capital do país tem grandes dificuldades, precisamente de acomodar e de alimentar jovens, coisa que as províncias ao longo destes anos já melhoraram bastante", justificou.

Paulo Madeira sublinhou, que como a Federação tem um compromisso a nível da competição nacional de jovem por todo o país, vai trabalhar com todos os destinos e províncias com vista a levar o basquetebol há mais províncias, no sentido de motivar mais jovens a aderirem à prática da modalidade.


CAMPEONATO SUB-18
Polícias medem forças
entre si para ronda três


O jogo Interclube de Luanda e Interclube de Benguela centraliza hoje a partir da 12h00, no pavilhão do Benfica do Lubango, as atenções da terceira jornada do Campeonato Nacional de Basquetebol em Sub 18 feminino.

Três horas mais tarde, jogam no mesmo recinto, as formações do Benfica Petróleos do Lubango e 1º de Agosto. O Sporting Clube de Benguela observa folga de calendário.

Na prova masculina, para o grupo A jogam a formação do Spor Sumbe e Benfica diante da Casa Pessoal do Porto do Lobito, às 8h00, no pavilhão do Benfica do Lubango.

O desafio que opõe o 1º de Maio de Benguela ao 1º de Agosto acontece às 16h00. Folga por força de calendário a Heja Sports Clube do Lubango.
Para a série B, o ASA joga com a Vila Clotilde às 10h00. O Recreativo do Libolo defronta o Sporting de Benguela, às 18h00. Descansa o Clube Desportivo da Huíla.