Jornal dos Desportos

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Madeira pode assumir a presidncia da zona VI

Melo Clemente - 13 de Abril, 2019

Paulo Alexandre Madeira Rodrigues da Silva conta com apoio de quase todos os pases da zona

Fotografia: Edies Novembro

O angolano Paulo Alexandre Madeira Rodrigues da Silva, antigo presidente da Federação Angolana de Basquetebol (FAB), poderá assumir a presidência da Zona VI, substituindo no cargo o moçambicano Aníbal Manave, que vai concorrer para a presidência da Fiba-Afrique, cuja eleição acontece a 22 de Junho do ano em curso, à margem da disputa do Campeonato Africano das Nações, vulgo Afrobasket, a nível das senhoras, prova a decorrer em Bamako, capital maliana, segundo apurou o Jornal dos Desportos.

Com a saída do moçambicano Aníbal Manave, Paulo Alexandre Madeira Rodrigues da Silva, actual membro da Comissão para as Federações Nacionais da Fiba-Afrique Zona VI, apresenta-se como um dos fortes candidatos, para a assumir a presidência da Zona VI da Fiba-Afrique. Manave vai concorrer a presidência da Fiba-Afrique, dado que o actual presidente, Hamane Niang, vai candidatar-se ao cargo de presidente da Fiba-Mundo.

A eleição do novo homem forte da Zona VI da Fiba-Afrique, poderá acontecer a 12 de Maio próximo, através de uma reunião da zona, ou no dia 21 de Junho do ano em curso, em Bamako, Mali, em vésperas do congresso do organismo que tutela a modalidade no continente berço da humanidade.Para a eleição do Board Central ou para algumas das sete zonas da Fiba-Afrique, as candidaturas devem ser apresentadas  ao secretário geral da Fiba-Afrique, Alphonse Bilé, até ao dia 23 do mês em curso.

A proposta de candidatura deve ser suportada por, pelo menos, um membro da Fiba-Afrique, no caso da zona, ou por qualquer membro da Zona VI.De acordo ainda com a nossa fonte, o antigo presidente da Federação Angolana de Basquetebol (FAB), Paulo Alexandre Madeira Rodrigues da Silva, de 49 anos de idade, conta, nesta altura, com o apoio de quase todos os países que compõem a Zona VI, nomeadamente o Botswana, Eswatini, antiga Suazilândia, Leshoto, Namibia, África do Sul, Zimbabwe, Zâmbia, Malawi e Moçambique, respectivamente.O antigo campeão africano de sub-18, aguarda com bastante expectativa a entrega do documento de proposta de candidatura e a declaração de voto, por parte da Federação Angolana de Basquetebol (FAB), a fim de oficializar, nos próximos dias, a sua candidatura à presidência da Zona VI da Fiba-Afrique.

" Até hoje (ontem), não recebi ainda este documento da direcção da federação, mas acredito que, nas próximas horas, já terei em minha posse este documento, até porque os candidatos têm até ao dia 23 do corrente, para oficializarem as respectivas candidaturas. Espero, como é evidente, contar com os apoios institucionais, quer da direcção da federação, quer do Ministério da Juventude e Desportos ", augurou Paulo Alexandre Madeira Rodrigues da Silva.

Apesar do domínio que exerce no continente africano, quer a nível de selecções, quer a nível de clubes, Angola não tem conseguido ocupar lugares de relevo na Fiba-Afrique.O antigo internacional angolano, assumiu a presidência da FAB de 2013 a 2016, período em que Angola conquistou dois Afrobasket´s em seniores (masculino e feminino), dois  Afrobasket´s nos escalões de formação (Sub-16 e Sub18 masculino), para além da conquista dos Jogos Africanos de Brazzaville e a participação em vários Campeonatos do Mundo, Torneios Pré-Olímpicos, dentre outros feitos.

Antes de assumir o cadeirão máximo da FAB, Paulo Alexandre Madeira Rodrigues da Silva exerceu também funções de secretário do Conselho Jurisdicional da federação angolana da modalidade, de 2004 a 2008, tendo posteriormente assumido a presidência do Conselho de Disciplina da FAB, de 2009 a 2012.  Durante este período, foi um dos principais membros da federação a trabalhar na reestruturação dos seus estatutos, e propondo toda uma reforma regulamentar estruturante da FAB, tais como a reforma dos regulamentos de inscrições, de transferências e de competições.

O forte investimento na formação, empreendido pela liderança de Paulo Alexandre Madeira Rodrigues da Silva, garantiu o aumento de oito para 24 treinadores angolanos de nível 3, de 31 para 74 do nível 2 e cerca de 110 de nível 1. Angola conta, nesta altura, com 80 árbitros.