Jornal dos Desportos

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Modalidades

Madeira reitera evolução de jovens

Gaudêncio Hamelay, no Lubango - 17 de Novembro, 2013

Paulo Madeira garante relançar o basquetebol em toda a extensão do território nacional com o arranque experimental da “segundona”

Fotografia: José Cola

A realização da I edição do campeonato nacional da II divisão de basquetebol sénior masculino é uma oportunidade,  para os jovens angolanos continuarem a praticar a modalidade em todo o país,  e visa relançar o desporto e a descoberta de novos talentos.

 A afirmação é de Paulo Madeira, presidente da direcção da Federação Angolana de Basquetebol.  Paulo Madeira ressaltou no Lubango, “doravante os jovens de 18 anos, muitos dos quais bons executantes, têm a oportunidade de evoluir até aos 25 anos de idade e serem integrados nas principais equipas, o que não acontecia no passado”.

A realização da I edição da II divisão foi precedida de um ensaio em Janeiro último, no torneio “Taça Sub-25”, em Benguela. A grande adesão das equipas provincianas motivou a FAB realizar a II divisão nacional.

“Percebemos pelo trabalho conjunto entre as Associações provinciais e a FAB que há grupos a trabalhar nos seniores. Por isso, era importante dar oportunidade aos jovens para continuarem a praticar o basquetebol”, ressaltou. 

Paulo Madeira admitiu que “durante algum tempo se esqueceu do basquetebol para os jovens de sub-18 e essa prova fazia falta ao país”. O presidente de direcção da FAB ressaltou que a elite dos seniores masculinos é composta por dez equipas e os jovens não tinham qualquer sonho em vista. Com a II divisão, outra vantagem para as equipas provincianas reside no baixo custo de participação, segundo Paulo Macedo. O dirigente desportivo realçou que as essas equipas iam ter custos altos durante uma competição no BAI Basket.

 “Não há equipa com disponibilidade financeira para viajar constante a Luanda a fim de jogar em pé de igualdade com nove ou dez equipas. A participação implicava um orçamento brutal durante sete ou oito meses”, disse.

Paulo Madeira afirmou que a realização regular do “nacional” da segunda divisão também desencoraja a adulteração de idades, “um crónico problema” que vai conhecer o seu fim. O presidente da FAB esclareceu que “muitos jovens são impedidos de continuar a praticar a modalidade de que gostam e recorrem aos falsos documentos e reaparecem com idades inferiores de 16 anos, só para continuar a jogar”.