Jornal dos Desportos

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Madeira valoriza quadros regionais

Gaud?ncio Hamelay, no Lubango - 17 de Dezembro, 2016

Paulo Madeira trabalhou na província da Huíla

Fotografia: Jornal dos Desportos

Paulo Madeira, candidato à sua própria sucessão na presidência da Federação Angolana de Basquetebol (FAB), prometeu, no Lubango, continuar a trabalhar fortemente na melhoria da competição interna e apoiar as associações provinciais e os clubes numa perspectiva de proximidade. A introdução de quadros de várias regiões do país na Federação vem justificar o dinamismo para o ciclo olímpico 201-2020.

Durante a apresentação do seu programa de acção para o novo ciclo olímpico à população votante da Huíla, Paulo Madeira explicou que a inclusão no seu elenco de sete elementos das províncias pode influenciar na melhoria das decisões relativamente à competição nacional e com o desenvolvimento do basquetebol no país.

“O objectivo da introdução desses elementos é que podem influenciar também com a sua experiência e vivência das suas regiões naquelas que vão ser as decisões da federação relativamente àquilo que são as possibilidades de desenvolvimento do basquetebol do país”, disse.

Justificou que a presença desses agentes pode contribuir grandemente na melhoria da qualidade daquilo que vão ser as decisões e aumentar a escala de quadros que trabalham para o desenvolvimento da bola ao cesto, assim como no crescimento de atletas.

O candidato da lista B ao pleito eleitoral da Federação Angolana de Basquetebol (FAB), marcado para o próximo dia 30, destacou também que a inovação aplaudida pelos clubes huilanos vai obrigar os agentes a passar as suas experiências para as regiões limítrofes, no que concerne à estratégia de desenvolvimento do basquetebol nas províncias que hoje não têm essa pratica.

“Essa é a nossa perspectiva macro daquilo que é o comprometimento interno”, sustentou. 

Por outro lado, garantiu existir um comprometimento na formação de quadros. Paulo Madeira fundamentou que a formação massiva implementada pela FAB vai aumentar a base da pirâmide de desenvolvimento do basquetebol.

"O objectivo é melhorar a qualidade dos clubes e o crescimento natural da nossa modalidade", disse.

O número de atletas inscritos na Federação Angolana de Basquetebol passou para 700 praticantes de 2012 a 2016. O desafio agora, sustentou, "é estabelecer a meta de cinco mil atletas até o final de 2020". O sucesso só é possível "se as regiões estiverem também engajadas e participarem dos processos decisórios da Federação".

O presidente cessante da FAB ressaltou que a província da Huíla continua a ser um pilar do basquetebol nacional. Por esse motivo, dentro daquilo que é a perspectiva de visão e de trabalho para o futuro do basquetebol nacional, continua a contar com a Huíla como um parceiro importante independentemente daquilo que sejam as tendência de votos dos seus clubes.

"A reunião com a massa votante foi extremamente gratificante. Acreditamos e levamos da Huíla uma impressão muito positiva”, destacou.

Na Huíla está em disputa quatro votos, nomeadamente, do Benfica Petróleos do Lubango, Clube Desportivo da Huíla, Heja Sport Clube e Associação provincial.


LISTA B
Escalões de formação satisfazem  candidato


Os indicadores do trabalho efectuado nos escalões de formação são extremamente gratificante, reconheceu no Lubango o presidente cessante da Federação Angolana de Basquetebol, Paulo Madeira. O dirigente federativo garantiu constar do seu programa de acção para o ciclo 2016-2020 a apostar na contínua formação dos escalões de base para servir de sustentação das selecções nacionais.

“Se formos fortes na formação de jovens, dos vários agentes que suportam a actividade do jogo, se formos fortes e mais elementos a trabalhar no treinamento, vai haver crescimento exponencial da base”, referiu.

As selecções nacionais são o topo da pirâmide. Se tiver uma base maior de qualidade, as opções de escolha de todas as selecções nacionais vão ser mais difíceis, mas também de maior qualidade, segundo Paulo Madeira.

“É nesse sentido que trabalhamos e acreditamos no apoio que as províncias têm para dar ao crescimento do basquetebol nacional”, confirmou.
Madeira vaticina que a breve trecho o país vai ter uma geração de atletas que vai suportar, entre 12 a 14 anos, as nossas selecções nacionais ao mais alto nível.

No que concerne às preocupações apresentadas pelos clubes, mormente, as infra-estruturas e apoios de material desportivo para a expansão do basquetebol, Paulo Madeira revelou que a federação não tem recursos e nem vai ter muito nos próximos tempos para fazer o “milagre da potenciação das infra-estruturas”. 

“Alguns clubes presentes têm as infra-estruturas, outros têm dificuldades para a manutenção e potencialização das mesmas e um terceiro grupo não têm. Como devem perceber, a federação, embora tenha também essa preocupação, não tem recursos para potenciação das infra-estruturas. É importante dizer que na Huíla há muitas infra-estruturas”, disse.

O candidato da lista B sugere que se deve fazer alguma diplomacia com os governos provinciais, no caso concreto do governo da Huíla, no sentido de se criar uma política de acesso às infra-estruturas para que os clubes possam usá-la de forma mais racional e proveitosa para o desenvolvimento do basquetebol.


MASSIFICAÇÃO
Huilano defende expansão noutras províncias


O presidente da Associação Provincial Basquetebol da Huíla, Henriques Albano, defendeu, no Lubango, a expansão da prática da bola ao cesto nas 18 províncias do país para o bem da modalidade. O nível e a qualidade sustentada em Angola seria melhorada se as outras regiões do país a praticassem em grande escala.

Em declarações ao Jornal dos Desportos, no final da reunião com o candidato da lista B, Henriques Albano disse que é necessário inverter a tendência actual, que privilegia o basquetebol sénior em detrimento dos escalões de formação. O dirigente é apologista que a categoria rainha se deve rever no todo nacional e não apenas numa província.

“Uma das grandes preocupações que colocamos à mesa é que o basquetebol seja mais nacional. Acreditamos que a modalidade pode ser praticada nas 18 províncias nas categorias inferiores. Só assim, vamos ter a representatividade de todo o país nos campeonatos nacionais", defende.

À futura direcção da Federação Angolana de Basquetebol, Henriques Albano pediu que insira no seu programa de acção a expansão e a massificação. Quanto a Paulo Madeira, disse que "está a dar continuidade daquilo que caracteriza o basquetebol angolano".

"Depois de auscultar o programa de acção de Paulo Madeira, vamos fazer a reflexão para que o nosso voto de confiança se reflicta no próximo mandato", disse.

Henrique Albano revelou que os associados pediram ao líder da lista B que honre "tudo aquilo que prometeu aos filiados, caso seja reconduzido ao cargo, sob pena de criar distanciamento com  os clubes".


SÉNIOR FEMININO
Falta de apoios
impede crescimento


A falta de apoios ao basquetebol sénior feminino é apontada como um dos factores que impede o crescimento no país. A apreciação é do presidente cessante da Federação Angolana de Basquetebol e candidato da lista B, Paulo Madeira. Destacou que a falta de remuneração de atletas constituiu no principal obstáculo.

Paulo Madeira confirmou que o basquetebol sénior feminino continua a ser praticado apenas em duas províncias do país, nomeadamente, Luanda e Benguela. Daí, urge a necessidade de se ajudar os clubes de formação que tenham a capacidade de manter as atletas que chegam ao escalão de sub-18 para inverter o actual quadro.

“O basquetebol feminino sénior é praticado em Luanda e Benguela. Agora, temos de ajudar os clubes de formação com a capacidade de manter aquelas atletas que chegam ao escalão sub-18", reiterou Macedo.

Os custos de 'privar' as atletas são altos. No entanto, "tem sido muito difícil mantê-las a praticar o basquetebol nos seus clubes". Admitiu que é muito difícil inverter o quadro por vários factores. Por razões até de vivência social não é fácil encarar o que se passa no basquetebol. Há muitas equipas a competir nos escalões de sub-14 e sub-16, mas depois nos sub-18 começam a ter uma regressão, explicou. 

Acrescentou que isto também tem uma pressão nos próprios factores de ordem social que levam as meninas, em determinado momento, a reagir.

“De alguma forma, as nossas meninas passam a viver um cenário de pressão até familiar para mudança daquilo que é a sua vida desportiva como tal.
Se olharmos hoje pelo andebol, por aquilo que já conquistou e granjeou, as atletas desta modalidade são tratadas de ponto de vista remuneratório de forma diferente”, justificou.

O candidato da lista B aclarou que isso acaba por ser também um apelo para aquelas que se mantenham a competir nos seniores pelo facto de o basquetebol não ter conseguido ainda isso. “Acreditamos que temos de trabalhar todos juntos, discutir e perceber quais são as dificuldades.  Temos de encontrar uma saída para o crescimento do basquetebol feminino”, salientou.