Jornal dos Desportos

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Minjud esclarece dinheiros da FAB

Melo Clemente - 18 de Junho, 2018

Seleccionador nacional dos hendecacampees africanos j est na capital do pas

Fotografia: Edies Novembro

O Ministério da Juventude e Desportos (Minjud) realiza hoje, segunda-feira, a partir das 11h30 minutos, numa das salas de reuniões do seu pelouro, uma conferência de imprensa, para esclarecer a conturbada preparação dos hendecacampeões africanos da “bola ao cesto”, que projetam no país a terceira janela de qualificação zona africana para a Copa do Mundo da China, em 2019, torneio a decorrer de 29 do mês em curso a 1 de Julho próximo, no Cairo, capital do Egipto.
Depois da direcção da Federação Angolana de Basquetebol (FAB), encabeçada por Hélder Martins da Cruz “Maneda”, ter cancelado o estágio pré-competitivo da Selecção Nacional de basquetebol em seniores masculinos previsto para a Turquia, alegadamente por falta de verbas, o pelouro da ministra Ana Paula Sacramento Neto vai colocar hoje o preto no branco, relativamente o processo de preparação dos hendecacampeões africanos, cuja viagem para o Cairo, Egipto, está igualmente tremida. Entretanto, para a “operação” Copa do Mundo da República Popular da China de 2019, a direcção da FAB apresentou ao Ministério da Juventude e Desportos um orçamento de cento e treze milhões quatrocentos e vinte e oito mil kwanzas (113.428.000.00), valores estes que estão muito acima da tranche a que o órgão reitor da modalidade no país vai receber em 2018 do Orçamento Geral do Estado, segundo apurou o Jornal dos Desportos junto de uma fonte próxima do Minjud.
De acordo ainda com a nossa fonte, para 2018 estão previstos cem milhões de kwanzas (100.000.000.00) para a direcção da Federação Angolana de Basquetebol desenvolver as suas actividades desportivas.
Do valor acima referenciado, a direcção da federação angolana da modalidade já embolsou de Março a presente data cerca de cinquenta e sete milhões de kwanzas (57.000.000.00), razão pela qual o órgão que tutela o desporto no país não entende as dificuldades que a FAB está a encontrar para fazer deslocar o combinado nacional para o Cairo, capital do Egipto, palco da terceira janela de qualificação zona africana para a Copa do Mundo de 2019, competição a ser jogada em oito cidades da República Popular da China.
Em declarações a comunicação social, o homem forte da federação, Hélder Martins da Cruz “Maneda”, havia assegurado que o seu pelouro recebeu do Minjud cerca de dez milhões de kwanzas (10.000.000.00), razão pela qual, optou em cancelar o estágio pré-competitivo dos hendecacampeões africanos que estava previsto para a Turquia, onde seriam realizados cinco a sete jogos de controlo, antes de rumarem para o Cairo.
Apesar da incerteza que paira no ar sobre a viagem, os trabalhos da Pré-Selecção Nacional de basquetebol continuam a decorrer no Pavilhão Arena do Kilamba, sob liderança de José Carlos Guimarães e Walter Costa, técnicos angolanos que recentemente foram nomeados pela FAB, a fim de reforçarem a equipa técnica nacional, que conta já com a presença de Will Voigt, depois de ter deixado o país recentemente, devido a problemas familiares.
Ontem, o combinado nacional voltou a trabalhar no Pavilhão Arena do Kilamba, já sob liderança de Will Voigt.
Reggie Moore e Júlio Clever Assis da Cruz já se juntaram ao grupo de trabalhos, ao passo que Carlos Morais, atleta que milita no Sport Lisboa e Benfica, tem a sua chegada prevista para as próximas horas.
Sílvio Samuel de Sousa e Bruno Afonso David Fernando, ambos a militarem nos Estados Unidos da América, devem falhar a terceira janela de qualificação zona africana para a Copa do Mundo.
Por seu lado, Valdelício Joaquim continua incomunicável com a direcção da federação angolana da modalidade, pelo que, a sua ausência no torneio, é praticamente um facto.
Angola lidera o Grupo C de qualificação zona africana para a Copa do Mundo de 2019, com seis pontos, seguido do Egipto, com cinco pontos, contra quatro e três pontos, de Marrocos e República Democrática do Congo, nas posições imediatas.
Dezasseis (16) selecções africanas subdivididas em quatro grupos de quatro equipas cada, estão a disputar os cinco lugares atribuídos ao continente africana para a fase final da Copa do Mundo da China, em 2019.
Neste primeiro turno da competição, transictam para a fase seguinte as três primeiras classificadas de cada grupo, para posteriormente formar-se dois grupos (E e F), de seis selecções cada. Para a fase final da Copa do Mundo avançam as duas primeiras classificadas de cada grupo e terceiro melhor classificado.