Jornal dos Desportos

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Movimento Nacional Espontneo acredita na recuperao do ttulo

Srgio V. Dias/No Cuito - 25 de Agosto, 2013

Domingos Pascoal acredita na capacidade de Angola

Fotografia: Jornal dos Desportos

“Sonhar não é proibido”. É com essa convicção que Domingos Óscar Costa Pascoal, secretário provincial do Bié do Movimento Nacional Espontâneo (MNE), manifesta-se sobre a campanha de Angola no 27º no Afrobasket’2013 e sobre a eventual recuperação do título perdido há dois anos para a Tunísia, na prova disputada em Antananarivo, capital do Madagáscar.

O responsável provincial do MNE revela que a convicção na conquista do título deve estar bem evidente no seio dos comandados de Paulo Macedo, que manifestaram muita confiança e atitude durante a preparação nesta província do Planalto Central.Domingos Pascoal sublinhou na entrevista exclusiva concedida ao “Jornal dos Desportos”Q, no Cuito, que nos três jogos da primeira fase da competição, em que Angola venceu Cabo Verde, Moçambique e a República Centro Africana (RCA), “os jogadores evidenciaram sentido de angolanidade e patriotismo”.

Apesar de alguma intranquilidade demonstrada em alguns momentos dos jogos diante dos irmãos do arquipélago de Cabo Verde e da pátria moçambicana, Domingos Pascoal acredita que o conjunto vai melhorar de jogo para jogo.

“Angola precisa de reerguer a nossa bandeira na arena do basquetebol em África. Todos os angolanos, no país e não só, devem formar um cordão de apoio muito sólido para que a Selecção Nacional resgate o título perdido há dois anos em Madagáscar. Pelo que vimos nos três jogos já disputados, Angola vai conseguir esse desiderato, apesar de a nossa Selecção ser um alvo a abater por todos.

Acredito que Angola vai estar no pódio dessa competição”, acrescentou o secretário do Bié do MNE. “Acredito que os jogadores da nossa Selecção têm consciência disso. Todo o esforço para ultrapassar essas adversidades é pouco”, concluiu.


Análise
Adingono considera
Angola como a melhor

O técnico da selecção dos Camarões, Lazaro Adingono, considerou sexta-feira ser ainda Angola a melhor formação de basquetebol no continente, mas advertiu no sentido de que outras estão a evoluir à procura da hegemonia da modalidade.

Em entrevista à Angop em Abidjan, onde se disputa o Afrobasket 2013 ao serviço do seu país, Lazaro Adingono, igualmente treinador do Petro de Luanda, prognosticou ser a 27ª edição do Campeonato Africano das Nações, a decorrer até o dia 31 deste mês, muito competitiva, embora ainda falte concentração a alguns concorrentes nesta fase.

Reservado na previsão sobre os possíveis finalistas e consequente vencedor, o camaronês naturalizado americano disse ser normal que na etapa inicial haja actuações que levem ao cepticismo.

“Actualmente em África há equipas a jogar muito bem, Tunísia, Nigéria, Costa do Marfim (…). Angola joga muito bem, é a melhor equipa do continente”, afirmou. De seguida limitou-se a referir que o objectivo principal da sua selecção passa pela melhoria da sétima posição alcançada na edição anterior, em 2011, no Madagáscar.

De acordo com o treinador, o campeonato tem sido técnica e tacticamente competitivo e é cedo para apontar favoritos, pois a sua equipa deve estar concentrada, actuar com rigor, melhorar jogo após jogo para tirar uma verdadeira ilação sobre até onde pode chegar.

No Afrobasket 2013 Angola persegue o 11º troféu, é  a selecção mais titulada do continente com o dobro das cinco que têm Egipto e Senegal. A Tunísia é a detentora do ceptro e os donos da casa têm duas taças africanas, enquanto a Nigéria e os Camarões nunca venceram.


PONTO DE VISTA
“Tunisinos e anfitriões
são fortes concorrentes”


O secretário provincial do Movimento Nacional Espontâneo (MNE) aponta algumas das receitas para Angola chegar ao título da 27ª edição do Campeonato Africano de Basquetebol.

“Tem de haver mais responsabilidade dos jogadores no campo e mais união, porque nos dois primeiros jogos houve uma certa intranquilidade na sua actuação”, disse.

O interlocutor do “Jornal dos Desportos” acredita que os pupilos de Paulo Macedo vão evidenciar melhorias de jogo para jogo. “A primeira barreira já está ultrapassada e agora chegou a fase a eliminar, onde os adversários têm de ser respeitados”, disse.

A Tunísia e a Costa do Marfim, segundo Domingos Pascoal, são dois dos principais opositores nesta corrida ao título africano. “A Costa do Marfim, na qualidade de anfitriã, vai tentar explorar ao máximo o factor casa. Todas as equipas podem ser campeãs.

Os angolanos devem encarar cada jogo desta fase como uma autêntica final. Não devemos menosprezar os adversários para não descarrilarmos. Só assim podemos fazer a festa de campeões no basquetebol africano”, disse o responsável do Movimento Nacional  Espontâneo. 
SVD, NO CUITO


MOBILIZAÇÃO DA CLAQUE
Excursão a Abidjan


O Movimento Nacional Espontâneo (MNE) realiza uma excursão, de 29 a 31 deste mês, ao palco do Afrobasket’2013, a capital da Costa do Marfim, para apoiar à Selecção Nacional de basquetebol, já com o pensamento de que Angola se vai qualificar para as meias-finais e a final. A informação foi prestada à Angop, em Malange, pelo vice-presidente desta organização dedicada à mobilização de massas, António Fiel “Didi”, que nesta cidade acompanha a claque de apoio à Selecção de hóquei em patins, no 12º torneio de homenagem ao Presidente da República de Angola.

Segundo Fiel “Didi”, o valor da excursão por pessoa é de 50 mil kwanzas, destinados ao transporte, alojamento e alimentação, havendo a possibilidade de utilização de um Boeing 77 fretado.

No Afrobasket’2013, Angola somou já duas vitórias consecutivas sobre o Cabo-verde (75-50) e Moçambique (91-73), tendo encerrado ontem a fase de grupos com a República Centro Africana, na terceira e última jornada do Grupo C.