Jornal dos Desportos

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Mudanas rene agentes desportivos

27 de Outubro, 2018

Todo ano, no início da temporada, os dirigentes das equipas da NBA se reúnem para discutir mudanças, que podem ser promovidas para que o jogo se torne ainda mais atraente para o público.
Muitas vezes as mudanças são simples e pouco notadas de imediato, quando a temporada começa. No entanto, para 2018-19, as interferências na regra do jogo já estão a fazer a diferença no produto entregue ao adeptos, e de maneira positiva.
A principal mudança foi no que diz respeito ao ressalto ofensivo. Visando dar mais fluência às partidas e mais oportunidades as equipas nos momentos decisivos, a decisão tomada foi que o relógio não volte aos 24 segundos de posse de bola, assim que a bola bater no aro. Caso o ressalto seja da equipa que estava a atacar, ele terá apenas 14 segundos para definir a jogada, e esta mudança tem feito mais do que parece.
Na primeira semana de jogos disputados na NBA, a média de pontos e de posse de bolas nas partidas aumentou e muito. E um dos principais motivos é a mudança na regra. É verdade que a liga já vivia um processo constante “aceleração” em quadra há alguns anos (passou de uma média de 91,3 posses de bola em um jogo em 2011-12, para 94 em 2014-15, e 97,3 na temporada passada).
Em 2018-19, na primeira semana de jogos, esse número saltou para 101,5. A última vez que a liga esteve acima das 100 posses por partida foi no fim dos anos 1980, e a última temporada mais “veloz” do que a actual foi 1985-86.
O resultado de tudo isso: pontos e audiência. Na visão dos dirigentes da liga, as pessoas serão influenciadas a assistir ainda mais os jogos por conta da pontuação alta, o que parece bastante lógico. E por enquanto, pelo menos na parte da pontuação, a resposta tem sido positiva. A média de pontos das equipas, nesta temporada, está acima dos 112 por partida, nono maior número da história da NBA, e atrás apenas de uma era, onde tudo era bastante diferente: os anos 1960, quando a eficiência dos jogadores era muito menor.
Isto fica bastante evidente, quando comparamos os números ao famoso Phoenix Suns do técnico Mike D’Antoni dos anos 2000. Aquele equipa – conhecida pelo conceito de jogar muito rápido e decidir os lances, no máximo, em 7 segundos – seria a última da NBA em posses de bola por partida. Ou seja, nem aquele ritmo frenético de Leandrinho e Steve Nash se compara ao estilo, que a liga tem adotado hoje. Tudo isso somado ao aumento incrível das bolas de três pontos, desde a explosão do Golden State Warriors, causa os placares largos que tem se tornado praxe, e enche os olhos dos adeptos, que gostam de emoção.

CURRY BRILHA

Na quarta-feira, diversas partidas movimentaram a rodada da NBA, e os principais destaques ficaram por conta da vitória do Los Angeles Lakers sobre o Phoenix Suns por 131-113 e o triunfo do Golden State Warriors diante do Washington Wizards por 144-122.
Os Lakers vinham de uma derrota para o San Antonio Spurs no prolongamento, com direito a dois lances livres perdidos por LeBron James, mas diante dos Suns, enfim conseguiram vencer pela primeira vez .