Jornal dos Desportos

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Nacional de Sub-16 faz disputar meias-finais

Gaud?ncio Hamelay- no Lubango - 12 de Janeiro, 2017

Angolanos desembarcam em França com rótulo de selecção com defesa aguerrida

Fotografia: Junilson António

Em busca do passe acesso à final do Campeonato Nacional de basquetebol de Sub-16 feminino, as "polícias" de Luanda e de Benguela defrontam-se hoje, às 10h00, no pavilhão do Benfica de Lubango.

O jogo de cartaz do dia peca pela qualidade das executantes em campo. As benguelenses estão "furo" abaixo das exibições do ano passado.

Quatro horas depois, no mesmo espaço, as Formigas do Cazenga recebem o 1º de Agosto para a segunda meia-final. As militares apresentam-se favoritas à vitória, mas devem estar atentas às "mordeduras" das cassumunas.

Ontem, no jogo da quinta jornada, o Interclube de Luanda derrotou o Interclube de Benguela por 53-30, num deslize total das meninas das acácias rubras. As Formigas do Cazenga derrotaram o Sporting de Benguela por 62-34 e o 1º de Agosto cilindrou o Benfica do Lubango por 71-38.
Na tabela de classificação geral, o Interclube de Luanda somou 10 pontos na liderança, seguido pelas Formigas do Cazenga (9), 1º de Agosto (8), Interclube de Benguela (7), Sporting de Benguela (4) e Benfica do Lubango (4).

MASCULINO


O jogo entre Recreativo de Libolo e Sporting de Benguela centraliza hoje as meias-finais do campeonato nacional de basquetebol de Sub-16 masculino. As equipas exibem qualidade excelente de execução. Noutra meia-final, o Petro de Luanda defronta o Kwanza de Luanda ou Progresso Sambizanga.

Ontem, nos quartos de finais, o Interclube de Luanda perdeu para Sporting de Benguela por 62-68 e claudicou a passagem à meia final. O Petro de Luanda despachou o Clube Desportivo da Huíla por 67-38, depois de cilindar no dia anterior o Heja Clube do Lubango por expressivos 124-29. O Recreativo do Libolo ganhou ao 1º de Maio de Benguela por 81-77.

Em declarações ao Jornal dos Desportos, Roque Correia, treinador do Interclube de Luanda, reconheceu as fragilidades na defesa da sua equipa, que ditaram a derrota.

“Lutamos no último período, passámos para homem à zona, recuperámos para três pontos, mas infelizmente, temos muitos jovens no nosso grupo que cometeram alguns erros na parte final, quando faltava dois minutos”, justificou.

“Somos os terceiros classificados no campeonato provincial de Luanda. Viemos com o mesmo objectivo de ficar no pódio. Não conseguimos. Paciência!", exclamou o técnico que se contentou com "isso é formação" e "o que interessa é formar os jogadores para a equipa sénior".

Paulo André, treinador do Sporting Clube de Benguela, felicitou a sua rapaziada por ter alcançado a outra fase diante de um adversário forte. Reconheceu que ao longo do jogo, a equipa teve alguns aspectos negativos na defensa, mas conseguiram ultrapassar.
“O nosso grande objectivo foi ganhar. Conseguimos alcançar o mais importante”, ressaltou.
Agora o objectivo é ganhar o campeonato.
GH

VERDADE DESPORTIVA
Protestos mancham nacional no Lubango


Os campeonatos nacionais de basquetebol de Sub-16, que terminam amanhã, ficam marcados com os protestos interpostos pelas equipas do 1º de Maio de Benguela contra o Sporting Clube de Benguela e do Interclube de Luanda contra o Clube de Formação Desportiva do Kuanza de Luanda. Os lesados queixam-se que as equipas adversárias utilizaram jogadores que evoluíram noutras equipas nos campeonatos provinciais.

Com a apresentação dos protestos, o 1º de Maio de Benguela e o Interclube de Luanda aguardam que o comité organizador vele pela verdade desportiva para não ferir os interesses de cada equipa presente na competição.

O treinador da equipa masculina do 1º de Maio de Benguela, Silva Haiquela, disse que já era tempo de se seguir com os protestos apresentados com mais pormenores.

“Infelizmente, até hoje, estamos sem saber como fica este caso. O 1º de Maio de Benguela tem os pés bem assentes, visto que o Sporting Clube de Benguela tem dois jogadores nossos que fizeram o Campeonato Provincial connosco. Como comprovativo, temos os boletins de jogos, cartões e a lista de jogadores permitidos para frequentar o campeonato nacional 2016”, clarificou. 

Com a realização das meias-finais, Silva Haiquela vê-se abraços com "a falta de verdade desportiva" numa situação polémica de basquetebol de formação. O treinador assegura que "o mal deve ser cortado pela raiz e a Huíla não pode fugir à regra. São situações que se arrastam há muitos anos". Celestino Quipacassa, treinador do Progresso Sambizanga, admitiu que a organização faz "ouvido de mercador" numa situação que se arrasta desde o primeiro dia da competição.

"Isso é mau, porque estamos aqui para competir na legalidade", disse. O técnico adjunto do Clube Desportivo da Huíla, Lopes António, realçou que os protestos apresentados são "bem-vindos". Sustentou que as equipas devem aparecer com honestidade para ganharem os nacionais.
"É necessário desencorajar as inverdades desportivas nos escalões de formação, as bases de seniores", sentenciou.
 GH

CONTRA SPORTING DE BENGUELA
Clubes participantes querem sanção


O porta-voz dos clubes representantes nos campeonatos nacionais de basquetebol considerou "caricato" o comunicado da Associação Provincial de Basquetebol de Benguela que proíbe o Sporting Clube de Benguela de participar nas provas nacionais nos escalões de Sub-14, Sub-16 e Sub-18, em ambos sexos. Silva Haiquela confirmou que o teor deste comunicado não está a ser cumprido.

“Há outra situação caricata. A Associação Provincial de Basquetebol de Benguela fez circular um comunicado e com conhecimento da Federação Angolana de Basquetebol que indica os clubes com acesso ao campeonato nacional. E essas são as que participaram no campeonato provincial”, revelou.

O Sporting Clube de Benguela “não fez a fase provincial do basquetebol em Benguela, logo estava fora das competições nacionais não só nos escalões de Sub-16, mas também as de Sub-14 e Sub-18, em ambos sexos".

Mesmo com a apresentação da documentação à organização da competição, "até agora não há resposta". Por esse facto, os restantes clubes estão solidários com o 1º de Maio de Benguela. O grosso de equipas havia decidido boicotar ontem a competição com paralisação "até que a organização dê o veredicto final sobre a posição do Sporting de Benguela".

Silva Haiquela assegura que "é uma questão de organização e disciplina".
 A coordenação da prova julgou "improcedente" o protesto do Interclube de Luanda por "extemporaneidade" e "por falta de alegações devidamente fundamentadas". Quanto a outro protesto, "declara inutilidade apreciar o protesto do 1º de Maio de Benguela por desistência do requerente e, em consequência, a sua extinção".
GAUDÊNCIO HAMELAY, NO LUBANGO