Jornal dos Desportos

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Namibe quer apoios da sociedade

Gaudêncio Hamelay, no Lubango - 16 de Outubro, 2014

Equipas de basquetebol do Namibe ressurgem com apoio e incentivos de membros da Associação provincial

Fotografia: Nuno Flach

A falta de apoios e de incentivos por parte das autoridades provinciais e de pessoas de direito impedem o desenvolvimento do basquetebol na província do Namibe. A apreciação é do presidente da Associação Provincial de Basquetebol do Namibe (APBN), Vender Francisco.

Em missão de trabalho na cidade do Lubango, Vender Francisco revelou ao Jornal dos Desportos que o basquetebol na província do Namibe está “meio morto”, apesar das pequenas acções em curso.

Na qualidade de dirigente desportivo, Vender Francisco acompanha a primeira edição do campeonato inter-provincial sénior masculino de basquetebol, que decorre na cidade de Lubango desde o passado sábado, com a participação de representações das províncias da Huíla, Cunene, Cuando Cubango e Namibe.

As iniciativas das Associações provinciais da Huíla e do Namibe mereceram aplausos de Vender Francisco. O responsável associativo sublinhou que a implementação do projecto vai dar outra dinâmica ao basquetebol na região Sul.Vender Francisco reconheceu a maturação das equipas huilanas, comparativamente às da sua província.

“Felizmente, o basquetebol começa a ressurgir na província do Namíbe. Tenho esperança que este intercâmbio vai dar o relançamento que tencionamos na nossa região. Para o desenvolvimento da “bola ao cesto” faltam apoios e incentivos das pessoas de direito”, disse.
Longe das performances das equipas da Huíla, que apresentam “maior rodagem e competitividade”, Vender Francisco assegura que os clubes do Namibe vão dar “passos qualitativos”, quando conseguirem encurtar ou dissipar o distanciamento entre a direcção provincial dos Desportos e as Associações provinciais.

“Quando conseguirmos juntar essas duas partes, temos tudo para dar passos qualitativos no basquetebol”, disse.
O presidente da Associação Provincial de Basquetebol da Huila, Henriques Albano, assegurou que a sua província é um pólo de desenvolvimento muito forte na região sul. Por esse motivo, está a fazer que as províncias do Namibe e do Cunene também estejam empenhadas nesse projecto de desenvolvimento do basquetebol.Para o secretário-geral da Associação provincial de basquetebol, Diogo Rodrigues Gomes, o projecto está “no bom caminho”. Os clubes vão aperfeiçoar as performances competitivas e a participação nos eventos nacionais vão decorrer sem sobressaltos.

O torneio inter-provincial consta do protocolo assinado entre as Associações Provinciais do Namibe e da Huila. O Cunene e o Cuando Cubango participam no evento na condição de observadores.

JOGOS DO  TORNEIO

A segunda jornada da primeira edição do campeonato inter-provincial da região sul disputa-se no próximo sábado na cidade do Namibe. O Misto do Namibe defronta o Heja Spor Clube do Lubango e o Clube Amigos de Basquetebol do Namibe joga com o Desportivo do Tchioco.
Na primeira jornada disputado no Lubango, Heja Spor Clube do Lubango derrotou o Clube  Amigos de Basquetebol do Namibe por 72-47, enquanto o Desportivo do Tchioco venceu o Misto do Namibe por 62-41.

Na tabela de classificação geral, Heja Spor Clube do Lubango lidera a competição com dois pontos, seguido pelo Desportivo do Tchioco com dois. Na terceira e quarta posições estão o Clube de Amigos de Basquetebol do Namibe e o Misto do Namibe com um ponto a cada.


CAVALIERS
LeBron aumenta
preço de bilhetes


Os jogos do Cleveland Cavaliers na presente época da NBA vão custar muito caro nos bolsos de muitos adeptos. A notícia do regresso de LeBron James à equipa gerou um aumento de quase 500 por cento no preço dos bilhetes na Quicken Loans Arena.

Os Cavaliers reergueram-se com a volta de LeBron e com a chegada de Kevin Love à equipa que já contava com o base Kyrie Irving. Com isso, as entradas que até o início de 2014 custavam em média 68,17 dólares (cerca de 6,8 mil kwanzas), agora estão com preço de 380,85 dólares (aproximadamente 38,0 mil kwanzas). O levantamento foi realizado pelo site de vendas TiqIQ.

O novo número coloca os Cavaliers como a equipa com ingressos mais caros da NBA, bate o badalado New York Knicks. Para assistir ao jogo de Nova York, no Madison Square Garden, um adepto precisa de pagar 286 dólares em média (cerca de 28,6 mil kwanzas).


NBA
Brasileiro sonha com Jogo das Estrelas


Bruno Caboclo tem apenas 19 anos e luta para conquistar um lugar no elenco do Toronto Raptors, na próxima época. O mais novo brasileiro a entrar para a NBA traça planos ousados para o futuro: quer chegar ao All-Star Game, o jogo das estrelas da liga norte-americana.
“Muito feliz (com o seu início nos Raptors), porque basquetebol é o meu trabalho e amo-o. Quero ficar na NBA para sempre. Trabalho para chegar ao Jogo das Estrelas no futuro”, disse Caboclo.

Caboclo foi a 20ª escolha do draft deste ano. A sua selecção surpreendeu a imprensa especializada dos Estados Unidos, já que se tratava de um atleta pouco conhecido e que tinha realizado poucos jogos como profissional na equipa brasileira Pinheiros.

Observado pelos Raptors na Liga de Desenvolvimento do Basquetebol (LDB), divisão de base do NBB, Caboclo já foi apontado pela equipa como “um projecto para o futuro”. Com 2,06 m, impressiona pelo seu porte físico e pela facilidade nos afundanços.

Dos quatro jogos realizados pelos Raptors até agora na pré-época, Caboclo participou de apenas dois. Marcou seis pontos em cada, com aproximadamente 14 minutos de tempo de quadra por partida.