Jornal dos Desportos

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Negcios das equipas superam a tradio

31 de Outubro, 2014

Negcios das equipas superam a tradio

Fotografia: AFP

A equação praticamente perfeita deu como resultado a possibilidade real de que os uniformes das equipas passem a contar com patrocínios. É quase perfeita, porque esbarra num detalhe deixado de lado por quem se sentou para negociar, mas lembrado por quem é fã: a tradição.

O Sports Business Daily informa que, no bilionário contrato de 24 mil milhões de dólares firmado entre NBA e Turner, vai existir a possibilidade de  a companhia de "media" vender espaço para patrocinadores explorarem as camisolas das equipas. O anúncio gerou revolta nos fãs e silêncio na liga, mas carrega muito mais do que um embate entre a tradição e os novos tempos. Coloca, frente a frente, o destino da NBA num curto prazo.

Em dois anos, após a aposentação de Michael Jordan, a NBA enfrentou duas greves em 1999 e 2011. O "lockout", como é chamado nos EUA, consiste em paralisação para que os jogadores e os donos das equipas negoceiem o tecto salarial e as regras para que os rendimentos sejam pagos. Em ambas as negociações, vitória para os atletas e época diminuída  pela paralisação.

A entrada do dinheiro do patrocínio, num primeiro momento, traz a falsa sensação de que pode ser a solução para negociações futuras. Não é. O anúncio da quantia já gerou revolta entre jogadores, que consideram hipócrita a postura dos donos da equipa de negar aumentos salariais ao passo que cada vez mais dinheiro entra. Mas a postura mostra que as próximas negociações vão ser mais difíceis. Os atletas vão tentar aumentar o tecto.

A NBA, no seu sistema de conjuntos, é negócio. E negócios têm de levar ao lucro. A guerra está armada. Neste momento, a questão dos patrocínios é crucial. Reza a lenda que os anúncios vão ter 6cmx6cm, espaço pequeno se comparado ao que acontece com as equipas de futebol, por exemplo. Mas são espaços valiosos e que vão fazer com que a guerra entre os donos das equipas e jogadores aumente. Vai ser cobrado cada vez mais dinheiro para atletas ao passo que os proprietários das equipas vão querer lucrar mais.

Os patrocínios soam como falsa solução e vão trazer mais problemas, uma vez que a injecção de dinheiro é um paliativo que aumenta ainda mais uma tensão já bastante delicada.


Dupla do Miami
atropela Wizards


Reduzido a uma superdupla, na primeira época após a saída de LeBron James, o Miami Heat começou com o pé direito a liga norte-americana de basquetebol e bateu o Washington Wizards por 107 a 95, em casa.

Sem o seu principal jogador nos últimos anos, que comandou o Heat para dois títulos da NBA e mais dois vices, o conjunto da Flórida foi comandado pelos seus dois outros astros. O grande destaque foi Chris Bosh, que terminou como cestinha ao fazer 26 pontos e ainda pegou 15 ressaltos e deu quatro assistências. Dwyane Wade também brilhou ao anotar 21 pontos, dois a menos do que Norris Cole.

Já a equipa da capital norte-americana actuou desfalcada do brasileiro Nené, que cumpriu jogo de suspensão por conta da confusão num jogo da pré-época, assim como DeJuan Blair. Sem a dupla, os Wizards viram Marcin Gortat e Drew Gooden serem os principais nomes, com 18 pontos cada. O primeiro conseguiu sete ressaltos.


Los Angeles Lakers
perdem com Kobe em dia


Principal jogador da sua equipa na partida de estreia, Kobe Bryant chamou novamente  a responsabilidade, porém, apesar de ter o melhor desempenho no jogo, não conseguiu evitar a segunda derrota na temporada regular da NBA. Mesmo com o astro em noite inspirada, o Los Angeles Lakers perdeu com o Phoenix Suns, por 119-99 na madrugada de ontem.

Os dois primeiros jogos dão indícios de como vai ser  a temporada para os Lakers. Dependendo muito do astro, a equipa sofre com a ausência de outras estrelas, principalmente por Pau Gasol ter sido negociado com o Chicago Bulls e Steve Nash estar fora devido a uma lesão.

Responsável por tentar levar a sua equipa à vitória, Kobe foi o principal jogador do jogo, com 31 pontos, além de quatros ressaltos e três assistências. Depois dele, quem mais marcou para a franquia de Los Angeles foi Ed Davis, que saiu do banco de reservas, foi quem mais ficou na quadra e apontou 14 pontos.

Enquanto isso, pelos Suns o maior destaque foi Isaiah Thomas, que jogou por 20 minutos e apontou 23 pontos. O armador foi o cestinha dos anfitriões, seguido por Marcus Morris, que apontou 21.

A próxima oportunidade de os Lakers conquistarem a primeira vitória é hoje, no clássico de Los Angeles com os Clippers, jogando também hoje Phoenix Suns e San Antonio Spurs.

 

Breve
LeBron de regresso e disparam preços de bilhetes

Que LeBron James estar de regresso a Cleveland já não é novidade. A novidade está no preço dos bilhetes. Depois de quatro anos em Miami, o astro norte-americano regressa ao clube em que se estreou na NBA e que representou durante sete temporadas e a estreia está marcada para a madrugada desta sexta-feira, no Quicken Loans Arena. Mas, para que possam aceder ao pavilhão para assistir à partida, os adeptos de Cleveland vão ter de desembolsar uma quantia média que ronda os 758 dólares, qualquer coisa como 595 euros.