Jornal dos Desportos

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Nmeros registam evoluo do "cinco" nacional

Melo Clemente, na Tunsia - 20 de Setembro, 2018

Os hendecacampees africanos, que a entrada da quarta janela ocupavam o terceiro lugar

Fotografia: Dr

Os números produzidos pela Selecção Nacional de basquetebol em seniores masculinos, durante a disputa da quarta janela de qualificação zona africana para a Copa do Mundo de 2019, prova que decorreu de 14 a 16 do mês em curso, em Tunis, capital tunisina, demonstram, claramente, a evolução do cinco nacional que continua na corrida da aludida competição.
Os hendecacampeões africanos, que a entrada da quarta janela ocupavam o terceiro lugar, com dez pontos, desalojaram os compatriotas de Samuel Eto’o, do segundo posto do Grupo E, e, continuam na corrida para o alcance do tão almejado passe para a fase final da 18ª edição da Copa do Mundo de 2019.
Angola, que persegue a sua oitava presença numa fase final de um Mundial, depois da estreia em 1986, em Espanha, a convite da Fiba-Mundo, manteve a chama acesa da qualificação, mercê das duas vitórias obtidas durante a disputa da quarta janela de qualificação zona africana para a Copa do Mundo da China.
Os angolanos disputaram por direito próprio os mundiais de 1990, na Argentina; 1994, Toronto, Canadá; 2002, Indianápolis, Estados Unidos da América; 2006, Japão; 2010, Turquia e 2014, novamente, em Espanha.
Depois de ter marcado 203 pontos, o que representa uma média de 67, 6 pontos por cada partida, isto durante a disputa da primeira janela, prova que decorreu em Novembro do ano passado, na capital do país, Luanda, tendo sofrido 184 pontos (61,4 pontos sofridos por cada encontro), os pupilos de Will Voigt baixaram significativamente de rendimento na terceira janela, fruta da má preparação que tiveram, e chegada tardia do seleccionador nacional.
No Cairo, capital do Egipto, onde decorreu a terceira janela de qualificação zona africana para a Copa do Mundo de 2019, os hendecacampeões africanos marcaram apenas 168 pontos, em três desafios, estabelecendo a média de 56 pontos por cada encontro.
Neste torneio, o combinado nacional sofreu 185 pontos, o que representa uma média 61, 6 pontos por cada desafio. Entretanto, apesar dos constrangimentos que marcaram a preparação do cinco nacional para a quarta janela, fundamentalmente, de fórum administrativo, os pupilos de Will Voigt, contra todas as expectativas, mostraram classe durante o torneio, onde a união e o espírito de grupo foi claramente evidenciado.Na estreia frente a similar dos Camarões, os hendecacampeões africanos venceram por 83-76, depois de no terceiro período estar a vencer por uma margem confortável de 20 pontos.
Frente ao modesto Chad, na jornada número dois, os angolanos não deixaram o seus créditos em mãos alheias e bateram de forma copiosa, por claros 75-33, portanto, 42 pontos de diferença. Na derradeira jornada, os angolanos não resistiram a qualidade de jogo dos tunisinos, comandados pelo categorizado técnico, Mário Palma, consentiram derrota copiosa, por 64-84.
Com um plantel de longe superior aos dos angolanos, que estão  numa fase de renovação, a Tunísia, apesar de experimentar algumas dificuldades, fundamentalmente, nos dois primeiros quartos, acabou por vencer com toda a naturalidade, por 84-64.
Jogadores como Makram Ben Romdhane (25 pontos), Mourad El Mabrouk (12), Omar Abada (13), Michael Roll (12) e Salah Mejri (6) acabaram por fazer toda a diferença, muito em função dos anos que levam ao serviço da sua selecção.
Angola marcou 222 pontos, obtendo uma média de 74 pontos anotados por cada partida, tendo sofrido 193, o que representa uma média de 64,3 pontos sofridos por cada encontro.Os números acima referenciados atestam perfeitamente a evolução do cinco nacional, comparativamente, as janelas anteriores.
Se do ponto de vista ofensivo houve um salto considerável, o mesmo já não se pode dizer do capítulo defensivo, onde as debilidades “continuam”. Em Nove jogos, Angola marcou 593 pontos (65,8) e sofreu 562 (62,4)

Surpresa
José António uma certeza

O extremo base do Atlético Petróleos de Luanda, José António, foi sem sombras de dúvidas, uma das gratas surpresas da quarta janela de qualificação zona africana para a Copa do Mundo da República Popular da China, prova que decorreu de 14 a 16 do mês em curso, em Tunis, capital tunisina.
Apesar do excelente trabalho, que tem estado a efectuar ao serviço da equipa do Eixo-viário, fundamentalmente, na temporada passada, a chamada do jovem jogador para integrar os serviços do cinco nacional acabou por surpreender muitos dos amantes da “bola ao cesto”.
Sem nunca antes ter feito parte de uma pré-selecção, José António chegou, viu e venceu,  deixando bons indicadores que pode vir a ser um dos principais activos dos hendecacampeões africanos que estão num processo de renovação.
Aliás, o facto de ter sido integrado no cinco inicial, relegando o experiente Leonel Paulo, por sinal, seu companheiro na formação tricolor, demonstra claramente as qualidades deste jovem jogador que esteve entre os destacados na quarta janela de qualificação zona africana para a Copa do Mundo de 2019, prova a decorrer em oito cidades chineses, de 31 de Agosto a 15 de Setembro.
José António teve o privilégio de anotar o primeiro triplo de Angola, na quarta janela, na vitória do combinado nacional, frente aos Camarões, por 83-76.
Em três partidas, o extremo base dos tricolores e da Selecção Nacional, marcou 26 pontos, nove ressaltos e fez uma assistência.
Entretanto, Carlos Morais, Leonel Paulo, Gerson Domingos, Reggie Moore, Yanick Moreira e o estreante José António foram os atletas mais utilizados pelo técnico norte-americano, Will Voigt, diante a disputa da quarta janela de qualificação zona africana para a Copa do Mundo.Pedro Bastos e Júlio Afonso, este último, igualmente, estreante, foram os jogadores menos utilizado.                                                  

POSIÇÂO UM
Gerson Domingos
está órfão

Depois de ter sido lançado na Selecção Nacional pelo técnico angolano, Carlos António Dinis, por altura da disputa do torneio pré-olímpico, isto em 2916, prova selectiva aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, Brasil, Gerson Domingos é hoje, uma certeza na posição um do combinado nacional.
Apesar de se afirmar como verdadeiro titular na posição um do cinco nacional, o jovem base do Grupo Desportivo Interclube está órfão nos hendecacampeões africanos, que mantém a chama da qualificação para a Copa do Mundo do China.
Se dúvidas ainda existissem, a quarta janela de qualificação acabou por colocar a nu as fraglidades do cinco nacional na posição um, quando o jovem jogador não está na quadra.
A qualidade do jogo de Angola baixa drasticamente com a ausência do base do Grupo Desportivo Interclube.
O experiente base, Armando Costa, tetracampeão africano, que tem sido preterido pelo seleccionado nacional, alegadamente, por ser mau balneário, pode perfeitamente, ser uma alternativa nesta campanha rumo a China.
Para a consumação dos objectivos, bastará uma vitória na próxima janela, diante da Tunísia, Camarões ou Chad, respectivamente.  M.C

FEITOS
Palma continua
a fazer história


O categorizado técnico luso-guineense, Mário Palma, de 68 anos de idade, continua a fazer história a nível da “bola ao cesto”. Depois de ter qualificado os hendecacampeões africanos em duas ocasiões para fase final de um Mundial, nomeadamente, 1990, na Argentina, e em 1994, em Toronto, Canadá, domingo voltou a qualificar mais um país africano para a maior cimeira desportiva mundial, a nove da bola ao cesto.
Mário Palma, que tem no seu currículo mais de oitenta troféus, já havia qualificado a Jordânia para uma fase final de um Mundial.                                                   
M.C