Jornal dos Desportos

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Petro de Luanda regressa Cidadela Desportiva

06 de Agosto, 2018

Makas e makas. Amigos e amigos. A direcção do Petro de Luanda decidiu retirar a sua equipa de basquetebol sénior masculina do Arena do Kilamba, numa altura em que se prepara para atacar a época 2018/2019. A informação foi avançada por uma fonte próxima ao clube do eixo viário. O mau clima instalado entre o presidente da Federação Angolana de Basquetebol (FAB) e o vogal de direcção para área do basquetebol do Petro de Luanda, Artur Casimiro Barros, motivou a direcção tricolor a rescindir o contrato que tinha com a direcção do Arena do Kilamba, também gerida por Hélder Cruz \"Maneda\".
No inicio da época 2017/2018, o presidente da FAB convidou as equipas participantes do Campeonato Nacional Unitel-Basket a fazerem o uso do Arena do Kilamba de forma grátis. As equipas não pagaram os treinos e os jogos realizados no pavilhão.
O convite da FAB às equipas foi um balão de ensaio para as outras edições do campeonato nacional de basquetebol. A meio da competição, alguns clubes manifestaram descontentamentos relativamente à distancia que separa do centro da cidade até o Arena do Kilamba e a falta de público no recinto. São os casos do Futebol Clube Vila Clotilde, Desportivo Interclube e Universidade Lusíadas.
O Interclube foi o primeiro clube a abandonar o Arena do Kilamba. O vice-presidente para o basquetebol da equipa da Polícia Nacional, Miguel António \"Camulogi\", havia dito ao  Jornal dos Desportos que, feitas as contas, a equipa não ganhava nada em termos de receitas, pelo contrário só gastava.
\"Não vou cobrar vinte pessoas para ver jogos. Aliás, nunca tivemos cem ou mais pessoas a verem os jogos do Interclube, mesmo quando jogámos com o Petro de Luanda ou 1º de Agosto, porque o Arena está sempre sem público e distante dos principais centros urbanos ligados ao basquetebol\", justifuicou na altura.
António Miguel acrescentou também que \"outra grande questão é a segurança e a hora que terminam os jogos, assim como a falta de transportes públicos naquela zona\".
\"Nós, Interclube, estamos a perder dinheiro. No arena não tens bilheteira. Já no nosso campo, conseguimos arrecadar algum valor monetário. Por essa razão é que vamos realizar os nossos jogos no nosso pavilhão\", havia dito.
O 1º de Agosto tem pavilhão próprio, o Victorino Cunha, com uma capacidade de mil pessoas, mas sem as condições de segurança exigidas pelas instituições internacionais.