Jornal dos Desportos

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Petro derrota 1 de Agosto na cidadela

Melo Clemente - 09 de Janeiro, 2020

No final da partida um grupo de adeptos pediam a sada do tcnico Paulo Macedo

Fotografia: Vigas da Purificao | Edies Novembro

Com 16 pontos de Leonel Paulo e de Antwan Scoott, o Atlético Petróleos de Luanda recebeu e venceu ontem, no Pavilhão Principal da Cidadela Desportiva, 1º de Agosto, por 92-88, em partida de acerto de calendário referente a quarta jornada da primeira volta da fase regular da 42ª edição do Campeonato Nacional de basquetebol em seniores masculino.
Apesar da derrota, o Clube Central das Forças Armadas Angolanas (1º de Agosto) tomou de assalto a liderança da prova, agora com 13 pontos, a mesma pontuação que o Atlético Petróleos de Luanda e Grupo Desportivo Interclube, que ocupam a segunda e terceira posição, respetivamente.
Com uma “casa” algo composta, em termos de assistência, o primeiro clássico dos clássicos referente ao ano de 2020, quarto da época desportiva 2019/2020, começou algo apático, fundamentalmente, nos primeiros oito minutos, em que tinham sido marcados apenas 21 pontos, sendo 12 para o Clube Central das Forças Armadas Angolanas (1º de Agosto) e nove para o Atlético Petróleos de Luanda.
Nos últimos quatro minutos do quarto inicial, as duas formações proporcionaram um festival de lançamentos a longa distância, com Carlos Cabral, do lado militar, e Olímpio Cipriano (Petro) a serem os principais protagonistas, situação que espevitou um pouco o pública, que até então estava adormecido.
Nesta etapa, os petrolíferos da capital proporcionaram outro festival, o de falhanços, nos lançamentos livres, para a tristeza da sua massa associativa. Os militares venciam por 22-18, ao cabo dos primeiros 12 minutos.
Nem mesmo o apoio das duas claques despertou os jogadores no segundo período, em que mais uma vez a falta de criatividade dos craques da bola foi notória.
E tal como aconteceu no primeiro período, as duas formações guardaram para os últimos quatro minutos algumas jogadas ensaiadas, que arrancavam aplausos da bancada.
A equipa do Eixo-viário marcou 20 pontos, contra 14 do seu opositor, fixando o resultado ao intervalo maior em 38-36, a favor dos actuais campeões nacionais.
Dos 20 lançamentos livres a que teve direito nos primeiros 24 minutos, o Atlético Petróleos de Luanda converteu apenas dez, obtendo uma média de 50 por cento.
Os militares tentaram 15 e converteram oito (53,3 por cento). Durante os primeiros 24 minutos registaram-se duas igualdades a cinco e a 33 pontos.
Com a dupla Islando Manuel e Armando Costa a liderarem as acções ofensivas no terceiro período, a equipa militar conseguiu vencer no parcial por 30-26, colocando o resultado a entrada do derradeiro quarto em 64-66, a favor da equipa forasteira.
Sem Armando Costa, que foi “obrigado” a abandonar a quadra por largos minutos, por conta das cinco faltas, o jogo ofensivo da equipa rubro e negra perdeu algum fulgor, situação muito bem aproveitada pela formação tricolor que conseguiu uma diferença de dez pontos (86-76), quando restavam quatro minutos 47 segundos para o termo da partida.
Paulo Jorge Rebelo de Macedo viu-se “forçado” a colocar um dos melhores bases do Campeonato Nacional (Armando Costa) e a formação militar voltou a reentrar na partida.
O recém chegado Atwan Scoott, norte-americano que actua na posição um, rasgava a cortina defensiva dos militares a seu belo prazer.
A equipa do Eixo-viário apareceu transfigurada na etapa derradeira, principalmente, nas acções ofensivas e conseguiu vencer no parcial por 28-22, estabelecendo o resultado final em 92-88. 
Islando Manuel, com 24 pontos, foi o cestinha da partida. O jovem Jilson Bango foi o rei dos ressaltos, com dez, sendo quatro ofensivos e seis defensivos.
O trio de arbitragem constituído por António Bernardo, David Manuel e M’bunga Pedro, com um ou outro erro, não teve influência no desfecho final.