Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Modalidades

Petrolíferos da capital recebem os aviadores

Melo Clemente - 19 de Maio, 2015

Aviadores querem surpreender os petrolíferos da capital esta noite

Fotografia: João Gomes

Atlético Petróleos de Luanda e Atlético Sport Aviação (ASA) defrontam-se hoje, a partir das 19h00, no Pavilhão Principal da Cidadela, na primeira partida dos play-off da meia-final da 37ª edição do BIC Basket.

Ao  terminar de forma invicta a fase de qualificação, a equipa petrolífera às ordens do técnico  Lazare Adingono  apresenta-se  claramente como favorita,  à passagem para a final da edição 37 do BIC Basket.

Apesar de ter defrontar um conjunto que tem como ponto forte o  jogo colectivo, os petrolíferos da capital vão procurar manter-se na senda dos triunfos rumo à final da aludida competição.

Depois da direcção do clube ter abdicado da corrida ao título, em face da reestruturação financeira a que o grémio foi submetido, os pupilos de Lazare Adingono têm se superiorizado aos demais concorrentes.Apesar do interregno, que se registou, o técnica da equipa petrolífera não poupou os  atletas.

Hoje, diante dos aviadores, a equipa do Eixo-viário  apresenta-se  claramente como favorita, a julgar pela qualidade de jogo  que apresentam nesta ponta final do Campeonato Nacional. 

Depois de “afastar” o Grupo Desportivo Interclube das meias-finais, a equipa de Carlos Dinis vai tentar dificultar ao máximo as pretensões dos petrolíferos da capital.

As duas agremiações voltam a jogar na quinta-feira, novamente, no Pavilhão Principal da Cidadela Desportiva.
As classificativas do quinto ao décimo lugar arrancam apenas na quinta-feira, com a Marinha de Guerra a receber a Universidade Lusíada, no Pavilhão Victorino Cunha, ao passo que o Progresso do  Sambizanga mede forças com Interclube.  Por imperativo de calendário, folga  o Futebol Clube Vila Clotilde.


 MAIO
Mais um aniversário


Introduzido no país no longínquo ano de 1930, o basquetebol, modalidade que veio a ser um dos principais símbolos de expressão e reconhecimento de Angola no contexto das nações, celebrou ontem (dia 18) 85 anos de existência, numa altura em que os angolanos assinalam quatro décadas de Independência Nacional.

Ainda sob o domínio colonial, o país, mais precisamente a cidade de Luanda, viu nascer a modalidade de um recinto arenoso impróprio para a  prática. Porém, a resistência do colonizador  em fazer face à escassez de recursos na época, optava teimosa e erradamente por manter órfãos de liberdade os povos do então território ultramarino de Angola.

 O percurso para a afirmação foi duro e longo, tendo em conta que o trabalho iniciou-se numa altura em que Angola era um país soberano recém-nascido (cerca de três meses), quando em Fevereiro de 1976 o professor Victorino Cunha convocou e orientou a primeira selecção do pós-independência, a qual fez o primeiro “teste” com a Nigéria, com quem perdeu por (62-71), num desafio enquadrado nos festejos do início da Luta Armada de Libertação Nacional.

A situação desmotivadora que se viveu antes da independência, consubstanciada no reduzido número de clubes e infra-estruturas, não desanimou os povos oprimidos (entenda-se praticantes), que persistiram na luta tendente à  afirmação, num universo desportivo em que a primazia pendia para disciplinas como o atletismo,  vela e remo. Lançaram-se as bases do desafio. E, de 1975, altura em que se ascendeu à Independência, até aos dias de hoje, o basquetebol tem sido, a par do andebol e do desporto adaptado, a modalidade que mais conquistas e prestígio dá aos angolanos, eleva bem alto o nome, hino e bandeira nacional. Valentin de  Carvalho

M.C