Jornal dos Desportos

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Modalidades

Quarenta anos de um desporto novo

Fontes Pereira - 11 de Novembro, 2015

É certo que Angola ainda tem um grande caminho para a frente no que concerne ao crescimento do seu parque de infra-estruturas

Fotografia: Jornal dos Desportos

O país vive dias de festa, assinala-se  hoje 40 anos de Independência Nacional, 40 anos marcados desportivamente, pela adopção de uma nova mentalidade desportiva em Angola.No dia 11 de Novembro de 1975, o país libertava-se das amarras de um regime colonial, que privou durante longos anos das mais elementares liberdades e do exercício dos direitos, inclusive, o direito à educação física, à prática desportiva sem qualquer tipo de descriminação.

A 11 de Novembro, em Angola, começava a erguer-se um novo edifício desportivo, com uma grande corrente, aos poucos e gradualmente extensiva, que possibilitou às crianças e jovens do país evidenciar as suas potencialidades.Modalidades outrora reservada às elites dominantes, passaram  após o período pós -independência, a observar um aumento exponencial  de praticantes. Aconteceu com o xadrez que saiu das salas restritas para as ruas, com simultâneas gigantes, em que os novos praticantes interagiam com os jogadores mais rodados.

Os resultados foram colhidos, volvidos alguns anos. Angola ganhou o seu primeiro mestre nacional na pessoa de Agostinho Adão e o seu primeiro mestre internacional Manuel Mateus, ao que se seguirem outros jogadores com títulos da Federação Internacional de Xadrez.Outras modalidades, como o hóquei em patins, também tiveram um percurso quase semelhante no que concerne à captação de novo talentos. Frutoda massificação desportiva, a patinagem angolana seguiu um caminho radiante, com jovens jogadores a despontarem e a fazerem as delícias do público cá da casa, como de fora do país, particularmente a partir do momento em que Angola começou a participar por direito próprio em campeonatos do mundo, sendo um dos raros países do continente nessa condição.

Angola em 40 anos criou premissas, para que os seus cidadãos pudessem tirar proveito da prática regular do desporto e da edução física, como componentes para a elevação da melhoria do seu nível de vida.A guerra, que durante alguns anos grassou o país, impediu que em todos os cantos a prática desportiva fosse extensiva a toda juventude, mas na generalidade não impediu que os nossos talentos despontassem. Foi nessa situação, que muitos dos títulos que o país hoje exibe em modalidades como o basquetebol e o andebol, foram conquistados pelas nossas selecções nacionais e clubes, num tributo patriótico dos nossos atletas aos esforços que o país fazia, para dotá-los do mínimo de condições para a prática do desporto.

É certo que Angola ainda tem um grande caminho para a frente, no concerne ao crescimento do seu parque de infra-estruturas desportivas, como mais campos relvados para o futebol, pavilhões, quadras e tanques de água para a natação, mas olhando para o que foi feito, e pelos condicionalismos enfrentados, pode-se dizer que o país está no bom caminho.

Por aquilo que conseguiu erguer, Angola ganhou o respeito dos demais países do continente. São infra-estruturas que servem de suporte  ao desenvolvimento das diversas modalidades, investimentos que contribuíram para o êxito de campeonatos africanos que o país albergou, e que serviram de exemplo para outros países na organização de provas continentais.O desporto angolano comemora hoje 40 anos de conquistas. Um desporto novo, cujas disciplinas desportivas dão alegrias aos angolanos. Ao longo deste tempo, temperaram-se campeões e o desporto tornou-se num dos grandes embaixadores do país.