Jornal dos Desportos

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Juscelino da Silva - 27 de Dezembro, 2018

Hlder Martins da Cruz

Fotografia: Edies Novembro

O presidente da Federação Angolana de Basquetebol (FAB), Hélder Martins da Cruz \"Maneda\", revelou ontem que deixa o cadeirão máximo da instituição que dirige, em Janeiro de 2019, depois da realização da Assembleia -Geral Ordinária. O dirigente advoga estar \"agastado com várias situações que ocorrem no seu mandato\".
Em declarações ontem ao Jornal dos Desportos, Hélder Martins da Cruz \"Maneda\" dirigiu críticas à família da \"bola ao cesto\". Acusa as pessoas de \"reclamarem muito e não reconhecerem o esforço do seu elenco, que luta em prol do desenvolvimento da modalidade. Por outro lado, sustentou que \"não ganha nada\" e \"se as coisas continuarem por esse caminho\", abandona o barco no dia 26 de Janeiro de 2019, data prevista para a realização da Assembleia-Geral da Federação Angolana de Basquetebol.
\"Vou deixar a direcção da Federação Angolana de Basquetebol, em Janeiro de 2019, depois da realização da Assembleia-Geral Ordinária da FAB. Esta, é uma decisão que já  tomei há mais de seis meses, algumas pessoas  pediram-me para continuar à frente dos destinos da FAB. Para mim, chega. Estou cansado das críticas de alguns jornalistas e de amantes da modalidade, que fazem à minha pessoa e aos funcionários deste órgão\", disse.
\"Maneda\" reforça, que \"as pessoas reclamam, sem saber o que se passa na realidade dentro da FAB\", defendeu-se.
\"Vou apresentar os relatórios de contas, na assembleia - geral e vou-me embora. A família do basquetebol procure outras pessoas para assumirem os destinos da Federação. Estou de saída\", garantiu.
O actual homem forte do órgão reitor da modalidade deixa os colaboradores directos tomarem as suas decisões.
\"As outras pessoas, se quiserem continuar na Federação, estejam à vontade. Estou cansado de ver o meu nome na boca das pessoas\", disse.  
As dificuldades financeiras que assolam a FAB, associadas às criticas e comentários \"infundados\", estão na base da decisão do antigo jogador de basquetebol, de  abandonar o cargo. 
Hélder Martins da Cruz  \"Maneda\" deixou patente, que nunca teve salários desde que assumiu as funções na FAB, muitas vezes teve de recorrer aos valores monetários da sua família, para acudir várias situações dentro da instituição.
\"Quando as coisas estão mal, o melhor é pôr  o cargo à disposição\", justificou.
\"Maneda\" garantiu, que vai escrever, nos próximos dias, uma carta ao presidente da Mesa da Assembleia-Geral da FAB, para a informar da sua decisão. O presidente da Federação  pediu uma audiência à ministra da Juventude e Desportos, Ana Paula do Sacramento Neto, para comunicar a sua decisão.
Hélder Cruz Maneda foi eleito presidente da FAB, para o quadriénio 2016/2020, em substituição de Paulo Madeira.

Desistência à vista 
Academia Helmarc sem salários  há oito meses


A equipa de basquetebol, sénior masculina da Academia Helmarc está sem salários, há oito meses. Os pupilos de Elvino Dias estão agastados com a direcção, que tem à testa o presidente da Federação Angolana de Basquetebol, Hélder Martins da Cruz \"Maneda\", segundo uma fonte próxima da equipa técnica.
Desde à data da criação da Academia Helmarc, a direcção liderada por Hélder Martins da Cruz \"Maneda\" pagou cinco meses de salários, segundo declarações de alguns atletas ao Jornal dos Desportos. \"O patrão limita-se a promessas não cumpridas\".
Os atletas afirmam que assinaram contratos com a direcção do clube, não encontram razões para \"tanto sofrimento\". Alegam, não terem recebido qualquer subsídio para a quadra festiva, prometem paralisar os trabalhos em Janeiro.
\"Temos contratos assinados com a direcção da Academia Helmarc,  na reunião com o presidente, Hélder Martins da Cruz \"Maneda\", ficou combinado o pagamento de 200 mil kwanzas todos os meses,  com direito a transporte, alimentação e subsídios de viagem, sempre que fôssemos jogar com uma equipa fora de Luanda\", disseram os atletas.
Os atletas justificam, que tentaram várias vezes parar os  trabalhos, mas o treinador Elvino Dias pediu-lhes para continuarem, sob pena de ver \"o seu lugar em risco na FAB\".
\"Neste momento, estamos a passar a quadra festiva, sem nenhuma remuneração. Estamos decididos a não treinar mais, nem jogar a partir de Janeiro de 2019. Só vamos voltar a jogar, depois de vermos os nossos problemas resolvidos\", rematou a nossa fonte.
O Jornal dos Desportos contactou o proprietário da Academia Helmarc,  Hélder Cruz \"Maneda\". O dirigente assegurou, que quando criou a Academia Helmarc \"não foi para pagar salários aos jogadores, mas para formar jovens atletas a ganharem a visibilidade, potenciar as selecções de Sub-16, Sub-17 e Sub-18\". 
O homem forte da modalidade no país, não compreende a atitudes dos jogadores e prometeu encerrar a Academia, ou mudar os atletas.
Ludgero Galiza,  único jogador que anotou 51 pontos no Unitel Basket, e David Avelino que tiveram passagem pelos académicos, também, reclamam os seus ordenados. Galiza actua agora no Atlético Sport Aviação (ASA), ao passo que David Avelino representa as cores do Futebol Clube Vila Clotilde.