Jornal dos Desportos

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Ricard Casas colecciona fracassos

Melo Clemente - 15 de Maio, 2017

Técnico espanhol não tem conseguido explorar convenientemente os activos que tem à sua disposição

Fotografia: Santos Pedro

Com um dos melhores plantéis da presente época desportiva, equiparado apenas ao do Recreativo do Libolo, Recard Casas, técnico espanhol ao serviço da equipa rubro e negra, não conseguiu superar os seus principais concorrentes, perdendo deste modo, as quatro principais provas a nível da competição doméstica.

Trata-se do torneio Victorino Cunha, Supertaça Wlademiro Romero, Taça de Angola e Campeonato Nacional, vulgo BIC Basket.

O fracasso da equipa comandada pelo técnico espanhol, Ricard Casas, estendeu-se para além das fronteiras angolanas, ou seja, a nível da Taça dos Clubes Campeões Africanos, a equipa militar não foi para além do oitavo lugar, num universo de dez equipas, obtendo por isso, a pior classificação de todos os tempos (ver peça a parte).

Depois de ter conquistado de forma brilhante o título da 38ª edição do Campeonato Nacional da \"bola ao cesto\", onde na final superou o todo poderoso Recreativo do Libolo, por 4-1 na eliminatória, após um sofrível 3-2, nas meias-finais, frente ao arqui-rival, Atlético Petróleos de Luanda, os militares não conseguiram manter os níveis de exibição na presente temporada, perdendo as quatro principais competições nacionais, para a \"frustração\" da sua massa associativa.

Entretanto, depois de ter assegurado a contratação do base dominicano naturalizado norte-americano, Emanuel Quezada, numa transferência bastante polémica, dado que o Atlético Petróleos de Luanda ainda reivindicava o direito sobre o atleta, os militares não conseguiram melhor do que discutir o modesto terceiro lugar da 39ª edição do \"Nacional da bola ao cesto\".

Apesar de ter perdido  o poste francês, Tariq Kirksay, no início da temporada 2016/2017, atleta que tinha um forte jogo exterior, a prestação da equipa militar poderia ter sido melhor se Ricard Casas tivesse conseguido explorar convenientemente os activos em sua posse.

A qualidade do plantel da equipa rubro e negra é inquestionável. Jogadores como Armando Costa, Hermenegildo Santos, Islando Manuel, Felizardo Ambrósio \"Miller\", Edson Ndoniema, Johne Pedro, Joaquim Gomes \"Kikas\", Mohamed Malick Cissé entre outros, não conseguiram atingir a forma desportiva que lhes permitissem conquistar troféus.

Com uma equipa que é praticamente o núcleo duro dos hendecacampeoes africanos, os militares foram completamente vulgarizados pelos seus principais concorrentes, designadamente, Recreativo do Libolo e Atlético Petróleos de Luanda, respetivamente.

Aliás, na presente época desportiva, os militares venceram por uma única vez a formação do Recreativo do Libolo, ao passo que contra o arqui-rival, Atlético Petróleos de Luanda, o Clube Central das Forças Armadas Angolanas logrou apenas dois triunfos. 

O desempenho da equipa do Rio Seco foi tão paupérrima na presente temporada, que inclusive chegou a perder com a sua equipa satélite, o Grupo Desportivo Marinha de Guerra, conjunto treinado por Paulo Macedo, antigo treinador do 1º de Agosto que curiosamente, foi afastado do cargo por ter coleccionado um fracasso similar em 2015.

Caso a direcção 1º de Agosto, liderada por Carlos Hendrick, mantenha o mesmo critério, o técnico espanhol Ricard Casas que cumpre o seu segundo ano de contrato com a equipa militar, estará já de saída do comando técnico da formação rubro e negra.

A final da 39ª edição do Campeonato Nacional de basquetebol em seniores masculinos, a ser jogada no sistema de play-off a melhor de sete partidas, entre o Recreativo do Libolo e Atlético Petróleos de Luanda arranca no dia 18 do mês em curso.


DESEMPENHO
Militares desiludem na Taça de Clubes


Mau desempenho da equipa militar na presente época desportiva começou a ser dado logo na fase final da Taça dos Clubes Campeões Africanos de basquetebol em seniores masculino, competição que teve lugar na Tunísia, em Dezembro de 2016.

Na qualidade de detentor do título de campeão africano na altura, os militares que já contavam com o reforço do luxo, Emanuel Quezada, base dominicano naturalizado norte-americano, não consegui melhor do um modesto oitavo lugar, sendo por isso, a pior prestação do Clube Central das Forças Armadas Angolanas desde que começou a competir em provas do género.

Com oito títulos arrebatados a nível da Taça dos Clubes Campeões Africanos da \"bola ao cesto\", sendo por isso, a equipa mais titulado do continente berço da humanidade,  a equipa do Rio Seco foi simplesmente vulgarizados, para a desilusão dos adeptos que esperavam por mais um troféu africano e, consequentemente, uma época de sonhos a nível doméstico.

Entretanto, a imagem do país foi salvada pelo Recreativo do Libolo que fez estrear o técnico de nacionalidade espanhola, Hugo Lopez, ao quedar-se no segunda lugar da aludida competição.

Em função deste desempenho é crível que na próxima temporada a direcção faça mais outros investimentos para obter melhores metas.
M.C