Jornal dos Desportos

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Selecção Nacional regressa hoje

Melo Clemente - 01 de Setembro, 2015

Pupilos de Moncho López sucumbiram na final frente à selecção da Nigéria com quem perderam por 65-74

Fotografia: M. Machangongo

A Selecção Nacional de basquetebol sénior masculina regressa hoje, ao país, proveniente da Tunísia, onde esteve a competir de 19 a 30 de Agosto último, na 28ª edição do Campeonato Africano das Nações, vulgo Afrobasket, prova selectiva aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, Brasil, em 2016.

Depois de ter falhado à conquista do décimo segundo anel continental e, consequentemente, o apuramento directo aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, mercê da derrota sofrida na final diante da forte Nigéria, por 65-74, o combinado nacional deixou ontem a cidade portuária de Radés, rumando para Lisboa, Portugal, onde pernoitou.

Hoje, por volta das 11h00, a Selecção Nacional deixa Lisboa, devendo desembarcar na capital angolana, Luanda, por volta das 18h00. A comitiva angolana regressa ao país com a medalha de prata na bagagem e com o passe de acesso ao torneio de repescagem, visando aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

Angola tinha traçado como meta à conquista do título da 28ª edição do Campeonato Africano das Nações e, consequentemente, o apuramento directo aos Jogos Olímpicos. Com o desaire na final, frente a similar da Nigéria, que acabou por conquistar o seu primeiro título africano, em 28 edições, a Selecção Nacional falha pela segunda vez consecutiva uma edição dos Jogos Olímpicos, depois de estar ausente na edição de 2012, competição disputada em Londres, na Inglaterra.

Angola, Tunísia e Senegal serão os representantes do continente africano no torneio de repescagem para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, Brasil, em 2016. Angola estreou-se nos Jogos Olímpicos de Barcelona, Espanha, em 1992, seguindo-se as edições de 1996, Atlanta, Estados Unidos da América, Sidney/2000, Austrália, Atenas, Grécia, em 2004 e Pequim, China, em 2008.

Entretanto, apesar da derrota, Angola mantém o título de selecção mais ganhadora do continente africano, com onze troféus arrebatados, em 1989, 1991, 1993, 1995, 1999, 2001, 2003, 2005, 2007, 2009 e 2013 respectivamente. Egipto e Senegal têm cinco títulos africanos cada. A direcção da Federação Angolana de Basquetebol (FAB), encabeçada por Paulo Alexandre Madeira, vai se pronunciar sobre o nome do futuro seleccionador nacional, em virtude do contrato do técnico espanhol, Moncho López, ter terminado ontem. Com o torneio pré-olímpico praticamente em vista, a FAB terá de indicar o novo seleccionador nacional ou reconduzir o técnico espanhol.

ESTREIA
Braúlio Morais
entre os melhores


O base, Braúlio Morais, irmão mais novo do extremo base, Carlos Morais, esteve em grande destaque durante a disputa da 28ª edição do Campeonato Africano das Nações, vulgo Afrobasket, prova que decorreu de 19 a 30 de Agosto último, em Radés, Tunísia. Apesar de ter sido repescado, em face da lesão do Domingos Bonifácio, Braúlio Morais, chegou, viu e venceu, efectuando exibições de encher os olhos durante a disputa da aludida competição.

Yanick Moreira, Edson Ndoniema, Roberto Fortes, atletas que disputaram igualmente o seu primeiro Campeonato Africano das Nações da "bola ao cesto", também estiveram em grande plano na prova vencida pela Nigéria, que arrebatou o seu primeiro título africano, após 28 edições. Entretanto, Hermenegildo Santos e Valdelício Joaquim foram os atletas menos utilizados pelo técnico espanhol, Moncho López, durante a disputa da 28ª edição do Campeonato Africano das Nações.
M.C

REGRESSO DA MÍSTICA
Belarmino advoga
apoio dos veteranos


O antigo extremo-poste da Selecção Nacional de basquetebol, Mário Belarmino Chipongue, disse ontem, no Lubango, Huíla, ser necessários que os veteranos dêem o seu contributo aos actuais jogadores do conjunto nacional, para que Angola recupere a sua mística nos futuros compromissos. Em entrevista à Angop, para avaliar a prestação de Angola no campeonato africano da Tunísia, que encerrou domingo, onde perdeu na final diante da Nigéria, por 65-74, Mário Belarmino considerou pertinente a contribuição de antigos jogadores, para transmitam os seus conhecimentos aos actuais.

“O Jean Jacques, David Dias, Ângelo Vitoriano, Justino Vitoriano, de entre outros, devem passar um pouco do seu saber a estes jovens que muito precisam aprender, pois se não tivermos o equilíbrio fora e dentro, infelizmente vamos começar a perder a mística de vencedores”, realçou. Sobre a prestação da equipa no jogo contra a Nigéria, o antigo jogador da Selecção Nacional e do Petro de Luanda disse que a equipa entrou apática e nervosa, por isso não conseguiu concretizar as várias oportunidades que criou.

Radicado no Lubango, Mário Belarmino explicou que o jogo exterior de Angola não funcionou, pois em termos de lançamentos de três pontos e de dois a estatística esteve abaixo do normal e o adversário aproveitou estas falhas para poder dilatar no marcador. Mário Belarmino iniciou a sua carreira desportiva no Interclube da Huíla, em 1988, e em 1990 foi convocado para a selecção nacional de juniores e um ano mais tarde ingressou para o Petro de Luanda.