Jornal dos Desportos

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Modalidades

Selecção trabalha na Ilha

Melo Clemente - 06 de Agosto, 2013

Componente física continua a preocupar a equipa técnica que pretende formar um grupo coeso dado os objectivos traçados

Fotografia: Jornal dos Desportos

Exercícios físicos vão dominar esta manhã, a partir das 9h00, na Ilha de Luanda, a única sessão de treinos da Selecção Nacional sénior feminino de basquetebol, que projecta a participação no Campeonato Africano das Nações, prova a decorrer de 20 a 29 de Setembro próximo, em Maputo.

Na derradeira semana de preparação, antes da viagem a Espanha, palco do estágio pré-competitivo, as comandadas de Aníbal Moreira e Eliza Pires continuam a aprimorar a condição física.

Ontem, as campeãs africanas em título, realizaram no Pavilhão Anexo da Cidadela desportiva, duas sessões de treinos, onde foram mais uma vez revistos alguns fundamentos técnicos e tácticos. A pouco menos de uma semana do embarque para o Reino de Espanha, o” cinco nacional” tem apresentado melhorias, fundamentalmente, no capítulo defensivo, facto que deixa a equipa técnica nacional satisfeita.

Entretanto, as transições rápidas defesa- ataque, circulação da bola em todas as zonas do jogo continuam a merecer a atenção especial do seleccionador nacional que tenciona formar um grupo que seja capaz de conquistar pela segunda vez o título de campeã continental.

No decorrer desta semana, a Selecção Nacional vai realizar em princípio dois jogos de controlo com equipas juniores masculino da capital do país, depois de ter disputado em Benguela dois amigáveis. A primeira filtragem do grupo deve acontecer em princípio amanhã, segundo apurou o Jornal dos Desportos junto da equipa técnica nacional.

Nesta primeira fase, a dupla técnica constituída por Aníbal Moreira e Eliza Pires vão afastar quatro atletas.
 Seguem viagem na próxima segunda-feira para a Espanha, 15 atletas para dar prosseguimento à preparação, antes de rumar para a capital moçambicana.

Fazem parte da Selecção Nacional as seguintes atletas: Catarina Camufal, Mereciana Fernandes, Astrida Vicente, Nguendula Filipe, Nadir Manuel, Judite Queta, Sónia Guadalupe, Fineza Eusébio, Rosa Gala, Helena Francisco, Nacissela Maurício, Felizarda Jorge, Madalena Félix, Ana Gonçalves, Luísa Tomás, Madalena Valentim, Rosimara Daniel, Clarisse Mpaka e Whitney Miguel.


AFROBASKET
Angola: Em busca do 11º título (I)


Rabat’80 – Com uma equipa formada por jogadores da geração que ainda jogou basquetebol na época anterior à independência de Angola, designadamente António Guimarães, Mário Octávio, Carlos Cunha, Gustavo da Conceição, “Tonecas” e Fernando Barbosa, entre outros, Angola fez a sua estreia na X edição do Campeonato Africano das Nações, realizada em Rabat, Marrocos.

Dirigida por Mário Palma, a selecção angolana ocupou um “honroso” sétimo lugar entre 11 participantes. A competição foi ganha pelo Senegal, que bateu a Costa do Marfim, na final. O terceiro lugar ficou com a selecção anfitriã.

Mogadíscio’81 – Nessa edição, a prestação de Angola foi menos positiva, ao conseguir o nono lugar. Porém, nessa altura, os “arranjos” da organização estavam orientados para a consagração forçada da equipa da casa, a selecção somali, que, porém, não foi além do terceiro lugar.

O título, o primeiro levado à sua galeria, coube à Costa do Marfim, após vitória sobre o Egipto. Devido ao desaire, a comunicação social angolana, bastante exigente e apreensiva em relação ao futuro da modalidade no país, crucificou o técnico Vitorino Cunha, a quem culpou pelo desempenho menos conseguido nessa prova.
Alexandria’83 – No final desse campeonato disputado em solo egípcio, os angolanos chegavam pela primeira vez ao pódio, afastaram o então todo-poderoso Senegal da corrida ao ceptro. No jogo decisivo para o título, Angola acabou derrotada pelo Egipto, mas começava a impor uma nova ordem de precedências no basquetebol africano.

O corpo técnico era formado por uma “troika” liderada por Wlademiro Romero, com Tony Sofrimento e Beto Portugal os  outros dois integrantes. Com este triunfo, as esperanças angolanas de se impor no basquetebol africano foram reacendidas.


HISTÓRIA
Percurso dos Afrobasket´s (I)


I Edição
País-Sede: Egipto
Data: 24 a 30 de Abril de 1962
Campeão: Egipto

Participantes (5): Egipto, Sudão, Marrocos, Guine Conacry e Etiópia.
Logo depois que foi fundada no Cairo a Associação das Federações Africanas de Basquetebol (AFABA), disputou-se imediatamente o primeiro campeonato africano. O objectivo era aproveitar o balanço decorrente da criação do órgão reitor da “bola ao cesto” no continente para dar vida à competição continental.
Nessa altura a modalidade era pouco difundida em África e apenas cinco selecções perfiram-se na prova. Muito superior aos seus adversários, o Egipto chamou a si o primeiro título africano, praticamente sem dificuldades nenhumas. Sudão, Marrocos, Etiópia e Guiné Conacry não tinham estofo bastante para se lhe opor, pois nessa altura o campeonato nacional egípcio já era bastante competitivo.
 
II Edição
País-Sede: Rabat (Marrocos)
Data: 3 a 8 de Março de 1964
Campeão: Egipto

Participantes (6): Egipto, Marrocos, Palestina, Tunísia, Senegal e Mali
Pela primeira vez um país ao Sul do Sahara participou no Campeonato Africano de Basquetebol, no caso o Senegal. Também entrou na prova um país que não é propriamente do continente africano, a Palestina. A maior potência do basquetebol africano na altura, o Egipto, conquistou o primeiro lugar. Continuava a valer a alta competitividade do seu campeonato doméstico.
Na verdade, o Egipto era na altura a maior potência desportiva do continente, razão pela qual tem sedeadas confederações continentais no seu território. Embora a actuar em casa, o Marrocos não passou do segundo lugar e o Senegal, que mais tarde viria a ser uma grande potência, nem sequer ficou no referido posto, acabou  na quinta e penúltima posição.
 
III Edição
País-Sede: Tunísia
Data: 28 de Maio a 2 de Abril
de 1965

Campeão: Marrocos
Participantes (5): Marrocos, Tunísia, Argélia, Senegal e Líbia.
Foi preciso que o Egipto estivesse ausente do campeonato de 1965, na Tunísia, para que o título continental conhecesse outro dono, no caso o Marrocos. Desse modo, os marroquinos conseguiram chegar ao topo do pódio de honra do basquetebol africano, redimindo-se assim do fracasso da edição anterior. Esse campeonato contou com a estreia de mais duas selecções designadamente a Argélia e a Líbia. Na sua primeira participação a Argélia subiu ao pódio, para ocupar o terceiro ligar, ficou em segundo classificado a anfitriã Tunísia. Curiosamente, além do Senegal nenhum outro país da África Sub-sahariana participou neste torneio continental. Nessa altura, as participações eram livres e directas, algo feito apenas mediante inscrição e sem necessidade de eliminatórias.


EM MADRID
Decampeões fazem hoje
um treino de recreação


A Selecção Nacional sénior masculino de basquetebol realiza esta manhã, em Pinto, arredores de Madrid, mais uma sessão de treinos, virado essencialmente para aspectos de recreação, depois do sétimo teste efectuado ontem com a selecção da Venezuela, na rota do Afrobasket da Costa do Marfim, competição a decorrer de 20 a 31 do mês em curso.

A 14 dias do arranque da fase final da 27ª edição do Campeonato Africano das Nações, a  prova selectiva ao Campeonato do Mundo de Espanha, em 2014, Paulo Macedo, seleccionador nacional, tem quase definido o grupo que no dia 17 embarca para Abidjan, palco do Afrobasket.

Depois de ter perdido o ceptro africano a favor da Tunísia, em 2011, em Antananarivo, Paulo Macedo tem a missão de resgatar o título continental.
 O combinado nacional estreia-se a 20 do mês em curso, frente ao seleccionado de Cabo Verde, medalha de bronze de 2007.
A Selecção Nacional está inserida no Grupo C, ao lado da República Centro Africana e Moçambique. M.C


NBA
LeBron pretende dirigir
associação de jogadores


O astro do basquete americano LeBron James está disposto a assumir uma posição de destaque entre os atletas da liga. O jogador do Miami Heat está a considerar a ideia de candidatar-se a presidente da Associação Nacional de Jogadores de Basquete, que até este verão era presidida por Derek Fischer, base de 38 anos, do Oklahoma City Thunder.

De acordo com informações da ESPN americana, LeBron está “a pensar seriamente” na possibilidade. Com o mandato de Fischer expirado, a associação pretende eleger um novo presidente o mais rápido possível, para que ele já esteja no posto durante a reunião anual dos atletas, a realizar-se ainda este mês, em Las Vegas.
LeBron começou a envolver-se com a organização em 2011, quando participou nas negociações durante a greve dos jogadores na NBA. Ele ainda é amigo do astro Chris Paul, jogador do Los Angeles Clippers que já foi vice-presidente da associação.

Este ano, durante a semana do All-Star Game da NBA, LeBron James, eleito para o jogo festivo, chegou a declarar que a organização precisava de mudanças. O astro do Miami Heat considera a candidatura após uma temporada brilhante na NBA. O camisa seis  foi eleito MVP (melhor jogador) da temporada e das finais da liga, onde foi campeão com sua equipe após derrotar o San Antonio Spurs na decisão.