Jornal dos Desportos

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Seleccionador Moncho López acredita na melhoria da defesa

12 de Agosto, 2015

Treinador aproveita torneio internacional para limar arestas antes do palco da competição

Fotografia: M.Machangongo

O seleccionador nacional de basquetebol sénior masculino, Moncho López, considerou que o grupo pode melhorar ainda mais no capítulo defensivo, tendo em vista a disputa da fase final da 28ª edição do Campeonato Africano das Nações da modalidade, prova a decorrer de 19 a 30 do mês em curso,  na cidade de Radés, Tunísia.

Em declarações ao Jornal dos Desportos, o técnico espanhol afirmou que o grupo continua a evoluir de maneira positiva, quando restam exactamente sete dias para o arranque da prova, que vai apurar um representante do continente africano aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. “Felizmente, o grupo continua a evoluir de maneira positiva. Os índices físicos, neste momento, permitem jogar a um ritmo mais elevado, aspectos que tenho incutido nos atletas.

Acho que podemos ser uma equipa muito veloz nas transições,  também no jogo posicional, para conseguir pôr em prática um basquetebol mais dinâmico, ao nível das melhores selecções internacionais, como os Estados Unidos da América, Espanha ou Argentina”, prognosticou Moncho López.
O seleccionador nacional referiu, por outro lado, que do ponto de vista atacante o grupo vai tendo uma maior organização táctica.

“No ataque, pouco a pouco, vamos tendo uma maior organização táctica, definindo algumas referências de jogo muito importantes, como o bloqueio para os jogadores um e dois, a versatilidade no nosso três, no caso Leonel Paulo, situações de bloqueios indirectos  para os nossos interiores saírem beneficiados nas recepções de costas ou de frente para o cesto”, disse. Entretanto, já no capitulo defensivo, apesar de estar próximo da média (70 pontos por cada desafio), a Selecção Nacional precisa de ser mais consistente.

“Ao nível defensivo, precisamos de ser mais consistentes ainda. Acho que estes atletas podem e devem dar mais, somos capazes de defender campo inteiro com muita agressividade, mas temos alguma dificuldade de comunicação contra equipas com sistemas organizados no meio campo, e também há alguma tendência a perder intensidade e concentração, quando o posse de bola está a chegar ao fim dos 24 segundos”, revelou o técnico contratado para reconquistar o título africano e assegurar o passe de acesso aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.

O técnico espanhol trabalha nesta altura com os atletas Armando Costa, Bráulio Morais, Hermenegildo Santos, Carlos Morais, Edson Ndoniema, Robertos Fortes, Felizardo Ambrósio “Miller”, Riggie Moore, Eduardo Mingas, Valdelício Joaquim, Yanick Moreira e Leonel Paulo. A Selecção Nacional vai disputar a fase preliminar do Afrobasket da Tunísia, incorporada no Grupo B, juntamente com Moçambique, com quem se estreia no dia 20 do mês em curso, Senegal e Marrocos.

Tunísia, país anfitrião, encabeça o Grupo A com as similares das selecções do Uganda, Nigéria e República Centro Africana. Egipto, penta campeão africano, à semelhança das selecções do Senegal, faz parte do Grupo C, com as equipas nacionais do Gabão, Mali e Camarões, ao passo que Costa do Marfim, Cabo Verde, Argélia e Zimbabwe estão no Grupo D.

XVI Edição
 Eram poucas as pessoas, que acreditavam na consagração de Angola como a maior selecção do continente, pois tinha começado o campeonato e disputava-se em casa de um oponente com grande tradição no basquetebol continental, o Egipto. À partida,  tal como acontecera com Angola no campeonato anterior, o Egipto a jogar em casa estava praticamente condenado a ganhar.

Afinal, nunca antes perdera os quatro campeonatos então por si organizados. E mesmo o continente reconhecendo o basquetebol angolano como o mais apurado de África, era quase impossível pensar que Angola pudesse colocar o anfitrião num plano secundário. Mas, foi isso precisamente, o que acabou por acontecer, embora o “carrasco” dos egípcios, tivessem sido os senegaleses nas meias-finais. Curiosamente, tanto na primeira fase como na final Angola venceu o Senegal.

País -Sede: Egipto
Data: 28 de Dezembro de 1991 a 01 de Janeiro de 1992
Campeão: Angola
Participantes (11): Angola, Senegal, Egipto, Mali, Nigéria, RCA, Tunísia, Camarões, Argélia, Marrocos e Costa do Marfim.

XVII EDIÇÃO
A “chama da estreia” nas fases finais continuava acesa. Nesse campeonato, foi a vez de o Gabão ser “baptizado”. Terreno praticamente neutro, em função de o anfitrião não ser um candidato natural ao título, julgava-se que tinha muito mais equilíbrio na luta pelo primeiro lugar. Mas com o novo realinhamento devidamente sedimentado, em termos de potência do basquetebol continental, Angola tinha uma ligeira vantagem sobre os outros concorrentes. E tinha alguma lógica, pois se conseguira ganhar no terreno do poderosíssimo Egipto, podia fazê-lo noutro país qualquer.

E fê-lo com grande mestria, alcançou o terceiro título consecutivo e aproximou-se dos maiores “papões” que eram o Egipto (cinco campeonatos ganhos) e o Senegal (quatro). Quem passou a fazer companhia no “palanque da glória” foi o Egipto (segundo) e o Senegal (terceiro). Na segunda presença em fases finais, o anfitrião Quénia deu um ar da sua graça, ficou em quarto do campeonato em que Angola assumia definitivamente o status de equipa de primeiro plano em África.

País -Sede: Quénia
Data: 18 a 28 de Dezembro de 1993
Campeão: Angola
Participantes (nove): Angola, Egipto, Senegal, Quénia, Argélia, Costa do Marfim, Mali, Tunísia e Gabão.
 
AFROBASKET
XVIII EDIÇÃO

Já não tinham dúvidas quanto à grande superioridade dos angolanos, principalmente, quando se tratasse de um campeonato a decorrer num país, que à partida, não tinha aspirações ao primeiro lugar. A Argélia era aquilo, que se podia considerar também terreno neutro, para os principais pretendentes à medalha de ouro. Portanto, sem a concorrência de uma forte anfitriã, a principal e natural candidata era logicamente Angola, por tudo o que fizera nos últimos 12 anos da história do “Afrobasket”.

Com naturalidade, acabou por ganhar, mas o continente acabou por conhecer uma nova potência, a Nigéria, que foi terceira classificada atrás da campeã Angola e do vice -campeão Senegal. Com este triunfo, os angolanos totalizavam o seu quarto título consecutivo, algo inédito nos anais da competição.  Empatou com o Senegal, em número de campeonatos ganhos (quatro), e ficou a um do Egipto. Nessa altura, Angola já era uma lenda em África.

País -Sede: Argélia
Data: 11 a 18 de Dezembro de 1995
Campeão: Angola
Participantes (dez): Angola, Senegal, Nigéria, Egipto, Argélia, Mali, Marrocos, Costa do Marfim, Moçambique e RD Congo.