Jornal dos Desportos

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Angolanos procuram a oitava presena numa fase final de uma Copa do Mundo depois da estreia em 1986

Fotografia: Agostinho Narciso | Edies Novembro

A Selecção Nacional de basquetebol em seniores masculinos efectua hoje, quinta-feira, o treino derradeiro para corrigir eventuais debilidades, antes de entrar em cena amanhã, sexta-feira, na terceira janela de qualificação zona africana para a Copa do Mundo de 2019, na China, quando defrontar a partir das 17h30 minutos, no Pavilhão do Cairo, Egipto, a similar de Marrocos, em desafio a contar para a primeira jornada do Grupo C.
Os hendecacampeões africanos que pisaram o solo egípcio nas primeiras horas da manhã de ontem, provenientes da capital do país, Luanda, fizeram no período nocturno, o reconhecimento do piso que vai acolher a terceira janela de qualificação zona africana para a Copa do Mundo 2019, competição a ser realizada em oito cidades da República Popular da China, com a participação de 32 nações, contra as 24 das edições anteriores.
Ambientados praticamente com o clima da cidade do Cairo, a equipa técnica vai aproveitar o dia de hoje, para limar as últimas arestas, no sentido de o combinado nacional entrar em grande na primeira jornada do Grupo C, em que terá como adversário a forte selecção de Marrocos, terceira classificada, com quatro pontos, contra seis e cinco pontos, de Angola e Egipto, que ocupam as duas primeiras posições.
Apesar da débil preparação que tiveram na capital do país, Luanda, onde faltaram jogos de controlo, tendo realizado apenas um, contra o Grupo Desportivo da Marinha de Guerra, com vitória a sorrir para o cinco nacional, por 102-66, a motivação no seio do grupo está em alta, facto que deixa satisfeito os técnicos, que pretendem manter a liderança do Grupo C, rumo a Copa do Mundo de 2019, prova que pela terceira vez vai ser disputada no continente asiático.
Aliás, John Bryant, um dos adjuntos de Will Voigt, assegurou, momentos antes de embarcar para a cidade do Cairo, que os hendecacampeões africanos estão preparados para disputarem a terceira janela sem grandes sobressaltos. “Temos consciência que o torneio do Cairo será extremamente difícil, porque a maior parte das selecções já vão contar com os seus melhores jogadores. Nós fizemos o nosso trabalho com as limitações que vocês sabem, mas, ainda assim, estamos focados em manter o primeiro lugar do grupo”, augurou o técnico norte-americano.
O cinco nacional que busca a sua oitava presença numa fase final de uma Copa do Mundo da “bola ao cesto”, depois da estreia em 1986, em Espanha, a convite da Fiba-Mundo, seguindo-se as presenças em 1990, na Argentina, 1994, Toronto, Canadá, 2002, Indianápolis, Estados Unidos da América, 2006, Japão, 2010, Turquia e 2014, em Espanha, viu o seu estágio pré-competitivo da Turquia a ser abortado pela direcção da Federação Angolana de Basquetebol (FAB), alegadamente por falta de verbas, quando esta (FAB) recebeu este ano mais de cinquenta e sete milhões de kwanzas (57.000.000.00) do Ministério da Juventude e Desportos (Minjud). Entretanto, dezasseis (16) nações africanas subdivididas em quatro grupos de quatro selecções cada, estão a disputar as cinco vagas destinadas ao continente berço da humanidade.
Passam para a fase seguinte, as três primeiras classificadas de cada grupo, perfazendo um total de doze (12) selecções, que serão posteriormente divididas em dois grupos (E e F) de seis equipas cada.
Após a disputa de mais três janelas, ficam apuradas para a fase final da Copa do Mundo da China, os dois primeiros classificados de cada grupo e a terceira melhor selecção.
A entrada da terceira janela de qualificação, Angola lidera o Grupo C, com seis pontos, fruto de três triunfos em igual número de partidas. Egipto, país anfitrião, ocupa o segundo lugar da tabela classificativa, com cinco pontos, contra quatro e três, de Marrocos e República Democrática do Congo, nas posições imediatas.
Tunísia, país que acolhe a terceira janela do Grupo A, comanda a sua série, com seis pontos, seguido dos Camarões, Chad e Guiné, com cinco, quatro e três pontos, respectivamente.
lidera o Grupo B, com seis pontos, contra quatro pontos do Uganda, Mali e Rwanda nas posições imediatas. Moçambique e Senegal partilham a liderança do Grupo D, com cinco pontos, seguidos da República Centro Africana e Costa do Marfim, ambos com quatro pontos.
Quatro capitais africanas vão albergar a terceira janela de qualificação, nomeadamente, Tunis, Lagos, Cairo e Dakar.


Crença
Atletas querem manter o primeiro lugar

O extremo poste do Atlético Petróleos de Luanda e da Selecção Nacional de basquetebol em seniores masculinos, Leonel Ditutala Paulo, 32 anos de idade, um metro e 97 centímetros de altura, acredita que o grupo poderá fazer uma boa campanha na terceira janela de qualificação zona africana para a Copa do Mundo da China, prova que arranca amanhã, sexta-feira, no Cairo, capital egípcia, que passa pela manutenção do primeiro lugar do Grupo C.
Em entrevista ao Jornal dos Desportos, momentos antes de seguir viagem para as terras das pirâmides, Leonel Ditutala Paulo, mostrou-se confiante numa campanha exitosa do combinado nacional.
“Creio que o grupo está coeso e pronto para encarar com grande responsabilidade a terceira janela de qualificação zona africana para a Copa do Mundo de 2019. Temos consciência que somos um alvo a bater pelos nossos adversários mas, nós temos os nossos argumentos para contrapor o desejo deles”, assegurou o veterano que foi uma das unidades que mais se destacou na última edição do Campeonato Africano das Nações de 2017, vulgo Afrobasket, prova disputada no Senegal e na Tunísia, respectivamente.
Questionado sobre a preparação da Selecção Nacional, o internacional angolano, lamentou o facto de terem realizado apenas um jogo de controlo.
“Acredito que a nossa preparação pecou por termos realizado apenas um jogo de controlo. Se tivéssemos feito mais jogos de controlo seria muito bom para o grupo mas, ainda assim, estamos preparados para este torneio”, finalizou.
Entretanto, o mesmo pensamento foi partilhado pelo base do 1º de Agosto, Hermenegildo Santos, de 27 anos de idade, um metro e 91 centímetros de altura, jogador que regressa à Selecção Nacional, depois de ter falhado o Afrobasket de 2017 bem como a primeira janela de qualificação, prova disputada no Pavilhão Arena do Kilamba, em Luanda.
“Gostaria de agradecer a Deus por ter permitido a minha reintegração no grupo, fruto naturalmente, do trabalho que tem estado a realizar no meu clube. O grupo é bastante forte e tenho a plena convicção que vamos efectuar uma boa prova no Cairo”, garantiu o campeão africano de 2013 pela Selecção Nacional A.


Artilharia
RDC tem o melhor ataque

Apesar de ocupar a cauda da tabela classificativa do Grupo C, com apenas três pontos, fruto de três desaires em igual número de partidas, a República Democrática do Congo, de Bismark Byombo,  tem o melhor ataque, com 206 pontos marcados, o que representa uma média de 69, 6 pontos anotados em cada desafio.
Se no capítulo ofensivo, os vizinhos da RDC superam os demais concorrentes do grupo, o mesmo já não se pode dizer do aspecto defensivo, onde em três partidas disputadas sofreram nada mais, nada menos, do que 226 pontos, obtendo uma média de 75, 3 pontos sofridos em cada partida, sendo por isso, a pior defesa.
O segundo melhor ataque do Grupo C, pertence a Marrocos, adversário da Selecção Nacional na primeira jornada, com 207 pontos marcados, perfazendo uma média de 69 pontos por cada encontro, ao passo que Angola está no terceiro lugar, com 203 pontos marcados, o que representa uma média de 67, 6 pontos marcados em cada jogo.
Os marroquinos sofreram 210 pontos até aqui, obtendo uma média de 70 pontos por cada partida, ao passo que os hendecacampeões africanos têm a melhor defesa da prova, com apenas 184 pontos sofridos, o que representa uma média de 61, 3 pontos sofridos em cada desafio.
Já o Egipto, país anfitrião, detém a segunda melhor defesa, com 192 pontos sofridos (64 pontos sofridos por cada jogo).
Os egípicios foram os que menos pontos anotaram durante a disputa da primeira janela de qualificação zona africana para a Copa do Mundo de 2019, com 196 pontos marcados (65, 3).