Jornal dos Desportos

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Seleco cumpre objectivo

Melo Clemente - 04 de Julho, 2018

Hendecacampees africanos j conhecem os seus adversrios para a etapa derradeira do mundial

Fotografia: Fiba Africa |

A Selecção Nacional de basquetebol em seniores masculinos desembarcou ontem no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, proveniente do Cairo, capital egípcia, onde 29 de Junho a 01 do mês em curso, disputou a terceira janela de qualificação zona africana para a Copa do Mundo de 2019, prova a decorrer na China, tendo assegurado a qualificação para a etapa derradeira da aludida competição.
Apesar das duas derrotas averbadas no Cairo, frente as similares de Marrocos e República Democrática do Congo, com quem perdeu por 47-61 e 56-66, os hendecacampeões africanos conseguiram alcançar o objectivo primordial, que passava pela qualificação para a etapa derradeira, rumo a Copa do Mundo de 2019, competição que vai contar com a participação de 32 nações, contra 24 das edições anteriores.
A falta de organização da Federação Angolana de Basquetebol (FAB), liderada por Helder Martins da Cruz \"Maneda\", poderia afastar o combinado nacional da corrida a Copa do Mundo da República Popular da China.
As exibições paupérrimas patenteadas pela Selecção Nacional, durante a disputa da terceira janela de qualificação zona africana, deve-se, claramente, a preparação débil a que os hendecacampeões africanos foram submetidos na capital do país, Luanda, depois da FAB ter abortado o estágio pré-competitivo que o cinco nacional devia realizar na Turquia, alegadamente por falta de verbas.
As ausências sistemáticas do seleccionador nacional, Will Voigt, da capital do país, aliado ao facto de não ter acompanhado, na íntegra, a disputa da 40ª edição do Campeonato Nacional de basquetebol em seniores masculinos, vulgo Unitel Basket, terá igualmente contribuído para a pálida imagem deixada pela Selecção Nacional, à semelha do que tinha acontecido, aquando da disputa no país da primeira janela de qualificação, zona africana.
Aliás, o apuramento do combinado nacional para a etapa derradeira para a Copa do Mundo de 2019, só foi possível graças as três vitórias sofríveis que Angola conseguiu, durante a disputa da primeira janela de qualificação.
Com apenas um jogo de controlo realizado, frente ao Grupo Desportivo Marinha de Guerra, a quem venceu por 102-66,  Angola não foi capaz de impor a força do seu basquetebol no torneio do Cairo, Egipto.
Depois de ter vencido, em Novembro último, a sua similar de Marrocos, por 62-56, os hendecacampeões africanos foram completamente vulgarizados pelos marroquinos, ao perderem por 47-61, num jogo onde ficou claramente demonstrado a decadência de uma das modalidades que tantas alegrias deu ao país, a par do andebol feminino.
Nem mesmo a vitória \"inesperada\" sobre a selecção do Egipto (65-58), galvanizou os pupilos de Will Voigt, que, na derradeira jornada, sucumbiram diante de uma República Democrática do Congo, por 56-66, numa derrota história para os hendecacampeões africanos, que nunca haviam perdido diante da \"desconhecida\" RDC, no contexto das grandes nações a nível da \"bola ao cesto\".
 Com quatro vitórias e duas derrotas, o cinco nacional assegurou o apuramento para a segunda fase da prova, tendo ocupado o primeiro lugar da tabela classificativa, com 10 pontos, seguido de Marrocos e Egipto, ambos com nove, ao passo que a RDC ficou na cauda da tabela, com oito pontos.
Entretanto, para a etapa derradeira, a Selecção Nacional está inserida no Grupo E, juntamente com a Tunísia, Camarões, Egipto, Marrocos e Chad, respectivamente.
Já o Grupo F está constituído pelas selecções da Nigéria, Senegal, República Centro Africana, Rwanda, Costa do Marfim e Mali. A quarta janela de qualificação arranca em Setembro do ano em curso.

Qualificação

Tunísia e Nigéria dominam primeira fase

Tunísia e Nigéria justificaram, plenamente, o estatuo de melhores selecções africanas da actualidade, durante a disputa do primeiro turno para a Copa do Mundo de 2019, prova a decorrer em oito cidades chinesas, ao terminarem de forma invicta nos seus respectivos grupos.
Das dezasseis (16) selecções que lutam pelos cinco passes reservados ao continente berço da humanidade, apenas a Tunísia e a Nigéria conseguiram seis vitórias em igual número de partidas.Tunísia, actual campeã africana, conjunto orientado pelo luso-guineense, Mário Palma, antigo seleccionador nacional dos hendecacampeões africanos, não deu qualquer facilidade aos seus concorrentes, nomeadamente, Camarões, Chad e Guiné, respectivamente.
O mesmo se pode dizer da Nigéria, vencedora da vigésima oitava edição do Campeonato Africano das Nações, vulgo Afrobasket, isto em 2015, altura em que destronou a Selecção Nacional de Angola.Das dezasseis (16) africanas que estiveram em evidência, durante a disputa da terceira janela de qualificação, a Nigéria foi o único conjunto que conseguiu aplicar duas chapas cem. Os nigerianos venceram os rwandeses e os ugandeses, por 111-70 e 109-66, respectivamente.