Jornal dos Desportos

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Modalidades

Seleco de Moambique surpreende Senegal

Melo Clemente, em Maputo - 18 de Novembro, 2019

A seleco moambicana soube tirar maior partido do factor casa e bateu o Senegal tido partida como a mais favorita no jogo.

Fotografia: DR

Com Leia Dongue e Indvild Mucauro em grande plano, a selecção de Moçambique derrotou ontem, no Pavilhão de Maxaquene, a similar do Senegal, por 56-49, e apurou-se para o Torneio Pré-Olímpico de Tenerife, Espanha, em Fevereiro de 2020.
Depois de ter o feito o pleno na fase de grupos, em que somaram dois triunfos, em igual número de partidas, as senegalesas, actuais vice-campeãs africanas, não foram capazes de bater a selecção caseira, que diga-se, teve o apoio incondicional da “onda vermelha”, designação da sua claque.
Conscientes dos pontos fortes da sua adversária, as moçambicanas entraram determinadas na partida, ao contrário das senegalesas que mostravam excesso de confiança.
A raça demonstrada ao longo dos quarenta minutos pelas pupilas de Leonel Manhique, foi premiada com qualificação ao Torneio Pré-Olímpico.
O apoio da “onda vermelha” conseguiu contagiar a selecção caseira, que a um minuto para o intervalo maior,  vencia surpreendentemente as vice-campeãs africanas por uma margem de onze pontos de diferença (26-15).
Na primeira meia-final, Nigéria, actual campeã africana, suplantou a similar do Mali, medalha de bronze do último Afrobasket, por 74-59, numa partida em que as actuais campeãs africanas experimentaram algumas dificuldades, fundamentalmente, no derradeiro período em que perderam no parcial por 20-15.
O primeiro, segundo e terceiro quartos foram dominado pelas nigerianas, que atingiram as meias-finais sem ter realizado qualquer partida na fase preliminar, à semelhança de Moçambique.
O “insólito” aconteceu, em virtude da desistência da vizinha República Democrática do Congo.
Entretanto, Nigéria e Moçambique serão as representantes do continente africano ao Torneio Pré-Olímpico.  

Desempenho
Felizarda Jorge entre as destacadas  


Com 27 marcados, em duas partidas, a extremo-poste do Grupo Desportivo Interclube e da Selecção Nacional, Felizarda Jorge Ventura, esteve entre as mais destacadas das bi-campeãs africanas.
A extremo-poste foi ainda uma das jogadoras mais utilizadas, com 47 minutos e três segundos, a par da Resemira Daniel, que foi a segunda melhor marcadora, com 19 pontos, seguida de Ângelina Golome, Italle Lucas,Juda Quindanda e Fineza Eusébio, com 14, 13, 11 e 10 pontos, respectivamente.
Entretanto, Elizabeth Mateus, Regina Pequeno e Avelina Peso foram as únicas atletas que não fizeram qualquer ponto no Torneio de Pré-Qualificação zona africana, competição que ontem encerrou na cidade de Maputo.  

Vistoria
Fiba-Afrique ignora segurança  
    

A Fiba-Afrique fez vista grossa, ao ter permitido que o Pavilhão do Maxaquene acolhesse o Torneio de Pre-Qualificação zona africana, prova que decorreu de 14 a 17 do mês em curso, na cidade de Maputo, Moçambique.
Construído em 1962, o velhinho Pavilhão do Maxaquene carecia de obras profundas de beneficiação, para albergar a aludida competição.
Aliás, as obras paliativas que o pavilhão beneficiou aconteceram 48h00 antes do arranque da competição.
As chuvas que se abatem sobre a capital moçambicana fez descobrir que a cobertura do pavilhão precisa de ser mexida, dado as infiltrações das águas.
Quinta-feira, no desafio que colocou frente a frente Angola-Senegal, as jogadoras pareciam que estavam a jogar numa piscina. O piso estava bastante escorregadio, colocando em risco à integridade física das atletas.