Jornal dos Desportos

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Modalidades

Senhoras em número reduzido no curso

28 de Outubro, 2015

Os candidatos com bom aproveitamento vão cumprir um estágio apresentando um trabalho.

Fotografia: Jornal dos Desportos

O curso de treinadores de basquetebol do nível II e III que arrancou no dia 23 do mês em curso, no anfiteatro da Universidade Metodista de Angola, na Funda, em Luanda, conta apenas com cinco senhoras dos 41 elementos que participam da referida acção formativa, uma iniciativa da Escola Nacional de Formação de Quadros de Basquetebol da federação angolana da modalidade em parceria com a similar de Portugal.

Trata-se de Irene Guerreio (Grupo Desportivo Interclube), Jacqueline Francisco e Luísa Maria Miguel "Valódia", ambas do 1º de Agosto, Maria Manuela Cardoso, todas ex-internacionais angolanas e Antónia Cruz, do Progresso Associação Sambizanga. Apesar do número reduzido de senhoras, Jorge Fernandes (português), um dos prelectores do curso elogiou a presença das cinco treinadores.

"Creio que a realidade em Portugal não foge muito de Angola. Infelizmente, temos assistido ainda pouca adesão de senhoras no treinamento desportivo e neste particular no basquetebol. Mas, devo lhe dizer que estou extremamente feliz por estarem aqui algumas senhoras que procuram enriquecer os seus conhecimentos sobre a modalidade".

Jorge Fernandes enalteceu por outro lado, a presença do Professor Victorino Cunha, ex-seleccionador nacional dos hendecacampeões africanos, que faz parte do leque dos prelectores. "É bastante significativo termos aqui o Professor Victorino Cunha como um dos prelectores, porque como sabem ele é uma referência não só do basquetebol angolano e africano mas, sobretudo, do basquetebol mundial. Assiste já algumas conferências dele e de facto estamos em presença de verdadeiro mestre", elogiou Jorge Fernandes.

O português não deixou de enaltecer os demais prelectores convidados para a referida acção formativa. Hoje, prossegue a acção formativa com mais quatro temas, designadamente, Teoria e Metodologia do Treino Desportivo, Táctica Individual Ofensiva, Táctica Colectiva Defensiva e Táctica Colectiva Ofensiva.

Professor Doutor António Ferreira, Professor Victorino Cunha, Professor Mário Gomes e o professor António Paulo serão os prelectores. Ontem, foram abordados temas como a Teoria e Metodologia do Treino Desportivo, Táctica Individual Ofensiva, Táctica Individual Defensiva, Técnica Individual Defensiva e Observação e Análise do Jogo.  

O curso está a ser dirigido a treinadores de nível I e que busca a graduação II, estando também a preparar os treinadores de nível II que pretende fazer o curso do nível III num futuro breve. A acção formativa tem a duração de um ano, subdivididos em três etapas. O curso que contempla a parte teórica encerra no dia 01 de Novembro. Os candidatos com bom aproveitamento vão cumprir um estágio apresentando um trabalho.                                          
M.C

NBA
Atlanta Hawks quer manter topo

O Atlanta Hawks foi uma das grandes surpresas da temporada passada. Conseguiu 60 vitórias pela primeira vez na história da franquia, liderou a conferência Leste e encantou com um básquete rápido, solidário e de marcação forte. Para o campeonato que começou hoje, a expectativa de todos na Geórgia é se manter no topo, mas há um problema: como continuar eficiente sem DeMarre Carroll, fisgado no mercado de agentes-livres pelo Toronto Raptors?

As médias de 12,3 pontos e 5,6 ressaltos de Carroll não explicam a importância dele para o desenvolvimento do Hawks nos últimos anos. Atlético, rápido e com boa leitura de jogo, ele era o responsável por “camuflar'' as deficiências defensivas de Kyle Korver no perímetro e ser o “ajudante'' de Paul Millsap e Al Horford nas dobras no garrafão. Não era raro vê-lo sendo aplaudido pelo técnico Mike Budenholzer, que quase sempre elogiava o seu espírito altruísta.

A derrocada do Atlanta na pós-temporada, aliás, pode ser creditada a queda de performance de DeMarre, que chegou aos play-offs fisicamente em frangalhos (teve inclusive aquele problema no joelho. Não que ele seja um craque, mas o camisa 5 era o típico caso de peça que funcionava para “colar'' todas as partes.

A importância deste tipo de atleta raramente é vista em números ou no dia a dia corrido dos jogos, mas principalmente na sua ausência. E é com isso que o Atlanta terá que conviver daqui para frente. Sem Carroll, Kent Bazemore (foto) assume o posto de titular. Mas a comparação é injusta demais com ele.

Bazemore nem de longe possui o potencial físico do antigo dono da posição três e seu estilo de jogo está muito mais para o de um chutador do que para um aglutinador, alguém que fará com que as peças a seu redor fiquem mais, digamos, confortáveis entre si.

Os Hawks, é verdade, até que se reforçaram bem. Trouxeram o brasileiro Tiago Splitter para o garrafão e em alguns momentos podem tentar jogar com uma formação que incluir Paul Millsap, Tiago e Al Horford, com Millsap saindo um pouco mais do jogo interno para arremessar.