Jornal dos Desportos

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Técnico Ricard Casas desconhece futuro

Melo Clemente - 24 de Maio, 2017

Casas cumpre seu segundo ano de contrato

Fotografia: José Soares | Edições Novembro

A revelação foi feita aos órgãos de comunicacao social, por Ricard Casas, na segunda-feira, após a vitória da sua agremiação sobre a formação do Grupo Desportivo Interclube, por 96-84, na terceira e derradeira partida para as classificativas do terceiro lugar da 39ª edição do Campeonato Nacional de basquetebol em seniores masculinos, vulgo BIC Basket.

\"Como sabe estou a cumpri meu segundo e último ano de contrato com a direcção. De momento não lhe posso dizer mais nada, relativamente ao meu futuro. Ainda assim, gostaria de agradecer a direção do 1º de Agosto por me ter proporcionado a oportunidade de trabalhar no basquetebol angolano\", disse Ricard Casas, visivelmente abatido pelos fracassos que somou na temporada 2016/2017.Depois de ter conquistado os principais troféus no ano de estreia (Taça dos Clubes Campeões Africanos, Taca de Angola, Supertaça Wlademiro Romero), quando substituiu no comando técnico o angolano, Paulo Macedo, Ricard Casas nao conseguiu manter a mesma performance na presente época desportiva, perdendo todos os troféus, designadamente, torneio Victorino Cunha, Taça dos Clubes Campeões Africanos, Taça de Angola e a Supertaça Wlademiro Romero, respetivamente.

Convidado a fazer uma avaliação daquilo que foi o desempenho da sua colectividade, na presente época desportiva, Casas considerou as saídas de Tariq Kirksay, francês, e Cecrik Ison, norte-americano, como sendo uma das principais causas do fracasso da turma militar.

\"Nós tivemos vários constrangimentos no início da presente temporada. Perdemos o Tariq e o Ison, dois jogadores que eram fundamentais naquilo que era a organização do nosso jogo. E como não bastante a dada altura ficamos privados dos nossos melhores jogadores, devido a problemas de lesões.

Portanto, todos estes constrangimentos contribuíram para a má campanha na nossa equipa. Creio que foi uma temporada para esquecer, porque de facto, pela grandeza do clube o terceiro lugar acaba por não servir as ambições quer da direcção, quer dos jogadores e equipa técnica\", reconheceu o espanhol que está de partida para a terra natal.

Entretanto, com uma equipa de luxo, onde pontificam nomes como Armando Costa, Edson Ndoniema, Felizardo Ambrósio \"Miller\", Joaquim Gomes \"Kikas\", Islando Manuel, Hermenegildo Santos, todos internacionais angolanos, para além de Mutu Fonseca, Johne Pedro e Mohamed Malick Cissé, Emanuel Quezada, este último dominicano naturalizado norte-americano, a equipa rubro e negra não logou conquistar qualquer troféu, para o desalento dos adeptos que auguravam uma temporada de sonho, em face do desempenho da equipa na temporada transacta, e sobretudo, depois da equisição do base Emanuel Quezada, atleta que brilhou na éppoca transacta ao serviço do Atlético Petróleos de Luanda.