Jornal dos Desportos

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Modalidades

Técnicos solidificam conhecimentos

Hélder Jeremias - 18 de Outubro, 2014

Equipas angolanas demonstraram bom nível competitivo em véspera da abertura da nova época desportiva com forte domínio da equipa organizadora do evento desportivo

Fotografia: José Soares

Pouco mais de meia centena de técnicos nacionais solidificaram os conhecimentos durante o Terceiro Ciclo de Palestras promovidas pelo clube 1º de Agosto, desde segunda feira última até ontem, nas suas instalações, no âmbito da VI edição do Torneio Victorino Cunha, que o pavilhão principal da Cidadela Desportiva albergou no mesmo período.

Os treinadores de basquetebol, andebol e outras modalidades afins aproveitaram ao máximo a experiência transmitida pelo professor universitário Jorge Araújo, pelo treinador norte-americano Kelvin O'Neil e pelo técnico homenageado Victorino Cunha.

Incentivados pelo presidente do clube anfitrião, o General Carlos Hendrick, no discurso de abertura, os técnicos filiados aos vários clubes do país afluíram em massa ao anfiteatro da sede do 1º de Agosto, ao Rio Seco, onde se localiza o Pavilhão Victorino Cunha.

A moldura humana justificou a força de vontade e o interesse dos profissionais nacionais em melhorar os índices de produtividade quer nas competições nacionais quer  internacionais.

Os técnicos viram ainda reforçados o acervo de conhecimentos com a aquisição da obra literária “Treinador me confesso”, da autoria do professor Jorge Araújo. O livro representa um instrumento sólido que se debruça sobre os procedimentos de um técnico em prol do sucesso desportivo dos seus atletas.

Jorge Araújo dissertou ainda sobre os temas “Liderança do treinador II”, “Pensar e intervir como treinador”. O professor Kelvin O'Neil fez abordagem exaustiva sobre “Fundamentos defensivos”, “Fundamentos ofensivos”, “Defesa HxH”, “Ataque HxH”, “Defesa à zona” e “Ataque vs defesa zona”. Victorino Cunha debruçou-se sobre “O relacionamento do treinador com os erros cometidos pelos seus jogadores”.

No final do evento, os participantes receberam diplomas das mãos de membros da direcção liderada por Carlos Hendrick e prelectores. A fotografia da família encerrou o certame.


NA PRÓXIMA EDIÇÃO
Barbosinha garante melhorias


O director geral do clube 1º de Agosto, Fernando Barbosa “Barbosinha”, garantiu a presença de uma equipa norte-americana de maior vulto na próxima edição do Torneio Victorino Cunha, marcada para finais de 2015.

Em declarações ao Jornal dos Desportos, no final do terceiro ciclo de palestras, cujo pano caiu ontem de manhã, no pavilhão Victorino Cunha, o dirigente fez um balanço positivo sobre a VI edição do Torneio Victorino Cunha. O certame terminou ontem, à noite, no pavilhão principal da Cidadela Desportiva. 

Barbosinha sublinhou que a VI edição do Torneio Victorino Cunha “representa uma melhoria em relação às edições anteriores”. Porém, deixou claro que “as melhorias devem continuar”.

“Não vou falar em nomes, mas a intenção é trazer no próximo ano, uma equipa mais forte e capaz de vencer a prova, de modo que exija maior esforço das equipas nacionais”, prometeu.

Para a edição de 2014, o evento contou com as presenças da equipa norte-americana God University e de um prelector que desempenhou as funções de técnico principal dos Toronton Raptors.

Fernando Barbosa augurou que “a vinda da God University representa um ganho, tendo em conta o seu nível médio. No entanto, uma equipa mais forte deve fazer parte do torneio em 2015”.
 HELDER JEREMIAS


JÚLIO CHITUMBA
Especialista defende aposta
nos escalões de formação



O especialista para o basquetebol Júlio Chitunda apontou em Istambul, na Turquia, a necessidade de uma maior aposta nos escalões de formação para o desenvolvimento do sector feminino e rápida aproximação aos níveis das potências mundiais.

Ao avaliar a participação da Selecção Nacional sénior feminino na 17ª edição do Campeonato Mundial da modalidade, disputado de 27 de Setembro a 5 do mês emcurso, em duas cidades turcas, o colaborador da Federação Internacional de Basquetebol (FIBA) referiu que se deve dar prioridade aos programas de melhoramento dos fundamentos básicos e incentivo às crianças.

“Comparei a equipa que esteve em Maputo e notei muita diferença no  comportamento no mundial. Talvez seja pela sua primeira participação na prova, mas como campeãs africanas deviam fazer muito mais, em virtude de já terem competido nos Jogos Olímpicos de Londres'2012. As equipas africanas devem melhorar os lançamentos e deixar os dribles”, disse.

Júlio Chitunda acrescentou que para a concretização dos objectivos de Angola, o trabalho de casa tem de começar com projectos de abertura de escolas e incentivo às jogadoras, bem como a expansão da prática da modalidade pelas 18 províncias do país.

A realização de torneios de fundamentos da especialidade, que congregue muitas crianças, o aumento de mais horas de treinos e equipas no campeonato interno, entre outros, também foram referenciadas pelo jornalista.

De 40 anos de idade, natural da província do Huambo, formado em jornalismo, em Portugal, residente na Inglaterra, Júlio Chitunda trabalha na FIBA e NBA-África.