Jornal dos Desportos

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Modalidades

Trabalhamos para o sucesso da prova

Melo Clemente - 01 de Dezembro, 2018

Director executivo acredita no sucesso da competio que encerra amanh

Fotografia: Santos Pedro | Edies Novembro

A menos de 36 horas para o termo da quinta janela de qualificação zona africana para a Copa do Mundo de 2019, o Comité Organizador da aludida competição acredita no sucesso da prova, a julgar pelo trabalho desenvolvido em prol da mesma, segundo fez saber Tony Sofrimento, director executivo da competição.
O Comité Organizador do evento trabalhou a todo gás , para que o torneio decorra sem grandes sobressaltos, segundo fez saber o director executivo.
“Felizmente, temos toda a máquina organizativa operacional de um modo geral. Portanto, neste altura, temos tudo a funcionar em pleno, porque queremos proporcionar a todos os participantes deste torneio as melhores condições”, revelou o antigo secretário-geral da Federação Angolana de Basquetebol (FAB).
Depois de ter organizado com sucesso a primeira janela, curiosamente, em Novembro do ano passado, a direcção do órgão reitor da modalidade no país, pretende mais uma vez, deixar a sua marca, proporcionando as delegações estrangeiras e não só, as melhores condições.
“Como sabe, Angola tem sido um modelo em termos de organização de eventos desportivos. Por exemplo, em 2007, realizamos um Afrobasket jamais visto no nosso continente, com cinco províncias envolvidas. Por isso, quando apresentamos a nossa candidatura a FIBA-Afrique, acabamos por superar os outros concorrentes. Assim sendo, estamos certos que a prova ficará marcada por um nível elevado de organização, à semelhança do que tem acontecido nos anos anteriores”, asseverou Tony Sofrimento.
Entretanto, o Pavilhão Arena do Kilamba foi o recinto escolhido para acolher as partidas do Grupo E, qualificativo para a Copa do Mundo da República Popular da China, por ser, nesta altura, a única quadra na capital do país, Luanda, que reúne as condições técnicas e de segurança exigidas pelo organismo que supervisiona a modalidade no mundo.
“Sim, nós em Angola, só temos um Pavilhão em condições, pelo menos aqui em Luanda, porque não sei como estão os pavilhões de Malange e do Namibe. Mas devo lhe assegurar, que não há mais pavilhões com condições técnicas para que a FIBA aceite que os jogos sejam realizados. Sabemos que temos uma catedral, que se chama Pavilhão Principal da Cidadela,  mas, infelizmente, tecnicamente o recinto já não está em condições, para receber jogos sob supervisão da FIBA, porque tem problemas com os balneários, o próprio recinto de jogo,  enfim. Portanto, para que isso aconteça, se calhar teríamos que demolir e começar a construir um novo pavilhão com os padrões exigidos”, revelou.
Não existindo um plano estratégico, para se levar o público ao Pavilhão Arena do Kilamba, o director executivo da prova decidiu fazer um apelo, para que os amantes da “bola ao cesto” possam marcar presença no palco, que está a acolher os jogos da quinta janela.
“Mas pelo apelo, porque acho que isso não é uma questão material, mas sim de consciência, sabendo que a nossa selecção está a jogar, pela segunda vez, no nosso país, num espaço de onze anos. Por isso, tal como tem acontecido com o futebol, vamos fazer apelos para que o público compareça, afim de ajudar os nossos jogadores. Fala-se muito da localização do Pavilhão Arena de Kilamba, mas a verdade é que, ao lado deste recinto, existe uma nova cidade com milhares e milhares de amantes da bola ao cesto. Aliás, o Kilamba é, neste altura, uma zona onde se joga mais basquetebol a nível da capital do país e não só”.
Tony Sofrimento assegurou, por outro lado, que existe a possibilidade de se colocar transportes públicos, para que o público possa abandonar o recinto sem qualquer constrangimento, isto no âmbito da parceria que têm com a Unitel.
Ao finalizar, o director executivo da quinta janela assegurou, que as condições postas à disposição das delegações são das melhores que existem no continente berço da humanidade.


Revelação 
Sofrimento agradece participação dos voluntários 


O número de voluntários que têm trabalhado na quinta janela de qualificação zona africana para a Copa do Mundo, da República Popular da China, tem deixado satisfeito o director executivo.
Cerca de uma centena e meia de voluntários procuraram o Comité Organizador da quinta janela de qualificação zona africana para a Copa do Mundo.
 “Nós, felizmente, recebemos voluntários, pessoas desinteressadas com qualquer contrapartida mas, com vontade de trabalhar. Aliás, a própria palavra diz voluntários. Portanto, neste quesito não nos podemos queixar, porque a adesão foi muito grande, por isso, gostaria desde logo agradecer às pessoas que estão a trabalhar connosco, porque são extremamente importantes, para servir melhor os nossos visitantes”.Tony Sofrimento revelou que tem sido muito difícil a gestão desta área. 
“Tem sido muito difícil a gestão desta área, porque como sabes, são áreas novas no nosso mapa desportivo, então existe ainda uma dificuldade em destrinçar um voluntário e um contratado. Portanto, nós temos estado a apelar para que o voluntarismo seja de facto uma realidade no nosso país e estamos a ter resultados, porque todos eles querem emprestar o seu saber como tradutores, guias, etc.”.