Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Modalidades

Treinador do Libolo assume candidatura

09 de Dezembro, 2015

Recreativo do Libolo estagiou em Portugal para a participação na competição que vai decorrer no pavilhão do Kilamba

Fotografia: José Soares

Norberto Alves, treinador português do Recreativo do Libolo, assumiu ontem a candidatura para a conquista da Taça dos Clubes Campeões Africanos de basquetebol. "Somos fortes candidatos a revalidar a prova que vencemos em 2014, na Tunísia. A equipa está bem e tem finalmente todos os jogadores operacionais.

O Milton Barros e o Olímpio Cipriano, dois dos nossos jogadores mais decisivos, estão recuperados", disse o antigo treinador da Académica de Coimbra. Luanda é o palco da fase final da competição, que se realiza entre 10 e 20 de Dezembro na Arena do Kilamba. Trata-se da 30.ª edição de uma prova que arrancou em 1972, na República Centro -Africana.

As equipas angolanas, com um total de dez triunfos, são as mais vitoriosas desta Taça dos Clubes Campeões Africanos. O 1.º de Agosto soma oito troféus, enquanto Petro de Luanda e Recreativo do Libolo têm um cada. Além de Norberto Alves, dois outros técnicos portugueses conquistaram o troféu: Mário Palma e Luís Magalhães, ambos ao ‘leme’ do 1.º de Agosto.

A fase final integra 12 equipas, três das quais angolanas, o Recreativo do Libolo (campeão em título), o Petro de Luanda (campeão angolano) e o 1.º de Agosto (finalista vencido da Taça de Angola). "No lote de principais favoritos estão igualmente os campeões do Egipto e da Tunísia.

O facto da fase final  realizar-se  em Luanda, junto dos adeptos, dá alguma vantagem às equipas angolanas", frisou Norberto Alves. O Libolo esteve recentemente a estagiar em Portugal e Espanha durante cerca de duas semanas. Realizou seis jogos de particulares, onde testou os novos ‘recrutas’ norte-americanos, o base Jonathan Wallace e o poste Marcus Willis.

A equipa conta com um plantel valioso, que  integra os cotados internacionais Milton Barros, Olímpio Cipriano, Eduardo Mingas (MVP da última edição) e Carlos Morais, considerado o melhor basquetebolista angolano da actualidade.

MVP
Leia Dongue valoriza troféu africano


A basquetebolista do 1º de Agosto Leia Dongue, eleita a mais valiosa (MVP) da 21ª edição da Taça de Clubes Campeões Africanos, afirmou que a conquista do troféu faz justiça ao desempenho das atletas militares na presente época desportiva, na qual ganharam quase tudo.

Após vencer o título continental ao Interclube (69-53), no último domingo, a extremo-poste sublinhou que o 1º de Agosto foi digno vencedor, porque já havia ganho dois troféus principais (Nacional e Taça de Angola) no país, contrariamente, ao seu oponente que teve apenas a Supertaça.

Em três épocas, desde que se inseriu na equipa militar, o troféu da Taça de Clubes Campeões Africanos era o que faltava no seu palmarés. Por esse facto, "está bem entregue" à equipa liderada por Carlos Herndrick.

“Ganhámos o campeonato nacional, a Taça de Angola, tivemos quase 50 porcento das jogadoras lesionadas, eu própria estive lesionada durante muito tempo e não fui ao Afrobasket'2015, mas graças a Deus, consegui o objectivo principal de reconquistar esse título que fugia há muitos anos ao 1º de Agosto”, disse.

Leia Dongue afirmou que foi difícil ganhar, porque em algum momento do jogo a equipa chegou a oscilar e quase comprometia todo um trabalho que tem vindo a realizar durante muito tempo, apesar de a equipa entrar com a lição bem estudada. Leia dedicou a vitória aos adeptos e à direcção do clube, em particular, ao presidente Carlos Hendrick, que na sua opinião prestou todo o apoio necessário para que fosse possível vencer.

“Quero agradecer também a Deus por este prémio que deu ao 1º de Agosto. Esta é a prova mais importante do ano e foi justa”, sublinhou a atleta que contribuiu com 28 pontos, 18 ressaltos, três assistências e quatro desarmes de bola.

A capitã Fineza Eusébio corrobora da ideia da colega e acrescenta que a conquista tem um carácter “especial” por ocorrer na capital do país, Luanda, diante dos sócios, dirigentes, adeptos e outros amantes da modalidade.

No seu entender, o segredo esteve na defesa, pois a equipa teve de ser muito agressiva a defender para poder contra-atacar e ter mais confiança no ataque. “Foi isso que fez com que ganhássemos o jogo. Graças a Deus as coisas funcionaram como queríamos. Está de parabéns o 1º de Agosto e todos os adeptos”, asseverou.