Jornal dos Desportos

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Turquia e Sérvia buscam meia-final

Hélder Jeremias, em Istambul - 03 de Outubro, 2014

Combinado sérvio quer redimir-se da derrota sofrida na disputa do terceiro lugar do Eurobasket 2013 diante da selecção anfitriã

Fotografia: AFP

O pavilhão Fenerbahçe Arena, em Istambul, centraliza hoje, a partir das 19h00, as atenções dos quartos-de-final da 17ª edição do Campeonato Mundial de Basquetebol, quando as selecções da Turquia e da Sérvia medirem forças. Para alcançar a final de domingo próximo, as protagonistas estão munidas de argumentos para obter o "visto" para as meias-finais.

Turquia e Sérvia estão a evoluir durante a prova. As anfitriãs levam algum favoritismo, não só pela supremacia no ranking, mas também por contarem com o apoio do seu público. Nos jogos anteriores, a claque turca deixou evidências do desejo pela consagração na prova que decorre no seu habitat.

Depois de terem arrebatado a medalha de bronze no Campeonato Europeu em 2013, com palco nas cidades francesas de Lile, Mouilleron-le Capitf, Orchies, Trelaze e Vannes, a selecção turca tem vindo a fazer um investimento forte no sentido de alcançar a hegemonia. A realização do Campeonato Mundial está incluída no pacote de ascensão e, por esse facto, o jogo de hoje é visto como se de uma final se tratasse.

A Turquia ocupa a 13ª posição no ranking Mundial feminino. Orientada pelo técnico Ceyhun Yildzoglu, a selecção turca é caracterizado por jogo rápido e excelente nível táctico. Do outro lado está a Sérvia, uma selecção com ponto forte no jogo exterior e grande poder de incisão por baixo da tabela. As suas postes dispõem de grande porte físico. Turquia e Sérvia disputaram o terceiro ­lugar do campeonato europeu no dia 30 de Junho de 2013. As actuais anfitriãs do Mundial venceram por 92-71. As sérvias ainda não conseguiram digerir o resultado e procuram redimir-se da derrota.

Por outro lado, a 29ª posição no ranking Mundial é um lugar considerado "incómodo", apesar de resultar das vitórias sobre Angola e China, na fase preliminar, e Cuba, nos oitavos-de-final do Mundial. A treinadora do combinado sérvio, Marina Maljkovic, reconhece que vencer a Turquia não vai ser fácil. No entanto, não desperdiçou tempo na pausa de ontem. O dia foi aproveitado para ensaiar os sistemas técticos que se consubstanciaram no jogo exterior nas duas sessões de treino. A equipa volta a treina hoje de manhã longe das câmaras de televisão e dos fotógrafos.

“Uma competição a este nível é sempre imprevisível por se tratar de equipas constituídas por atletas extraordinárias. Os resultados do passado não podem criar-nos qualquer receio. A nossa equipa está na competição com o objectivo de superar os feitos até agora alcançados”, disse Marina Maljkovic.

O treinador da equipa da casa, Ceyhun Yilzoglu, disse estar “confiante na capacidade da equipa” e espera pelo apoio incondicional do público, “tal como até agora tem acontecido para superar esta fase e preparar as partidas subsequentes”.


COM OS EUA
Selecção francesa tem missão difícil


A seleccionadora da equipa de França, Valerie Garnier, reconheceu o grau de dificuldade que a sua formação vai enfrentar no encontro com os Estados Unidos da América, marcado para as 21h15 no Fenerbahçe Arena de Istambul, na última partida dos quartos-de-final do Campeonato Mundial.

Desde ontem em Istambul, depois de disputar a fase preliminar em Ankara, as vice-campeãs europeias estão atarefadas na preparação da partida que garante a permanência na disputa por um dos lugares do pódio do Mundial. A preocupação é devida ao peso do adversário que responde pelo estatuto de detentor do título.

Apoiada pela vasta comunidade francesa na capital turca, o plantel sente-se “em casa” e ciente de que muito mais tem de ser feito para contrariar o favoritismo da toda-poderosa equipa norte-americana. A "performance" extraordinária na fase preliminar garantiu-lhe o passe directo para os quartos-de-final.

A França ocupa o quarto lugar no ranking com 466 pontos, depois da Rússia, com 631. Os ­Estados Unidos lideram a tabela com 940 pontos secundados pela Austrália com 690 pontos. O encontro com as campeãs mundiais resulta da vitória sobre o Brasil (61-48) na última jornada da fase preliminar.

Velerie Garnier disse que “vai ser um jogo difícil, porque o adversário é conhecido por todos". Apesar de ostentar poderio competitivo, "não é impossível ganhar" aos Estados Unidos da América. A convicção de impor uma derrota às norte-americanas está assente na estratégia definida para o jogo.

"Estamos na prova para assumir as nossas responsabilidade, o que significa encarar os adversários da mesma forma e utilizar os meios à nossa disposição para obter o melhor resultado possível”, disse Velerie Garnier.


COM A CHINA
Campeãs europeias
favoritas no prélio


A selecção de Espanha é apontada como a favorita na partida com a China, para os quartos-de-final da 17ª edição do Campeonato Mundial de Basquetebol. Na campanha das campeãs europeias, o saldo registou  vitórias em todos os jogos do grupo A. República Checa, Japão e Brasil não resistiram à força de Espanha.

A China pauta-se por uma prestação sofrível. Iniciou a prova com derrota diante dos Estados Unidos da América, venceu Angola e voltou a perder com a Sérvia. A terceira posição do grupo D garantiu-lhe a disputa dos quartos-de-final. 

A ocupar o sétimo lugar no ranking com 256 pontos, depois do Brasil, com 343, a China tem conhecido momentos de oscilação nas competições internacionais, obteve a medalha de prata  em 1994 no Mundial da Austrália, em 2009, sagrou-se campeã asiática e é a actual detentora da medalha de bronze continental, conquistada em Banguecoque.

A Espanha ostenta a medalha de bronze do último Campeonato Mundial, disputado em 2010, nas cidades de Ostrava e Brno, na República Checa, e responde pelo título europeu disputado em França.


PRIMEIRO JOGO
Austrália e Canadá
decidem o passe


As selecções da Austrália e do Canadá inauguram a quadra de jogos do pavilhão Fenerbahçe de Istambul, a partir das 14h00, em partida dos quartos-de-finais da 17ª edição do campeonato do mundo de basquetebol em seniores feminino.
A avaliar pelo histórico dos dois plantéis, espera-se um jogo equilibrado. A disciplina táctica coloca as duas selecções entre as melhores  do basquetebol Mundial.

A Austrália agigantou-se na fase de grupos, em que esteve inserida ao lado da selecções da Bielorrússia, Cuba e Coreia do Sul.
O Canadá foi o conjunto mais sacrificado por terminar em terceiro lugar no grupo B, mercê das derrotas diante das selecções da  França e da Turquia. A única vitória do combinado do Canadá foi com a República Checa.

A selecção do Canadá ocupa a nona posição no ranking Mundial com 226,2 pontos, ostenta a medalha de prata do campeoanto americano e a medalha de bronze no Campeonato Mundial de 1986, disputado em Seoul, Coreia do Sul.
A Austrália é o segundo do ranking Mundial com 690 pontos;, venceu o Campeonato Mundial de 2006, disputado em São Paulo, Brasil, além de ter conquistado a medalha de bronze do Campeonato Mundial que decorreu na Alemanha, em 1998.
HELDER JEREMIAS | EM ISTAMBUL