Jornal dos Desportos

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Votantes aquecem assembleia geral

Francisco Carvalho - 13 de Outubro, 2016

Presidente cessante contou com votos da província do Bié

Fotografia: Jornal dos Desportos

A confirmação da população votante para o processo de renovação de mandatos para o ciclo 2016-2020, a aprovação do calendário eleitoral e da Comissão Eleitoral Nacional vão aquecer a terceira Assembleia Geral Ordinária da Federação Angolana de Basquetebol convocada para 12 de Novembro, às 9h00, na sala de conferências da instituição, à Cidadela Desportiva, em Luanda.

Depois de dois adiamentos, os representantes das Associações filiadas vão definir os clubes e as Associações que devem usufruir do direito de voto, a fim de evitarem quezílias à semelhança do pleito eleitoral passado. Na época, as equipas da província do Bié definiram o destino das eleições em meio à desconfiança da legitimidade das mesmas.

Para a próximo mandato, a FAB deve reger-se à Lei do Desporto (Lei nº05/2014) e à Lei das Associações Desportivas (Lei nº06/2014) de 23 de Maio. Com o novo regime jurídico em vigor, estão salvaguardados os clubes e as Associações votantes. Os legisladores retiraram da presente Lei as Escolas especializadas, Academias Desportivas e Núcleos que, num passado recente, eram considerados "massa votante". Essas agremiações desportivas participaram em competições oficiais e sagraram-se campeões.

Por aquilo que se apregoa, poucas são as Associações e clubes que vão participar das eleições dos novos corpos sociais. Em Luanda, por exemplo, o Ferroviário está em falta. Nas restantes províncias, o cenário é mais grave. Há Associações que ainda não cumpriram com a orientação do Ministério da Juventude e Desportos.

Outros pontos quentes do conclave dos "basquetebolistas" são o relatório de actividades e contas da FAB, referente ao ano corrente (Janeiro -Agosto); a reforma dos regulamentos gerais de competições, de disciplina, de inscrição e de transferências.

A instituição beneficia de uma dotação financeira do Ministério da Juventude e Desportos e de patrocinadores. Paulo Madeira, presidente de direcção cessante, vai esclarecer os destinos dados aos dinheiros que "emagreceram" a caixa forte.

No Regulamento de Disciplina, os árbitros têm uma palavra a dizer. A meio do BIC Basket'2015-2016, um grupo de homens do apito foram suspensos por "incumprimento" de uma obrigação. Em causa, estavam jogos agendados e, por falta de comunicação, através da via administrativa "normal", não compareceram nos pavilhões. A entidade reitora interpretou como violação à norma estabelecida e os árbitros reclamaram de um direito que os assiste. Para evitar a divergência entre os agentes da modalidade, um novo modelo de coordenação vai ser concertado.

O novo quadro profissional do desporto angolano exige mais controlo dos atletas. As equipas formadoras queixam-se de falta de benefícios, quando os atletas atingem a idade sénior. Há clubes que vão propor o pagamento de uma taxa, da parte das agremiações contratantes. A reforma ao Regulamento de Transferência vai merecer acesa discussão.