Jornal dos Desportos

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Basquetebol

Jos Neto admite reforar equipa para disputa da BAL

Anaximandro Magalhes - 08 de Dezembro, 2020

Treinador reafirma compromisso de vitrias e de conquista de trofus frente dos tricolores

Fotografia: DR

O técnico da equipa sénior masculina de basquetebol do Petro de Luanda, José Neto, admite a possibilidade de chegarem novos jogadores, tendo em vista a disputa da I edição da BAL League, a decorrer em Março do próximo ano, na cidade de Ki-gali, Rwanda.
Sem mencionar nomes, tão-pouco posições, o treinador brasileiro, de 49 anos, garante: “vamos reunir esta semana com a direcção do clube e apresentar um relatório (elaborado após a janela FIBA). De momento não temos nada definido em relação à chegada de atletas. Quando as coisas estiverem decididas podemos partilhar com vocês, pois não será segredo”, prometeu, em declarações ao Jornal de Angola.

Questionado se o sector a reforçar seria a posição um (base), cuja especificidade do jogador é dar início à organização do jogo ofensivo, Neto deixou escapar estar bem provido nessa área e destacou Childe Dundão e Antwan Scott, além de ter acrescentado ao leque de opções Carlos Morais, que a seu ver, entra nas contas “de forma muito táctica. De resto, estamos bem”.
Nas entrelinhas ficou im-plícito que a ida ao merca-do deve ser para colmatar eventuais lacunas no jogo exterior (extremos) e interior (postes).  

Relativamente aos objectivos da equipa na prova su-bstituta da Taça dos Clubes Campeões Africanos garantiu: “entramos para todas as competições com o objectivo de vencê-las. Mas para isso temos de ter uma equipa compatível”.  
Eis os jogadores que integram o plantel petrolífero: Childe Dundão, Antwan Scott e Joaquim Pedro “Quinzinho” (bases); Carlos Morais e Gerson “Lukeny” Gonçalves (extre-mo-bases); Olímpio Cipriano, José António, Cristiano Xavier e Melvyn da Silva (extremos); Leonel Paulo (extremo-poste) e Aboubakar Gakou, Valdelício Joaquim “Vander” e Jone Pedro (postes). 

O técnico principal é auxiliado por Aníbal Moreira e Victor de Carvalho. Diego Falcão e André Nzamba cuidam da preparação física dos atletas, Rúben Barros (médico), Henrique Cabeça (fisioterapeuta) e André João (seccionista).
O vice-presidente para o basquetebol é Anselmo Monteiro e o director Hermenegildo Mbunga.


Técnico está disponível para continuar na Selecção

Na sequência da entrevista concedida ao Jornal de Angola, José Neto mostrou-se disponível para continuar à frente da Selecção Nacional que, por via do Petro de Luanda, representou o país de 25 a 27 de Novembro, em Kigali, na corrida para o apuramento ao Campeonato Africano das Nações, Afrobasket, em 2021, agendado também para a Nação de Paul Kagame.

Neto agradeceu o convite e elogiou a iniciativa, pois em seu entender, “fez todo o sentido ser o Petro por ser a única equipa que se encontrava a trabalhar. Quanto à permanência na Selecção deixou as coisas na mão da Federação Angolana e do clube. Não gosto de falar em hipóteses”.  

Em três partidas, referentes à primeira janela, o “cinco” nacional ganhou duas e perdeu uma, tendo marcado 221 pontos e sofrido 190, médias de 73,7 pontos convertidos por desafio e 63,3 consentidos.
No geral, Angola conseguiu a média de 52,2 por cento nos lançamentos de dois pontos, 22 por cento nos três e 71,4 nos lances livres. Olímpio Cipriano, extremo de 1,92 metros, foi o melhor marcador da equipa com média de 10,3 pontos, em 17,5 minutos.

O mais utilizado foi Aboubakar Gakou, com 23,5 minutos por encontro e 8,3 pontos.
Em relação à prestação de Angola, o técnico aplaude a bravura dos jogadores, sobretudo pelo pouco tempo de preparação de que dispuseram. Quanto ao jogo com o Senegal, derrota por 51-66, lamentou e apontou os detalhes como motivo do desaire.
“Os senegaleses jogam em ligas muito fortes como a espanhola, francesa e outras, e a um ritmo muito alto. Naquele jogo o primeiro quarto foi decisivo, entrámos mal e não conseguimos recuperar, o detalhe fez a diferença”, disse.