Jornal dos Desportos

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Reportagens

Australian Mark Webber vence GP demónaco de Formula 1

17 de Maio, 2010

Desistências marcaram o GP

Fotografia: reuters

A equipa mais rápida deste início de temporada de Fórmula 1 fez a sua segunda dobradinha e viu os seus dois pilotos dividirem a liderança da classificação geral. O australiano Mark Webber venceu ontem, o monótono Grande Prémio de Mônaco e foi seguido pelo parceiro alemão Sebastian Vettel, enquanto o brasileiro Felipe Massa, da Ferrari, terminou em quarto.

 O polaco Robert Kubica completou o pódio em terceiro lugar com o carro da Renault.Com a segunda vitória em 2010, Webber somou 25 pontos e chegou aos 78 pontos na temporada, mesma quantidade de Vettel (segundo na classificação geral por ter triunfado apenas uma vez). O espanhol Fernando Alonso usou uma boa estratégia após largar dos boxes e terminou o GP de Mônaco em sétimo ao ser ultrapassado por Michael Schumacher na última volta, ficando com 73 pontos.

Já Massa aproveitou para subir na classificação. Antes sétimo colocado do Mundial de Pilotos, o brasileiro da Ferrari alcançou os 61 pontos e subiu para o quinto posto. Atrás dele, o polaco Robert Kubica e o inglês Lewis Hamilton têm 59. Os brasileiros Rubens Barrichello, da Williams, Lucas di Grassi, da Virgin, e Bruno Senna, da Hispania, tiveram problemas e abandonaram.

A próxima parada da Fórmula 1 será dentro de duas semanas com o Grande Prémio da Turquia. O brasileiro Felipe Massa é o maior vencedor em Istambuk Park, com três triunfos na prova disputada pela primeira vez em 2005.A largada reservou poucas mudanças no pelotão de frente, com Vettel assumindo a segunda posição ao ultrapassar Kubica.

Massa seguiu em quarto, enquanto outro brasileiro teve desempenho melhor: Barrichello pulou do nono para o sexto lugar, ao passo que Button despencou de oitavo para o 11º posto.Ainda na primeira volta, o alemão Nico Hulkenberg bateu com a sua Williams direto no muro, forçando a entrada do safety car. Pouco depois, o motor da McLaren de Button estourou e tirou da prova o então líder da temporada.

Quem se deu bem com a entrada do carro de segurança na pista foi o espanhol Fernando Alonso, que largou dos boxes, mas se livrou de boa parte do prejuízo ao colocar pneus duros em seguida para seguir no asfalto até o final da prova.A partir da sexta volta, o bicampeão passou a ganhar posição atrás de posição - a maior dificuldade foi para superar Lucas di Grassi.

Massa foi para os boxes na 20ª volta e, com um bom trabalho da Ferrari, conseguiu se livrar temporariamente das ameaças de Hamilton.Após todas as trocas de pneus, os cinco primeiros colocados não se alteraram, mas Alonso já aparecia no sexto posto, perto de Hamilton.

Dois brasileiros deixaram o GP de Mônaco pouco depois: Di Grassi teve um problema com a sua Virgin na 27ª volta, quatro antes de Barrichello bater forte, forçando a segunda entrada do safety car e a redução da vantagem do líder Webber, então 10s à frente de Vettel. O carro de segurança retornou às ruas monegascas na 43ª volta, por conta de uma boca de bueiro solta no circuito.

O último brasileiro a abandonar Monte Carlo foi Bruno Senna, da Hispania, na volta 58. Em uma corrida de poucas emoções, o final foi igualmente monótono - exceção feita à forte batida entre o indiano Karun Chandhok e o italiano Jarno Trulli logo à frente de Webber na 75ª volta. Com o safety car na pista novamente, os carros seguiram em procissão para a bandeirada final.

A única mudança foi uma inesperada ultrapassagem de Schumacher sobre Alonso nos poucos metros em que a última volta ficou sob luz verde.O heptacampeão atacou o espanhol, que espalhou e perdeu a sexta posição.Veja o resultado do GP de Mônaco:

 PILOTO/(PAÍS/EQUIPA)/TEMPO
1º Mark Webber (AUS/Red Bull): 1h50min13s355;
2º Sebastian Vettel (ALE/Red Bull): a 0s448;
3º Robert Kubica (POL/Renault): a 1s675;
4º Felipe Massa (BRA/Ferrari): a 2s66;
5º Lewis Hamilton (ING/McLaren): a 4s363;

Kubica recoloca Renault no pódio

Robert Kubica subiu ao pódio mais uma vez na temporada 2010 da Fórmula 1. Apesar de a Renault não lembrar o carro que deu dois títulos mundiais ao espanhol Fernando Alonso em 2005 e 2006, o polaco ficou com o terceiro lugar do Grande Prémio de Mônaco disputado ontem.

Antes do terceiro lugar em Monte Carlo, Kubica havia sido segundo colocado no GP da Austrália.O polaco ocupa a sexta colocação da temporada com 59 pontos ganhos, dois a menos que o brasileiro Felipe Massa, quinto.

Resultado do GP de Mônaco
PILOTO/(PAÍS/EQUIPA)/TEMPO

1º Mark Webber (AUS/Red Bull): 1h50min13s355;
2º Sebastian Vettel (ALE/Red Bull): a 0s448;
3º Robert Kubica (POL/Renault): a 1s675;
4º Felipe Massa (BRA/Ferrari): a 2s66;
5º Lewis Hamilton (ING/McLaren): a 4s363;
6º Michael Schumacher (ALE/Mercedes): a 5s712;
7º Fernando Alonso (ESP/Ferrari): a 6s341;
8º Nico Rosberg (ALE/Mercedes): a 6s651
9º Adrian Sutil (ALE/Force India): a 6s970;
10º Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India): a 7s305;
11º Sebastien Buemi (SUI/Toro Rosso): a 8s199;
12º Jaimes Alguersuari (ESP/Toro Rosso): a 9s135.


Michael Shumacher punido
por ultrapassar Fernando Alonso


O alemão Michael Schumacher, da Mercedes, foi punido pelos comissários do Grande Prémio de Mónaco com 20 segundos de tempo final de corrida por ter ultrapassado Fernando Alonso, da Ferrari, na última volta, com a prova em bandeira amarela.

O heptacampeão mundial, que tinha cruzado a linha de chegada na sexta posição, cai para a 12ª e Alonso recupera o sexto lugar que já ocupava a três voltas do final, quando o indiano Karun Chandhok, da Hispania, e o italiano Jarno Trulli, da Lotus, se acidentaram e causaram a entrada do safety car.

Quando o carro de segurança deixou a pista, para permitir que os pilotos cruzassem a linha de chegada, Schumacher ultrapassou o adversário espanhol na última curva.

O alemão justificou a sua acção citando a mudança de regulamento na actual temporada, que indica que não é preciso esperar completar a volta para ultrapassar quando o safety car deixar a pista, mas já se pode atacar o carro da frente a partir da entrada dos boxes.

O que o piloto da Mercedes ignorou foi o artigo 40.13 do código desportivo, que indica que, na última volta, se o carro de segurança estiver na pista, não é permitido ultrapassar.

Alonso largou em último

O piloto espanhol Fernando Alonso, da Ferrari, acredita que não teve sorte no acidente que sofreu durante a sessão de treinos livres de sábado, que danificou o chassi de seu carro, o tirou da classificação e o obrigou a largar em último na corrida de ontem.

"Se batesse cem vezes, em noventa e nove delas com certeza teria tido tempo de participar do treino classificatório, porque seria preciso mudar apenas a suspensão e o carro já estaria pronto, mas o ângulo do impacto foi prejudicial e danificou o chassi".
Alonso lembrou que largar atrás em Mônaco foi ainda pior que em outros circuitos.

"É impossível ultrapassar. E, mesmo que o carro esteja indo bem todo o fim de semana, e a pole talvez fosse possível, um terceiro, um quarto, um sexto, todos seriam melhor que largar em último".

E acrescentou. "Mesmo com uma Lotus, uma Virgin ou uma Hispania à frente, fica difícil ultrapassar, quanto mais os outros carros. Então, dependemos de outros factores, como o clima ou a estratégia, mas está complicado nesta temporada, porque o pit-stop está mais rápido".

Button perde lidederança da prova

Um erro humano causou o abandono precoce do actual campeão Jenson Button, da McLaren, ainda na segunda volta do GP de Mônaco. Um mecânico esqueceu-se de tirar a tampa da entrada de ar do motor do carro do inglês, o que comprometeu a entrada de ar e causou superaquecimento no motor que não resistiu.

Com o abandono, o pioloto da Mc Laren perdeu a liderança do Mundial e ainda caiu para a quarta colocação. Button tem 70 pontos, contra 78 do vencedor da corrida, Mark Webber e de Sebastian Vettel, ambos da Red Bull. Feranando Alonso, da Ferrari é o terceiro com 75.

Apesar disso, o inglês minimizou a falha e se mostrou confiante para a próxima prova. "Hoje foi só um daqueles dias. Foi um erro humano, uma falha. Ainda estou apenas oito pontos dos pilotos que lideram o Mundial e vamos para a Turquia confiantes de que seremos mais competitivos lá", minimizou Button após o abandono.

De acordo com Button, a tampa no radiador só causou o superaquecimento do motor porque os carros tiveram que andar em ritmo lento no início da prova, por conta do acidente do alemão Nico Hulkeberg, logo na primeira volta do torneio."Achamos que tudo ia se resolver e provavelmente estaria tudo ok se não tivésssemos o safety car", concluiu Button.

Williams vai investigar
acidente de Rubinho


Depois de perder seus dois pilotos no Grande Prêmio de Mônaco por problemas no carro, a Williams anunciou ontem que investigará as causas dos dois acidentes. O alemão Nico Hulkenberg bateu ainda na primeira volta, enquanto o brasileiro Rubens Barrichello deixou a corrida ao se chocar no muro pouco depois de sair dos boxes.

"Não foi um bom dia para a equipa depois da promissora largada do Rubens", disse Sam Michael, director técnico da Williams, lembrando o facto de Barrichello ter largado em nono e pulado para o sexto lugar."Precisamos mandar todas as peças novamente à fábrica para identificar o que causou tantas falhas", acrescentou.

Michael explicou que o problema de Hulkenberg teve inicialmente um problema com o botão da embreagem no volante ainda na volta de aquecimento. Em seguida, a asa dianteira do carro do alemão foi danificada, prejudicando o controle do veículo.

Quanto a Rubinho, os defeitos começaram com falhas na traseira do carro. "Ele teve começo fantástico quando estava em sexto, mas começou a ter problemas depois do pit stop", disse Michael, lembrando a necessidade a Williams corrigir os problemas até a etapa de Istambul, na Turquia, dentro de duas semanas.