Jornal dos Desportos

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Reportagens

Autoridades tomam medidas de preveno Gripe A

Avelino Umba - 11 de Setembro, 2009

Angola está a criar mecanismos para controlar a gripe H1N1, também conhecida por gripe A. Com a aproximação do Campeonato Africano das Nações em Futebol, a decorrer em Janeiro do próximo ano, o país está atento para que a pandemia não tome grandes proporções. A afirmação é do Director Provincial da Saúde de Luanda, Vita Vimba.
Para o responsável, embora o país tenha identificado até ao momento cinco casos, (não há a necessidade de inquietação da população).
(Angola ainda não vive situação catastrófica em relação à doença. Estamos atentos e não temos a necessidade de alarma (a população), pô-la em alvoroço, como se a situação se encontrasse dramática), afirmou.
A doença, que já afecta muitos países da América, Europa, Ásia e África, é uma epidemia proveniente dos Estados Unidos da América e tem estado a merecer muita atenção por parte das autoridades sanitárias.
No domínio da sanidade, os contactos internacionais não têm paralisado, pois a doença está a ser controlada e monitorada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), assim como pelas várias organizações internacionais.
(Isso significa que, se por ventura a situação ganhe grandes proporções, Angola pode pedir ajuda internacional para controlar a situação), afirma, pois o vírus (está a circular entre nós).
Questionado sobre o tratamento a ser dado aos visitantes nos locais de desembarque, na altura do Campeonato Africano das Nações, Vita Vemba assegurou que está prevista a montagem de dispositivos no aeroporto internacional de Luanda e outros, como o de Cabinda, onde desembarcam com regularidade muitos trabalhadores expatriados das companhias petrolíferas.
Assim sendo, os aeroportos considerados internacionais vão ter um grupo de técnicos encarregados de fazer os devidos testes através de aparelhos para a medição de temperatura.
Quem desembarcar com uma temperatura igual ou superior a 39 graus Celsius, será submetido a um inquérito para determinar o seu estado de saúde. O inquérito faz-se com um teste rápido.
O Dr. Vita Vemba afirmou o país está a viver, de forma directa ou indirecta, as experiências de outros países e tem acompanhado os procedimentos dos países europeus no combate à doença.

INFORMAÇÃO E EDUCAÇÃO
SÃO AS ARMAS DE COMBATE

O director provincial de Saúde de Luanda aconselhou a armar a população com toda a informação disponível sobre a doença.
“Educar a sociedade sobre as vias de contaminação é uma necessidade imediata de todos, pois tão logo esta acate a informação, os efeitos das medidas de prevenção surtirão de imediato. Caso contrário, não haverá resultados positivos na sua prevenção”, afirmou o médico.
Vita Vemba enumerou os canais de informação: “para o sucesso da prevenção, a divulgação passa pelas rádios, jornais, cartazes publicitários, sobas, líderes das comunidades, igrejas, entre outros meios, de uma forma massiva e a utilização, sobretudo, de uma comunicação interpessoal, de vizinho a vizinho”.
Se até à altura do CAN for possível educar a população angolana para que saiba das medidas preventivas contra a doença, à semelhança de muitos países que já vivem a pandemia, “teremos um evento tranquilo”, disse.
Quanto ao tratamento, o director provincial de Saúde aconselha as pessoas com suspeitas de gripe H1N1 a manterem-se nas suas casas com as portas fechadas e comunicar as autoridades sanitárias que se farão deslocar com uma equipa especializada para o tratamento doméstico.
Vita Vemba justificou que “a partir da sua transportação até chegar à enfermaria, o doente pode contagiar mais pessoas”. Mesmo assim, quem, por qualquer eventualidade, for ao hospital e lhe for diagnosticada a doença, terá o devido tratamento no local.
A equipa de reportagem desse jornal foi desencorajada a visitar as enfermarias dos hospitais com pacientes afectados por gripe H1N1, depois de ter solicitado a devida autorização. Em causa está a salvaguarda da saúde pública.