Jornal dos Desportos

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Reportagens

Cabinda garante boas condições de alojamento

Joaquim Suami, em Cabinda - 26 de Dezembro, 2009

condições criadas para estarem bem acomodadas

Fotografia: Jornal dos Desportos

O Complexo Residencial do Cabassango, conhecida também como a Vila do CAN, que vai acomodar as selecções do Grupo B (Costa do Marfim, Burkina-Faso, Ghana e Togo) participantes da Taça de África das Nações Orange Angola-2010, que o país vai organizar de 10 a 31 de Janeiro, está pronto para alojar hospedes.
As 100 residências do tipo T3 da vila do Cabassango, que dista 9 quilómetros a Sul do Estádio Internacional do Chiazi, construídas pela empresa chinesa China Jiangsu, estão totalmente apetrechadas e aguardam a chegada das quatro selecções do Grupo B, dos membros da Confederação Africana da Futebol (CAF), da Federação Angolana de Futebol (FAF), da Federação Internacional de Futebol Associado (FIFA), do COCAN e os convidados. Nos dias que correm, Governo da Província de Cabinda está a montar e a equipar os refeitórios construídos para servir os atletas e dirigentes das formações da Costa do Marfim, Burkina-Faso, Ghana e do Togo. 
O Complexo Residencial do Cabassango vai ter serviços de telecomunicações, lavandarias, ginásio, campo de jogos, piscina, lojas, parque de diversões e outros atractivos de dimensão internacional, o que vai permitir os seus hospedes se sentirem mais cómodos durante a realização dos jogos do Grupo B do CAN-2010. Aliás, todos os esforços estão a ser feitos, pelo COCAN e pelo Governo da Província de Cabinda, no sentido de criarem as condições necessárias para agradar os atletas, dirigentes e a todos aqueles que se deslocarem à província para acompanharem de perto os jogos da primeira fase da competição. 
Na vila do Buco-Ngoio, onde estarão os jornalistas nacionais e estrangeiros, a empresa angolana JAfrica construiu 250 residências de tipo T3 e T4, mas para a Taça de Africa das Nações estão reservadas apenas 100. Neste momento, a empreiteira angolana já entregou ao Governo da Província de Cabinda 80 residências, ainda em fase de apetrechamento. As 20 residências que faltam a empresa promete entregar no fim deste mês.
Sendo o engenheiro António Conde, chefe da unidade técnica da Secretaria Provincial das Obras Públicas, os dois complexos residenciais estão em óptimas condições para o alojamento. Refere que na vila do Cabassango o empreiteiro está a fazer o apetrechamento e a montagem dos equipamentos nos quatro refeitórios. No Buco-Ngoio, segundo avançou, 80 casas já estão prontas e restam 20 residências a serem concluídas.
"Todas as condições estão criadas. Na Vila Olímpica estão concluídas as 100 casas que neste momento se encontram na fase de apetrechamento e de montagem dos equipamentos dos quatro refeitórios. No Complexo Residencial do Buco-Ngoio, 80 casas estão prontas para o CAN e 20 serão entregues no fim do mês em curso", explica. 

Hotéis prontos para a demanda

Os principais hotéis da província de Cabinda, a mais ao Norte de Angola, nomeadamente o Maiombe, Pôr do Sol e Simulambuco estão pronto para alojarem os turistas nacionais e estrangeiros que estarão nesta região do território nacional para assistirem aos jogos da fase preliminar do Grupo B (Costa do Marfim, Burkina-Faso, Ghana e Togo) da Taça de África das Nações Orange Angola-2010.
Situado no centro da cidade de Cabinda, concretamente na Avenida Dr. António Agostinho Neto, o Hotel Maiombe, de três estrelas, é uma das unidades de maior referência na região. Atenta à perspectiva do CAN, a sua gerência tudo faz para atrair os turistas que estarão na província durante o CAN.
O empreendimento turístico encontra-se em bom estado de conservação, dispondo de um leque variado de serviços. Possui uma sala de conferências para 60 pessoas, 84 camas, 6 suites, 42 quartos duplos, um quarto individual e um restaurante para 100 pessoas.
O Hotel Pôr-do-sol, de três estrelas, situa-se no centro da cidade, na rua das Mangueira. A sua direcção esforça-se em ampliar as suas instalações para albergar o maior número de pessoas. Dispõe de 78 camas, 13 suites, 17 quartos, 54 quartos duplos, restaurante para 250 pessoas, uma sala de conferência para 60 pessoas e uma piscina.
Localizado no bairro do Simbulambuco, o Hotel Simulambuco, de duas estrelas, encontra-se em bom estado de conservação, possuindo 78 camas, 8 suites, 10 quartos casal, 33 quartos duplos, restaurante para 100 pessoas, sala de conferências e piscina. Com vista a albergar o maior número de turistas, a gerência da unidade hoteleira construiu um novo edifico, com a capacidade para 12 quartos com camas duplas.

Província ganha novos quartos

Um hotel de quatro andares, com a capacidade de 135 quartos, está a ser construído na aldeia do Chiazi, pela empresa chinesa China Jiangsu, no quadro da nova estratégia do Ministério de Hotelaria e Turismo de construir cinco unidades hoteleiras nas cidades no quadro da Taça de África das Nações Orange Angola-2010, que o país vai albergar de 10 a 31 de Janeiro do próximo ano.
As obras do novo hotel do Chiazi, próximo ao estádio internacional, que vai acolher os jogos do CAN, estão bastante avançadas e a sua conclusão está prevista para o fim do mês em curso.
A edificação da nova unidade hoteleira vai permitir o Governo da Província de Cabinda disponibilizar mais camas e quartos para os turistas nacionais e estrangeiros que se deslocarem à região para assistirem aos jogos do Grupo B (Costa DO Marfim, Burkina-Faso, Ghana e Togo) do Campeonato Africano das Nações de Futebol.
A par das unidades hoteleiras de que falamos as autoridades de Cabinda contam com o apoio do sector privado no processo de acomodação durante a competição.
Para além da construção do Hotel do Chiazi, o Governo da Província de Cabinda disponibilizou verbas a empresários do ramo hoteleiro, no âmbito do projecto FICA (Fundo de Investimento para Cabinda) para a reabilitação e apetrechamento das principais unidades hoteleiras da província, como o Hotel Congresso, aldeamentos turísticos, pensões e hospedarias, perfazendo um total de 228 camas.

Postal da terra da madeira

Cabinda, sede do Grupo B (do qual fazem parte as selecções da Costa do Marfim, Burkina-Faso, Ghana e Togo) do Campeonato Africano das Nações de Futebol do próximo ano, é rica em agricultura, petróleo, gás natural e madeira. Tem uma extensa floresta tropical e húmida, classificada como a segunda maior do Mundo, depois da Amazónia, do Brasil.
Província mais ao Norte do país, Cabinda tem uma área de sete mil e 270 quilometro quadrados e possui quatro municípios, nomeadamente Cabinda, Cacongo, Buco-Zau e Belize. Tem como a língua o português e o fiote ou ibinda.
É banhada pelo Oceano Atlântico e limitada a Norte e a Nordeste pelas Repúblicas do Congo Brazaville e Republica Democrática do Congo. E separada da capital do país, Luanda, por um raio de 480 quilómetros.
O postal da cultura local é o Bakamas, um grupo residente no morro do Tchizo, que apresenta uma dança em eventos exclusivamente oficiais. Tem como produtos do campo a mandioca, banana e o café. O número de habitantes é estimado em mais de 500 mil pessoas.
As principais actividades do povo local são a agricultura, a pescas e a caça. Tem um ritual muito propalado, o Tchicumbi, um acto que simboliza a autorização ou a liberdade de uma mulher iniciar a namorar, isto quando atinge 15 anos. 
Tem como áreas históricas e turísticas os tratados de Simbulamuco e Chinfuca, que marcam a assinatura de protocolos e declarações da chegada dos portugueses e os reinos de Loango e Makongo, visando a autorização desses (portugueses) a estada ou permanência nessas localidades.
Possui grandes jazigos de petróleo, com uma produção global acima de um milhão de barris por dia para além de outras grandes quantidades de metros cúbicos de gás natural e liquefeito. Ouro, fosfato, manganésio e outros minerais são outros recursos por explorar e que se encontram em prospecção.
Possui um porto com capacidade para atracagem de navios de médio porte que transportam mercadorias contentorizadas e não só.
No que toca à indústria destaque vai para a de transformação da madeira, fabrico de telhas e tijolos, água mineral, cerveja e mobiliário.
Em anos anteriores, Cabinda conheceu níveis satisfatórios na educação, saúde e desportos, com infra-estruturas que garantem uma oferta condigna para a sua população.
O ensino superior ganhou terreno na região com a implementação das Universidades Lusíadas, 11 de Novembro, Upra e Aberta. 
Os hospitais de referência, maternidades e centros infantis são igualmente apostas sérias do governo local que nos dias que correm garante melhores serviços de saúde para as populações em todo a extensão da província.
Cabinda já acolheu vários campeonatos africanos de basquetebol e de andebol, em ambos os sexos, bem como de clubes, para além de torneios internacionais com a participação de equipas de Africa e da Europeu, tudo fruto das infra-estruturas desportivas existentes.
Também conhecida como a terra da madeira, possui estádios e pavilhões com condições para acolher eventos internacionais, infra-estruturas hoteleiras para além do imobiliário habitacional, que faz um crescimento harmonioso da cidade de Cabinda e os seus municípios.