Jornal dos Desportos

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Reportagens

Clube de Luanda apregoa reparação

Helder Jeremias - 12 de Julho, 2016

A infra-estrutura da baixa de Luanda vai beneficiar de investimentos

Fotografia: João Gomes

A menos de cinco meses para Angola acolher os Jogos da Comunidade de Desenvolvimento de Países da África Austral (SADC), as instituições associadas ao Comité Organizador manifestam-se preocupadas com o silêncio das entidades competentes. O director desportivo do Clube de Ténis de Luanda, Hélio José, defendeu a necessidade de se dar início aos trabalhos de manutenção das instalações que recebem o torneio das raquetes em Dezembro.

Hélio José lembrou que os trabalhos a efectuar devem ir ao encontro das recomendações deixadas pelos especialistas da ITF na Zona VI durante a estada no país para constatar as condições das infra-estruturas.Em declarações ao Jornal dos Desportos, Hélio José está convicto de que o Ministério da Juventude e Desportos está a levar a cabo todos os procedimentos à volta da canalização dos recursos para a empreitada. O responsável deixou transparecer alguma inquietação, quanto ao horizonte temporal para o cumprimento das tarefas intrínsecas. O ano já está na sua segunda metade.

O responsável assegurou que as selecções dos países participantes já estão em preparação, razão pela qual defende que a criação das condições deve ser feita na mesma proporção. Hélio José sustenta que na próxima visita de constatação, os inspectores devem estar mais tranquilizados, assim como também permitiam aos responsáveis pelos trabalhos disporem de tempo suficiente para cumprir com todas as etapas.

Questionado sobre a natureza dos trabalhos, Hélio José afirmou que vão ser construídos pelo menos dois balneários com zonas de serviços de acolhimento para as equipas, além de melhorias das áreas administrativas para facilitar as delegações.Os trabalhos de manutenção das quadras, aquando dos Jogos da CPLP, contribuíram para que o clube recebesse respaldo positivo das entidades da ITF da zona IV, segundo o director. Os inspectores regressam nos meses de Outubro e Novembro para avaliarem as orientações deixadas na primeira viagem.

Além das áreas de serviço, o Clube de Ténis de Luanda também carece de nova pintura para que o ambiente se torne mais acolhedor e precisa de um sistema de iluminação mais eficiente. Alguns atletas provenientes de zonas mais frias têm a preferência em realizar as sessões de treino no período nocturno.

O Clube de Ténis de Luanda cumpre com a função social, mas para que isto seja possível conta com a colaboração dos parceiros, segundo Hélio José "Dede".  O Ministério da Juventude e Desportos, enquanto órgão reitor no país, cumpre com todas as suas responsabilidades, tal como sucedeu em 2014."Estamos certos de que o Ministério está a rever a questão dos meios financeiros para que os trabalhos de manutenção sejam feitos de maneira a oferecer uma imagem agradável aos nossos visitantes. Porém, notamos que o tempo passa com toda a celeridade que lhe caracteriza, motivo que nos deixa preocupados. Não é nossa intenção, trabalhar em cima do tempo", frisou Hélio José "Dedé".

SETEMBRO
Luanda Ténis Open disputa segunda edição


Os tenistas nacionais preparam-se para participar da segunda edição do Luanda Open Ténis a ser disputado na primeira quinzena de Setembro nos courts do Clube de Ténis de Luanda. Os clubes 1º de Agosto, IMNE Marista, IMEL de Luanda, Clube de Ténis de Luanda e atletas individuais receberam com agrado a "boa nova," do promotor Garcia Kiambe. Com o anúncio do evento, o silêncio "permanente" das Associações provinciais e da Federação Angolana de Ténis fica ultrapassado.

"Posso confirmar que o Luanda Open é uma competição que veio para ficar. Estamos a tratar de algumas questões técnicas e administrativas e a data prevista do nosso torneio é na primeira quinzena de Setembro", disse.Depois de longos meses de inactividade, os atletas nacionais trabalham com afinco para desafiarem os atletas estrangeiros convidados. No ano passado, os estrangeiros apresentaram-se em melhor nível competitivo e  arrebataram os troféus.

Em declarações ao Jornal dos Desportos, o responsável pela organização do certame, Garcia Kiamab, avançou que a intenção era trazer vários atletas do exterior do país para darem cariz internacional ao evento, à semelhança do que aconteceu na primeira edição. Neste ano, a conjuntura económica obriga que só atletas da praça nacional estejam presentes.

"Este ano, não acredito que  seja possível termos atletas estrangeiros, pois seria difícil darmos prémios em divisas", disse.  Atletas do clube Sagrada Esperança da Lunda Norte, Bananeira do Cavaco, entre outros espelhados pelo país, começam a rever as agendas para que possam estar na cidade de Luanda em busca de uma classificação, que lhes permita subir no ranking nacional, dada a escassez de provas no país.

O antigo atleta reconhece que o ténis actual atravessa tempos difíceis. Kiambi acredita que muito em breve se possa encontrar soluções para retirar a modalidade do marasmo em que se encontra. O promotor considera de "extrema importância" a realização de torneios variados para manter o ritmo competitivo dos poucos atletas existentes e incentivar a entrada de novos talentos no circuito nacional.


 INCUMPRIDORES
Clube de ténis levanta suspensão de técnicos


A direcção do Clube de Ténis de Luanda suspendeu o castigo aplicado a quatro dos cinco treinadores "banidos" da instituição, devido a sistemáticos incumprimentos dos regulamentos e falta de pagamentos de quotas pela utilização das quadras de jogos durante as aulas particulares a cidadãos nacionais e estrangeiros.A medida surge na sequência do formal pedido de desculpas, regularização das dívidas e promessas de cumprir com os regulamentos internos da instituição. O quinto elemento continua suspenso por ter agravado a situação ao desrespeitar o público durante a realização de um torneio.

Hélio José reconhece as dificuldades por que passam os atletas para se manter firmes e  reitera a importância de mais organização e coesão entre a família do ténis."O ser humano erra, mas deve saber superar-se para que os erros do passado possam servir de lição a fim de não cometer as mesmas falhas, cujas consequências minam a sã convivência entre as pessoas. Nesta conformidade, somos condescendentes com aqueles que fizeram questão de reparar as suas condutas. Estão autorizados a desenvolverem as suas actividades", garantiu Hélio José.

A direcção do Clube de Ténis comprometeu-se em prestar apoio a todos quanto queiram trabalhar em prol do desenvolvimento do ténis federado, não federado ou que queiram contribuir para uma sociedade mais saudável por intermédio da prática desportiva. O director executivo do CTL, Hélio José, realça que os interessados devem primar por um comportamento harmonioso   que não coloquem em causas os interesses do clube da baixa de Luanda.

Referenciado entre os melhores atletas da geração dos anos 80 e 90, Déde, como também é conhecido  nas lides desportivas, mostra-se satisfeito por  dar o melhor de si ao desporto nacional, em particular o ténis. Durante os anos 80 e 90 do século XX, Hélio José fez parte da geração em que despontaram, entre outros nomes o de Augusto Ganino,  considerado um dos maiores pilares da formação de novos talentos e um dos melhores tenistas que Angola viu a desfilar após a independência.

INVESTIMENTO
Fortunato enaltece
Projecto Bananeiras


O presidente da Associação Provincial de Benguela, Duda Fortunato, está satisfeito com o ritmo de trabalho imprimido pela direcção do Clube Bananeira do Cavaco, no âmbito da massificação da modalidade das raquetes na província,  apela às outras instituição a seguirem o mesmo segmento.O maior dinamizador do ténis, na cidade das acácias rubras, acredita que o município de Catumbela pode tornar-se num dos maiores alfobres da modalidade, capaz de lançar atletas para o maior patamares desportivo, caso a direcção continue a trabalhar com afinco e em colaboração com a instituição reitora do ténis em terras de O'mbaka.

O dirigente recorda que sempre se bateu, para que a província pudesse contar com um número maior de quadras desportivas, em função do crescente número de praticantes. Por isso, sente-se satisfeito por constatar que existem "forças vivas", em todas as localidades da província, imbuídas no desejo de ver o ténis massificado.No próximo mandato, Duda Fortunato promete trabalhar para que Benguela conte com uma competição interna mais renhida. O dirigente augura que os atletas devem ir às provas nacionais melhor esclarecidos, do ponto de vista técnico e táctico.

"A nossa província pode contribuir em grande medida para que o ténis nacional suba os patamares de alta competição, e as iniciativas como do projecto Bananeiras de Catumbela são prova disso. É um passo importante, mas advogamos que outras iniciativas devam ser implementadas, para que possamos colher os frutos em breve", rematou Duda Fortunato. A província de Benguela foi num passado recente uma das maiores praças de formação de tenistas em Angola, a par da Lunda Norte. Os conflitos na Federação afectaram a gestão dos clubes.