Jornal dos Desportos

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Reportagens

"Concretizei o meu sonho"

Sardinha Teixeira - 13 de Abril, 2010

Francisco de Almeida Neto (Kito)

Fotografia: Pedro Salvador

Kinito começou a praticar andebol nas aulas de Educação Física. Como o seu irmão, Edgar Neto, praticava andebol num dos clubes de Luanda, começou a pensar em experimentar essa modalidade, por ser algo de que gostava, pois ia sempre assistir os jogos e acompanhava de perto a carreira dele.

Aconselhado pelo irmão, decidiu experimentar o andebol. "É verdade que hoje, qualquer miúdo quer ser jogador de futebol, pois é esse o desporto-rei no mundo. Mas, penso que muitos desses miúdos são postos no futebol mais por influência dos pais, que querem usufruir do sucesso que os filhos possam alcançar. Também é verdade que existem muito mais crianças a iniciarem-se no andebol do que as que havia quando comecei", disse. Passou a jogar no Grupo Desportivo da Banca, onde deu os primeiros passos a sério no andebol e, depois, foi sempre a subir.

"Talvez os pontos mais altos que posso realçar são a nível individual, algumas boas exibições que fiz, quer a jogar em casa quer fora", sublinhou. "Existem situações que me marcaram muito: um jogo contra o Interclube, para a Taça, em que estava um ambiente espectacular, um público fantástico, a puxar pela nossa equipa, bastante barulho no pavilhão, o ambiente em que qualquer jogador gosta de jogar", disse o ex-andebolista.

Kinito recorda que "foi um jogo difícil, que correu bastante bem, tanto a mimm, como à minha equipa, já que ganhámos. Mas, penso que até agora o ponto mais alto da minha carreira tenha sido chegar a sénior. Concretizei o meu sonho, fazer parte, a tempo inteiro, dos seniores desse clube". Com a Banca, Kinito foi duas vezes campeão juniores, e representou a selecção nacional. “Qualquer jogador sonha com a selecção. Felizmente, tive a oportunidade de a representa".

Kinito falou sobre o futuro da modalidade. "Na minha opinião, temos alguns atletas que têm um enorme potencial ou podem vir a ter. Às vezes, costumo assistir os treinos das camadas jovens e, de facto, temos miúdos que já se começam a revelar e nota-se que têm uma margem de progressão maior que os outros.

É um Andebol que se encontra em constante evolução". Hoje, Kinito é funcionário público e deixa um recado: o conselho que dou, é que conciliem os estudos com o andebol. Dá perfeitamente, há médicos no mundo a jogar andebol. Devem pensar que o andebol não dura para sempre e que vai haver uma altura que tem em de acabar".