Jornal dos Desportos

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Reportagens

Conselho da Juventude `recruta foras no Namibe

Joo Upale Fotos: Afonso Costa - 11 de Dezembro, 2009

Namibe vai constituir um grupo de apoiantes

Fotografia: Jornal dos Desportos

O presidente do Conselho Provincial da Juventude do Namibe (CPJN), António Vidigal, afirmou que é imperiosa a participação daquela localidade no evento desportivo de grande gabarito. Vidigal disse em resposta ao apelo feito pelo Ministro da Comunicação Social, Manuel Rabelais, aquando da sua última visita de trabalho efectuada à cidade da Welwitshia Mirabilis, segundo o qual “a província do Namibe vai ser a base de apoio à vizinha cidade do Lubango, antes e durante o desenrolar da maior festa do continente berço da humanidade".
O jovem dirigente afirmou que a motivação da claque é o resultado positivo de tudo o que se pretende, porque, "quando há uma claque firme e dinâmica, ela puxa sempre o resultado positivo para a equipa que estiver dentro do seu coração”.
Os jovens são chamados a engajar-se no serviço de voluntariado em tudo aquilo que for da necessidade da direcção da Comissão Organizadora do Campeonato Africano das Nações da Huíla (COCAN).
Com efeito, as duas agremiações (Conselho Provincial da Juventude do Namibe e a Direcção Provincial da Juventude e Desportos do Namibe) vão deslocar-se à cidade do Lubango no intuito de manter um encontro de auscultação com a COCAN-Huíla no qual se vão inteirar das actividades que o grupo pode exercer no decorrer dos jogos.
“Até ao momento, não sabemos quais são as outras acções a desenvolver. O Conselho Nacional da Juventude (CNJ) dirige um grande projecto do voluntariado juvenil a nível do país e, nós, na província do Namibe, temos resultados positivos. Vamos saber junto daquela direcção que tipo de serviço de voluntariado a juventude do Namibe pode participar. Depois do regresso da cidade vizinha, poderemos ter dados suficientes que levaremos ao domínio público e de imediato pôr em prática”, frisou.
A caravana integra ainda o representante do Movimento Nacional Espontâneo e o presidente da Associação Provincial de Futebol. António Vidigal justificou que o prélio é uma actividade de carácter desportivo – concretamente o futebol – razão pela qual "vamos levar essas pessoas para a vizinha cidade do Lubango, onde vamos manter um encontro com toda a direcção do COCAN-Huíla no intuito de se inteirar da sua organização".
O presidente do CPJ afirmou que a sua organização não pretende assumir o protagonismo da iniciativa, mas "vamos trabalhar juntos". A Direcção Provincial da Juventude e Desportos “tem um director jovem, aberto e disponível para todas as acções”. Em nome da província do Namibe, “vamos montar estratégias fortes para todo o tipo de actividade que o CAN há-de precisar."
Em justificação da quantidade de jovens necessários, Vidigal disse que “o número é um tecto inicial e o encontro com a direcção do COCAN-Huíla vai dar outro indicador quer aumente, diminua ou se mantenha; o objectivo é que as necessidades da organização sejam satisfeitas".
Entre as várias actividades que se vão desenrolar no decurso da maior compita africana, o CPJ pretende encaixar a rapaziada na claque de apoio.

Momento árduo para Angola

O homem forte da Juventude no Namibe, António Vidigal, disse que este é um momento árduo para Angola, um país que deve “arregaçar as mangas” e trabalhar com afinco em todas as vertentes com o desígnio de organizar a Taça Africana das Nações Orange Angola’2010, de forma “exemplar”, à semelhança do que acontece com outras nações do continente.
António Vidigal deixa um recado: “este é um grande desafio para todos. O Governo da República de Angola está a criar todas as premissas indispensáveis para que a Taça Africana das Nações Orange Angola’2010 seja exitosa”.
O jovem dirigente disse ainda que se se tiver em conta a construção de gigantescas infra-estruturas de apoio, como os campos, a reabilitação e construção de estradas em tempo recorde, “dá a entender a qualquer distraído que é com essa mesma força que os Palancas Negras vão erguer a Taça Africana das Nações Orange Angola’2010”.

Reabilitação de estradas
garante boa circulação

A realização de eventos desportivos de dimensão internacional produz benefícios ao país organizador, porque os “lucros” ajudam a melhorar a imagem do governo. É notável a resolução de problemas que afectam a vida da população.
António Vidigal aludiu que as acções do Governo demonstra a premente atenção sentida a favor dos governados, como por exemplo, as acções levadas a cabo na melhoria de vias de acesso de e para o interior do país. Viajar pela estrada tornou-se num “hobby”. De Cabinda ao Cunene, as vias estão reabilitadas e construídas, o que demonstra “quão bom é ser angolano”.
“Recentemente, nos deslocámos à província do Huambo, onde realizámos um intercâmbio juvenil no âmbito do projecto ‘Mobilidade Juvenil’, constatámos “in loco” o desenvolvimento do país que avança a passos largos”, certificou.
Ao longo da viagem, é notável a reabilitação das estradas e outras infra-estruturas de impacto social. Outros grandes benefícios são as capacidades ou dimensões dos Estádios (que vão acolher os jogos), bem como a entrega de corpo e alma dos grandes empresários angolanos na construção de infra-estruturas hoteleiras para acomodação de turistas e delegações oficiais. Os investimentos deram o primeiro emprego aos cidadãos nacionais e “com tudo isso ganha o país”.

INEA GARANTE
BOAS ESTRADA

A reabilitação de vias de comunicação que dão acesso a algumas áreas turísticas, concomitantemente, as praias do litoral é também uma necessidade premente do Governo, em particular o da província do Namibe.
O Director Provincial do Instituto Nacional de Estradas de Angola, Edgar Xavier, garantiu que tudo está a ser feito para o melhoramento das estradas na província do Namibe.
As vias de acessos às praias de Mukuio, Chapéu Armado, da Lucira, Praia Azul, Pipas (esta última sob custódia da Forças Armadas Angolanas) mereceram trabalhos de intervenção que permitem a circulação em boas condições.
Atendendo a construção de infra-estruturas turísticas e similares nesses locais, tornando-os aprazíveis e de interesse dos amantes do mar, as obras de reabilitação estão na recta final.
“Neste momento estamos a fazer tudo para que se conheça o seu termo. As melhorias foram feitas e pode-se circular sem transtornos. Do Namibe a Lucira faz-se agora pouco tempo”, disse Edgar Xavier.
O director do INEA no Namibe garantiu ainda que já se circula da Lucira a Equimina, em direcção ao Dombe-Grande (província de Benguela). A viagem do desvio da Lucira ao Dombe-Grande faz-se em três horas.
Os turistas que preferirem viajar de Benguela ao Namibe, via Lucira, já não têm motivos de queixa, porque a intervenção que está a ser feita na estrada está quase concluída. A nova ponte sobre o rio Giraúl de Baixo aguarda pelo acto de entrega.

"Sangue duro
com jindungo"

Edgar Xavier é um homem amante do desporto, sobretudo, o futebol. Acredita sem rodeio a passagem para outra fase e concomitantemente a conquista do troféu da Taça Africana das Nações Orange Angola’2010, por confiar no trabalho realizado pelo técnico português Manuel José.
“Temos de nos sentir regozijados pelo facto de sermos o organizador deste magno evento. Vamos rezar e torcer para que Angola vá além dos quartos-de-final”, disse o dirigente.
Mais adiante, realçou que por aquilo que a Selecção Nacional está a fazer e fruto dos últimos treinos (ainda não perdeu em jogos amistosos) significa “um bom sinal”. Manuel José “injectou sangue duro, muito forte, talvez adicionado com jindungo” e espera-se que as coisas dêem certo.
António Vidigal está crente na consagração dos Palancas Negras. “Com estes resultados positivos, posso ser apologista de não ter o medo de dizer que a taça vai ficar em casa”, disse.
O presidente do CPJN afirma que Manuel José demonstra qualidades de um “grande técnico”, porque de todos os jogos amistosos realizados, está a atingir resultados “satisfatórios”, pois “não teve nenhuma derrota”.
Quanto à disciplina que impõe no conjunto angolano, ressalta que é “uma grande atitude que o motivou bastante”. O afastamento de Manucho Gonçalves e do Flávio Amado, jogadores de referência na Selecção Nacional, permite-lhe segurar a equipa nacional e evitar comportamentos que possa manchar o balneário.
“É uma medida que todo o homem deve tomar; uma atitude de um homem que sabe o que quer. É com esse espírito que teremos uma equipa boa, um país bom, uma realização exitosa, não olhando pelas pessoas, mas na dignidade do país, naquilo que se pretende atingir. O governo está a fazer um investimento avultado em somas de dinheiro (milhões de dólares) que tem a ver com o grande sucesso do evento; são recursos que serviriam para a sustentabilidade do povo angolano, mas que está a ser aplicado em diversas infra-estruturas. No final, o Governo ou mesmo a Nação vai cobrar resultados aos nossos Palancas Negras,” sugeriu.