Jornal dos Desportos

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Reportagens

CR7 rende aos chineses quatro milhões de euros

09 de Novembro, 2010

O Real disputará mais duas partidas, no Velho Continente

Fotografia: AFP

O Real Madrid vai recuperar, no próximo Verão, a visita à China na sua digressão de pré-temporada, um hábito iniciado por ocasião da primeira passagem de Florentino Pérez pela presidência do clube e que deixou para a posteridade não só o conceito dos “galácticos” mas também espectaculares e lucrativas acções de marketing como estas digressões.

No dia em que, curiosamente, deste lado da fronteira o destaque noticioso foi para a visita do Presidente da China e a esperança em que possa ajudar Portugal a sair da crise, do lado de lá soube-se o quanto poderá render aos cofres dos “merengues” levar Cristiano Ronaldo e companhia àquele país do Extremo Oriente: quatro milhões de euros, aproximadamente metade de quanto o clube espanhol espera angariar com a “tournée”.

Na China os madridistas farão dois jogos de preparação - cada um renderá dois milhões! -, tantos como na Califórnia, onde começará a digressão, por desejo expresso de José Mourinho. Há já vários anos (desde o Chelsea) que o agora treinador do Real Madrid começa a pré-época com as suas equipas em Los Angeles e 2011/12 não será excepção. Aí, os dois encontros amigáveis renderão dois milhões de euros, seguindo-se então a passagem pela China e o regresso à Europa.

Depois de uns dias de trabalho em Madrid, o Real disputará mais duas partidas, no Velho Continente, à razão de 800 mil euros por cada uma. No total serão seis jogos e quase oito milhões de euros de receita, ou seja, quase o ordenado anual de superestrelas como Ronaldo ou Kaká...

Renovação pode ser prémio

Se o cenário actual não sofrer alterações, o experiente trio formado por Maniche, Abel e Hélder Postiga tem tudo para pegar na caneta e rubricar as respectivas assinaturas num novo contrato com a Sporting, SAD. A hipótese de prorrogação ganha forma à medida que a época decorre, o que, a verificar-se, configuraria a aposta na continuidade de um núcleo relevante no actual elenco às ordens de Paulo Sérgio. No primeiro dos casos supramencionados, a constância nas aparições será matéria suficiente para que Maniche renove o vínculo com os verde e branco, nos quais ingressou no último defeso.

À luz do compromisso então celebrado, o médio internacional por Portugal assina nova ligação aos leões quando cumprir 20 partidas, ganhando ainda um aumento de 200 mil euros no ordenado - passa a auferir 1,2 milhões/ano. Em final de contrato encontra-se Abel. Há quase cinco anos ao serviço do emblema de Alvalade, o professor tem-se exibido a bom nível, mau grado a aziaga estreia como capitão de equipa que protagonizou no último encontro dos lisboetas, em Gent - provocou o penalty que valeu o primeiro tento belga e foi expulso já no decorrer da etapa final.

Aproveitando da melhor forma as variantes tácticas adoptadas pelo seu treinador, o lateral-direito, 31 anos, tem conferido solidez à sua área de acção, preenchendo o corredor onde João Pereira passou a assumir funções de ala. Tal como “O JOGO” havia oportunamente noticiado, o penafidelense “arrisca-se” a convencer os leões a mantê-lo nos seus quadros. Específico é igualmente o processo relativo a
Hélder Postiga. Actualmente em excelente momento de forma - é uma pedra nuclear na manobra colectiva e assume-se desde já como o melhor marcador do conjunto com 5 golos -, no contrato vigente do ex-FC Porto de 28 anos consta a opção de uma época adicional além da corrente, que a sociedade desportiva verde e branca pode accionar caso tencione conservar o seu 23. O futuro ditará o destino deste calejado trio, mas o presente “ameaça”pintá-lo de verde e branco.

Mondim de Basto
pretende renegociar contrato

O director da Volta a Portugal assumiu esta semana a vontade de manter a chegada ao alto da Senhora da Graça, pelo “peso enorme” que tem, apesar de a câmara de Mondim de Basto pretender renegociar o contrato. “Para já, a questão levantada pela Câmara de Mondim de Basto é um caso isolado e compreensível.

Temos toda a disponibilidade para conversar e procurar criar boas condições para que este e outros municípios, eventualmente com a ajuda do tecido empresarial local, possam continuar a ter a Volta a Portugal, com contrapartidas para as próprias empresas”, afirmou Joaquim Gomes, em declarações à Lusa. O presidente da autarquia mondinense, no distrito de Vila Real, considerou “demasiado alto” o valor de 78 mil euros pagos à organização da prova, admitindo suspender a chegada ao Monte Farinha já em 2011. “Neste momento não temos condições para pagar este valor”, justificou.

Humberto Cerqueira admitiu já ter iniciado contactos com João Lagos Sport/PAD, organizador da prova, e sublinhou que, se esta não aceitar “reduzir consideravelmente” aquele montante, o município, a contas com um plano de reequilíbrio financeiro, terá de tomar a decisão de suspender a Volta a Portugal no concelho. Em 72 edições da Volta a Portugal, o alto da Senhora da Graça já foi palco de 31 finais de etapa, uma das quais ganha pelo próprio Joaquim Gomes. Desde 1978, só ficou arredada do percurso em 1980 e 1982.