Jornal dos Desportos

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Reportagens

Dono dos LA Lakers de olhos no Póquer

03 de Abril, 2010

Jerry Buss começa a mostrar maior interesse pelo jogo do póquer

Fotografia: AFP

Os LA Lakers seguem lançados para manter o título de campeões da NBA. As discussões em volta do futuro da equipa alimentam, mas o dono dedica sobretudo atenções... ao póquer. Jerry Buss, de 75 anos, confessa que se tem, progressivamente, afastado das funções de presidente dos LA Lakers, para se dedicar às cartas. "Vou ser jogador profissional de póquer. Bem, pelo menos vou tentar", referiu Buss, cuja equipa, comprada em 1979, está avaliada em cerca de 618 milhões de dólares.

Esta nova paixão explica que sejam, cada vez mais, os filhos do multimilionário a gerir os destinos da equipa e a renovação de Kobe Bryant. A continuidade de Phil Jackson, é fatal, também sobrará para eles. A fortuna de Buss não surge na Forbes, mas a conceituada revista não tem dúvidas em classificá-lo como o mais bem sucedido empresário do basquetebol e um dos mais influentes do mundo. Algo que nas mesas de póquer de pouco servirá, a não ser a possibilidade de o empresário conseguir acesso aos torneios de maiores buy-in, podendo jogar entre os melhores do mundo.

"Se posso ganhar dinheiro ou não, ainda tenho dúvidas, mas jogo sempre nas World Series of Poker e sou sempre bem recebido, embora ainda não tenha conseguido grandes resultados", conta Jerry Buss, que já passou por um dos mais caros e exclusivos torneios do mundo, o "High Stakes Póquer", onde apenas têm assento os profissionais com mais dinheiro disponível e mais ganhos. A comunidade de póquer, apesar de ver com bons olhos a passagem de Buss para a categoria de "pro", pelo mediatismo do empresário, não acredita que venha a ser um jogador bem sucedido.

A prova está no facto dos seus ganhos terem sido de apenas 72 mil euros em três anos, uma gota de água para os valores dos profissionais High Stakes. "O dinheiro não é o mais importante, o que me atrai no póquer é o factor competição. Não consigo pensar em mais nada em que possa ser competitivo na minha idade... ", explica Buss.

As dúvidas de Jackson entre os incríveis Buss

Jerry Buss começou por ser um químico ao serviço do departamento de minas e passou para a indústria aeroespacial, até se lembrar de comprar um prédio de apartamentos e se dedicar ao imobiliário. Era o princípio da escalada multimilionária do empresário de Salt Lake City, antes de se tornar célebre como dono de equipas. Comprou três de seguida, em 1979, sendo os LA Lakers uma delas, e o resto da história é conhecido. Seguiram-se os títulos - nove no total - e o êxito ainda se mantém, apesar da actual ameaça de grande impasse.

Jerry quer deixar de vez a equipa para se dedicar em exclusivo ao póquer e o treinador, o mais bem sucedido da NBA, também ameaça sair. Phil Jackson não tem problemas com os Buss, pois até vive com Jeanie, extravagante filha de Jerry e também proprietária dos Lakers, mas defende a filosofia de não se ficar demasiado tempo à frente de uma equipa. "Os jogadores deixam de ouvir as nossas mensagens, geralmente tornam-se imunes aos discursos", diz o Zen Master, reconhecendo que novo título talvez o faça renovar, caso contrário, "terei de pensar muito bem". Jerry Buss diz que isto não representa qualquer crise: "Ele pediu-me para esperar, eu vou esperar".

O mais curioso, e como o patrão quer sair, é que a decisão pode passar mesmo pela namorada de Phil Jackson, que apesar da fortuna já posou para a Playboy e, confessou recentemente, nem queria o técnico na equipa. "Já tínhamos Kobe (Bryant) e Shaq (O'Neal) como estrelas muito orgulhosas; colocar um terceiro elemento forte poderia desestabilizar o balneário. Felizmente, ninguém me deu ouvidos", revelou Jeanie, que acabou por receber o treinador mais bem sucedido da história dos Lakers e... o amor da sua vida.

Relaxe de Barrichello
no jogo das cartas

Um estudo recente anunciou ao Mundo que o póquer online pode ser benéfico para aliviar problemas relacionados com o stresse. Contudo, parece que o póquer ao vivo também pode servir de escape a uma rotina mais ou menos agitada. Pelo menos a avaliar pelas recentes declarações de Rubens Barrichello, piloto brasileiro da Williams. Segundo o antigo elemento da Ferrari, não há nada como um bom jogo junto da companhia ideal para aliviar a pressão antes e depois dos Grandes Prémios de Fórmula 1. "Normalmente juntamo-nos no camião de uma das equipas, onde costumo jogar com o Fisichella, o Massa, o Liuzzi, o Alonso e o Kubica, que é o melhor jogador entre todos nós. Fartamo-nos de rir... ", revelou o brasileiro, de 37 anos.

Se a paixão de Barrichello pelo golfe era amplamente conhecida, o interesse pelo póquer surpreende pela forma como o piloto entende que a modalidade o ajuda a encarar as pistas de uma forma melhor. "Eu estou sempre a pensar em velocidade. Na próxima curva, no próximo acerto a fazer no carro. O póquer ajuda-me a relaxar, mas o problema é que também aí sou competitivo e adoro ganhar. Com a prática, tenho vindo a melhorar. Sou um jogador assíduo e faço-o por prazer e com uma descontração total", concluiu Rubens Barrichello, em declarações à ESPN.

Primeiro "All Stars"
marcado para Junho

O primeiro "All Stars - Tournament Of Champions", integrado nas World Series Of Poker (WSOP), tem estreia marcada para o próximo mês de Junho e, por esta altura, já foram contabilizados cerca de 200 mil votos. Tudo porque a organização propôs ao grande público um desafio interessante: escolher 20 dos 27 jogadores que vão encher o field do torneio, por meio de uma votação online na página oficial das WSOP.

A condição única impõe que o escolhido seja detentor de pelo menos uma bracelete das WSOP. Quanto aos restantes lugares, serão preenchidos por três antigos vencedores do Tournament Of Champions (TOC): a norte-americana Annie Duke e os seus compatriotas Mike Matusow e Mike Sexton. Os campeões em título das WSOP (Joe Cada) e das WSOP Europe (Barry Shulman) também têm cadeira assegurada, sendo que sobram ainda dois "wild cards" a entregar pela organização.

O "All Stars - Tournament Of Champions" contará com um milhão de dólares no prizepool, sendo que metade desta verba cairá directamente na conta do vencedor, e terá transmissão em directo na estação televisiva norte-americana ESPN.

Americano e australiano na liderança das equipas

O World Team Poker Tournament vai conhecer a sua nova edição no próximo dia 19 de Maio, quando 40 dos melhores jogadores mundiais se dividirem entre oito equipas nacionais de cinco "players" cada, para disputarem um torneio cujo buy in será de 50 mil dólares. O Golden Nugget Casino, da cidade norte-americana de Las Vegas, vai acolher o evento onde se vão reunir nomes incontornáveis da história do póquer como Phil Hellmuth, vencedor de 11 braceletes das WSOP, ou Jeff Lisandro, para muitos o melhor do mundo.

Hellmuth será mesmo o capitão da equipa da casa, os Estados Unidos, enquanto Lisandro comandará a sua Austrália natal em parceria com Tony Guoga. Ben Roberts encabeçará a lista de cinco ingleses, Johnny Chan e David Chiu lideram a China, Men Nguyen o Vietname, Eli Elezra será o capitão israelita, George Kapalas comanda os gregos e, finalmente, Juliano Maesano terá a responsabilidade de capitanear o Brasil, a única selecção presente a falar a língua de Camões. O World Team Poker é um "one day tournament". Será jogado em cinco mesas "shootout", nas vertentes Limit Hold' Em, Pol Limit Hold' Em e No Limit Hold' Em.

Estrelas do Râguebi
estreiam maior heads

Habituada a quebrar todos os recordes possíveis e imaginários a que se costuma propor, parecia não haver mais nada que a PokerStars pudesse inventar. Puro engano. A maior sala de póquer online do mundo sacou mais um trunfo da algibeira e surpreendeu tudo e todos com a apresentação do maior jogo de póquer de sempre.

Aproveitando um estágio da selecção inglesa de râguebi - da qual é parceira oficial -, a PokerStars chamou três jogadores da equipa rosa, promovendo um heads up divertido entre Ben Foden e James Haskell, sob a supervisão do dealer Delon Armitage. Ben Foden reinou neste novo mundo de fichas e cartas gigantes. Mas o melhor é ver todos os movimentos pelos seus próprios olhos...