Jornal dos Desportos

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Reportagens

Esprito Internacional esteve presente nas comemoraes do 4 de Fevereiro

13 de Maio, 2015

O significado patritico deve ser o das comemoraes do "4 de Fevereiro" de 1976

Os camaradas, que têm pugnado pela reactivação do Desporto em Angola,  compreenderam como se esperava, o significado patriótico que se pretende inculcar nas comemorações do “4 de Fevereiro”, o cunho internacional da Jornada Desportiva da Solidariedade Anti - Imperialista.

Os angolanos sabem, que  nunca estiveram sós na  justa luta de libertação. Sabem que todos os  países Socialista do Mundo estão a viver, a sofrer e a alegrarem-se, com as nossas preocupações e as nossas conquistas.

Pois... são alguns desses países que muito brevemente trazem para Angola as suas equipas, vão abarrotar os nossos Estádios de jovens que partilham  ideais iguais aos nossos. Não falam a mesma língua, mas os sentimentos sãos semelhantes!

Moçambique, Guiné - Bissau, Cuba e U.R.S.S., tal como noticiou, já confirmaram a sua presença nas comemorações que se vão realizar a nível nacional.

Entretanto, outro grande país, a Nigéria, de acordo com as agências noticiosas, também já deram a adesão, anunciaram que vão enviar para Angola uma equipa de basquetebol masculino para fazer uma digressão de 18 dias. Os basquetebolistas nigerianos são esperados na segunda-feira, é a primeira delegação estrangeira a chegar ao País. Recorde-se, à propósito, o papel fundamental que a Nigéria desempenhou na recente Cimeira da OUA a favor da República Popular de Angola, assim como o substancial apoio financeiro concedido e o espírito revolucionário da sua juventude, ao oferecer-se para combater ao lado das  FAPLAS contra as forças imperialistas que invadiram o nosso País.

Todos os camaradas desportistas e o povo em geral devem, portanto, testemunhar à embaixada desportiva da Nigéria, a alegria de os receber numa Angola Livre abrindo-lhes os nossos corações e mostrar-lhes como somos e como vivemos.

E ao falar da Nigéria não pretendemos abrir excepções,  no trato  ou na hostilidade, pois todos conhecemos o espírito profundamente fraterno dos camaradas de Moçambique e da Guiné-Bissau, assim como o apoio e a solidariedade na luta que recebemos da U.R.S.S e de Cuba. E para além destes Países, é justo que se refira a provável presença de outros, igualmente amigos, como a R. P. Congo, a Argélia a Tanzânia, a Guiné (Conacry) e a Somália, dos quais se aguardam ainda a confirmação dos convites que lhes foram dirigidos.

Tudo indica, portanto, que as comemorações do “4 de Fevereiro” vão ultrapassar, pela primeira vez, o carácter nacional para se enquadrar no espírito internacionalista duma grande jornada de Solidariedade Anti - Imperialista.


Figura
TÉCNICO DE FUTEBOL
LUÍS QUINTAS


O técnico adjunto do Interclube pertence ao grupo de jovens que optaram por continuar no futebol, depois de deixarem os relvados. Formado em Portugal, comandou o Santos e o Domant FC do Bengo e hoje faz parte do corpo técnico da equipa do Rocha Pinto.

Onde estava no dia 11 de Novembro de 1975?
Na data em que se assinala à nossa independência nacional, isto foi no dia 11 de Novembro de 1975, eu ainda não tinha nascido, mas mesmo assim, reconheço o quanto foi gratificante para a conquista da nossa independência.

Que acontecimento desportivo mais o marcou nestes 40 anos de independência que o país vai assinalar?

Na qualidade de técnico de futebol devo dizer, que o acontecimento desportivo que mais me marcou nestes 40 anos de independência, foi a conquista do apuramento de Angola no mundial da Alemanha em 2006. Ainda assim, reconheço que o nosso país registou muito mais acontecimentos desportivos, mas a nossa presença no mundial foi de facto, um ganho inesquecível.

O que gostava que tivesse acontecido no desporto neste 40 anos, mas que no entanto não aconteceu?

Que houvesse maior transparência e clareza em todas as áreas do desporto. Isto é, a nível da formação de quadros a todos profissionais, quer sejam técnicos, dirigentes desportivos, jogadores e outras áreas que influenciam o crescimento do nosso desporto. Indo mais a fundo, devo dizer que, este poderia estender até mesmo a nível de aceitação que o nosso desporto tem com o público. Uma vez que os nosso estádios de futebol, ainda registam poucas afluências de pessoas interessadas a assistir uma determinada partida. Por tanto, gostava principalmente que houvesse maior incentivo de capacitação de quadros para gerirem o desporto.

Como técnico de futebol de créditos firmados, como avalia o contributo no processo evolutivo do nosso desporto nestes 40 anos?
Naturalmente o período de paz definitivo, veio dar um novo alento ao nosso desporto. Reconhecemos o quanto tem sido gratificante esta grande conquista que o país alcançou em 13 anos de paz, graças à independência.
Como podemos ver, tem sido ganhos significativos registados em várias modalidades, de onde o futebol tem a sua marca registada.

A independência trouxe novos ventos para o país. Mas o passado é inesquecível. Sente-se gratificante por ajudar na reconstrução do país, tendo em conta a tua formação desportiva?

Obviamente que sim. Um aspecto fundamental para o crescimento do nosso futebol centra-se na formação de quadros. Este é, e sempre será a única porta de saída para crescermos. Repito, é necessário capacitarmos os quadros para que possamos atingir os níveis desejados, portanto, espero que haja mais investimento voltados para esta temática.


Solidariedade Anti-Imperialista
Pioneiros e trabalhadores têm uma palavra a dizer


De 31 de Janeiro a 4 de Fevereiro vai decorrer a “Jornada de Solidariedade Anti - Imperialista”.

À propósito lembramos  e propomos à organização, que os mais jovens, os nossos heróicos Pioneiros, não sejam esquecidos.

É neles e deles que depende o futuro do país, o futuro do desporto angolano.

Além da presença “passiva” nas bancadas, lembramos também, que não se esqueçam de reservar lugares nos estádios para os Pioneiros, eles podem e devem participar activamente.

Porque não, como números preliminares do programa, um desafio de futebol, uma ou mais provas de atletismo, um jogo de basquetebol?

Porque não um desfile nos Coqueiros ou nos outros Estádios, como prelúdio ao grande acontecimento de fraternidade desportiva entre os atletas angolanos e dos países amigos que nos visitam, em que participam todos os Pioneiros da capital, o mesmo acontece nas outras localidades em que irá decorrer a “Jornada de Solidariedade Anti - Imperialista”?

Os nossos Pioneiros, garante da comunidade da Revolução, também devem dizer ao companheiros de luta que nos visitam: presente!

É um direito que eles souberam mais de que ninguém, conquistar ao longo de 15 anos de luta contra os inimigos de Angola e da liberdade de todos os Povos.