Jornal dos Desportos

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Reportagens

Europeu com investimento recorde

12 de Abril, 2012

Novo estádio do Shaktar está ao nível dos grandes recintos europeus

Fotografia: Jornal dos Desportos

Os dois países organizadores do Campeonato Europeu de futebol (Euro 2012) investiram um total de cerca de 2.280 milhões de euros na construção e remodelação dos oito estádios a serem utilizados, naquele que é o maior investimento de sempre em recintos na história das grandes competições futebolísticas mundiais. A quantia é quase sete vezes maior do que a investida no anterior Europeu (austríacos e suíços gastaram apenas 393 milhões) e quase duplica os 1.451 milhões que a Alemanha despendeu no último Mundial. Em Portugal, no Euro 2004, foram gastos 650 milhões nos dez estádios utilizados.

A Polónia gastou um pouco menos do que a Ucrânia (1.050 contra 1.130), sendo a maior quantia referente à construção do Estádio Nacional, em Varsóvia, inaugurado com uma partida entre Polónia e Portugal a 29 de Fevereiro de 2012. Os ucranianos, por sua vez, aplicaram 420 milhões de euros na remodelação do Estádio Olímpico de Kiev, palco da final de 1 de Julho próximo.

Na boca do mundo
Andriy Shevchenko, um dos futebolistas mais famosos da história do futebol ucraniano, disse há dias que a organização do Euro 2012 vai “colocar a Ucrânia no mundo”. É invisível, o maior lucro que pode proporcionar a organização de uma prova como esta: prestígio e visibilidade, pois durante mais de um mês, Ucrânia e Polónia vão ser duas palavras usadas quase diariamente pela grande maioria dos principais meios de comunicação social do planeta.Cada jogo deve ser visto, em média, por 155 milhões de telespectadores (foi esse o valor nos últimos dois campeonatos) e cerca de 1,6 milhões de pessoas se vão deslocar a estes dois países da antiga Europa de leste, mais de metade delas a pernoitarem durante mais de um dia naqueles territórios.

FUTEBOL FACEBOOK RANKING
O maior barómetro mundial


O “Futebol Facebook Ranking”, elaborado pelo Futebol Finance, é o maior barómetro mundial no que diz respeito à preferência clubística dos adeptos de futebol, mas também como ferramenta de avaliação do alcance e dimensão das marcas dos clubes a nível global.Os 838 milhões de utilizadores do Facebook (em 02.04.12), representam hoje quase 40 por cento do número total de utilizadores de Internet no planeta. Os 100 clubes que fazem parte do “Futebol Facebook Ranking” reúnem a preferência de mais de 189 milhões de utilizadores, ou seja, cerca de 8.3 por cento da população mundial com acesso à Internet (2.267 milhões em Dezembro de 2011) e cerca de 23 por cento do total de utilizadores do Facebook.

Os 100 clubes presentes no actual ranking estão repartidos por 33 países, sendo que Brasil, Inglaterra e Alemanha, são os países com maior número de clubes no ranking (10 clubes cada). Dos mais de 189 milhões de fãs que representam os 100 clubes do ranking, 56 milhões têm origem em clubes Ingleses, 55 milhões em clubes Espanhóis (graças quase exclusivamente a Barcelona e Real Madrid) e cerca de 16 milhões têm origem em clubes turcos.

Em termos continentais, cerca de 84 por cento dos 189 milhões de adeptos presentes no ranking são de clubes Europeus, contra 12 por cento do continente Americano (Sul, Centro e Norte), sendo que os restantes quatro por cento dividem-se em clubes Asiáticos, Africanos e da Oceânia. Como é natural, estes números têm relação directa com o número de acessos à Internet, disponíveis em cada um destes continentes.

HOLANDA
Aumento das receitas


Os principais clubes holandeses criaram uma entidade responsável por negociar em seu nome os direitos televisivos, a Eredivisie CV, que deu origem à segunda inovação neste campeonato. Estes direitos são negociados de forma colectiva, sendo depois distribuídos de acordo com um sistema de solidariedade e com base no mérito/desempenho dos clubes.Mas os valores obtidos nunca corresponderam às expectativas e nunca se afigurou possível alcançar valores próximos dos praticados nos principais campeonatos europeus. Dessa forma, em 2008 a Eredivisie decidiu vender os destaques dos jogos à televisão estatal, NOS, e criar o seu próprio canal televisivo por cabo (Eredivisie Live).

Esta decisão foi sustentada pelo facto de a televisão por cabo ter uma elevada penetração na Holanda e teve como objectivo aumentar as receitas televisivas transmitindo os jogos em directo através do referido canal. Em simultâneo, permitiu-lhes evitar intermediários, e potenciais compensações, estabelecendo um esforço conjunto entre os clubes, a Eredivisie Media & Marketing e os distribuidores, como a PSV TV, Microsoft TV e Apple TV, e criando-lhes a oportunidade de estabelecerem um contacto directo com o consumidor final.A decisão trouxe também benefícios aos clubes na medida em que, de acordo com Frank Rutten, CEO da Eredivisie, os clubes recebem agora mais do que receberiam se tivessem aceite a melhor oferta em 2008.

PRÉMIOS
Milhões de euros para o vencedor


O vencedor do Euro 2012 pode arrecadar um total de 23,5 milhões de euros, caso vença todas as partidas até à final, a disputar no dia 1 de Julho, em Kiev. Na primeira fase, uma vitória rende um milhão e cada empate 500 mil euros. Nos quartos-de-final, cada um dos quatro vencedores arrecada dois milhões e, nas meias-finais, três milhões é quanto embolsam os ganhadores.

Na final, o campeão recebe 7,5 milhões e o finalista vencido tem um prémio de compensação, ainda assim, bem saboroso: 4,5 milhões de euros. Apesar de ser eliminado, cada um dos terceiros classificados na fase de grupos ganha um milhão de euros, valor atribuído pela UEFA para motivar as equipas na terceira e última jornada caso os dois apurados para os quartos de final sejam já conhecidos. Se uma equipa abandonar Polónia e Ucrânia só com derrotas, leva para casa, mesmo assim, oito milhões de euros, que é o prémio de participação destinado à partida a cada um dos 16 finalistas.

No total, a UEFA vai despender 196 milhões de euros em prémios às equipas participantes, o que corresponde a cerca de 30 por cento dos gastos totais da entidade com o campeonato.A restante percentagem será gasta em custos com “staff”, nos alugueres dos estádios, em segurança, na produção de TV ou na manutenção de um sítio oficial, entre outros.