Jornal dos Desportos

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Reportagens

Ex-guarda redes está falido

28 de Junho, 2012

Fotografia: AFP

Um desfalque de que foi vítima por parte de um gestor de fortunas deixou Baía à beira do desastre em termos financeiros. O ex-jogador vendeu a casa na Foz do Douro, no Porto, avaliada em um milhã de euros, bem como uma casa no Gerês e uma residência de luxo no Brasil. Também várias viaturas de topo de gama foram vendidas, sendo que Baía tem em seu nome apenas um Smart.

O referido gestor de fortunas terá convencido Baía a investir num hotel e Spa de luxo em Elvas, junto à barragem de Monte Novo, uma aposta que se veria a revelar ruinosa, com as obras de construção actualmente embargadas. Perante a falta de liquidez, o antigo guarda-redes foi forçado a desfazer-se dos seus bens. A casa na Foz foi vendida ao médico Fernando Póvoas, amigo de Baía, enquanto a casa no Gerês passou para as mãos de Bosingwa, jogador do Chelsea. Também o restaurante de luxo Buhle, no qual era sócio de Pedro Emanuel e Tiago Monteiro, fechou portas há alguns meses. As lojas de roupa nas quais era sócio de Fernando Póvoas passaram a ser detidas apenas pelo médico. Vitor Baía vendeu ainda um Porsche e um Mercedes SLR.


MULTA

"A FPF foi multada em 7 mil euros por comportamento inadequado dos seus adeptos - tentativa de invasão do terreno de jogo por um adepto - nos quartos de final contra a República Checa em Varsóvia, a 21 de junho", refere a UEFA, no seu site. Portugal qualificou-se para as meias-finais do Euro'2012 ao vencer os checos por 1-0, graças a um golo de Cristiano Ronaldo, e vai discutir uma presença na final da competição diante da Espanha, na quarta-feira, em Donetsk. Ainda de acordo com o organismo, o seu órgão de Controlo e Disciplina decidiu ainda penalizar a federação croata com uma multa no valor de 30 mil euros, também pelo arremesso de artefactos pirotécnicos e por conduta imprópria dos adeptos, que exibiram tarjas com mensagens inadequadas e de conteúdo racista, no encontro da terceira jornada do Grupo C, frente à Espanha, em Gdansk, a 18 de junho.


CLUBE ESPANHOL
Falsos árabes burlam Getafe


A polícia da região espanhola da Catalunha desarticulou uma rede de burlões, constituída por seis espanhóis e um dominicano, que se intitulavam intermediários de xeques árabes milionários, do Dubai e do Egipto, e extorquiram dinheiro a várias empresas, enganando ainda dois clubes de futebol, entre os quais o Getafe. Ángel Torres, presidente do clube, foi contactado pela referida organização no decurso da época finda, em nome de um xeque árabe apostado em investir no clube. Prometia uma injecção de capital no montante de dez milhões de euros desde que o clube se mantivesse na primeira Liga e não apresentasse dívidas. As negociações entre as duas partes avançaram até ao ponto de os falsos árabes entregarem dois cheques a Torres e este verificar que os mesmos não tinham provisão.

A mesma rede chegou a fechar um acordo com o FC Palafrugell, de Girona, na Catalunha, numa cerimónia encenada no centro de Barcelona, a que não faltou um falso xeque (um empregado de mesa brasileiro disfarçado de árabe, mais tarde descoberto pela polícia). Para dar maior credibilidade ao negócio, no dia seguinte eram publicadas na Internet várias fotos do suposto investidor árabe a assinar o contrato. Mais de 70 empresas catalãs foram burladas pelos falsos milionários árabes que ofereciam não só créditos avultados como planos de viabilidade e de investimento, que nunca se concretizavam, exigindo em troca garantias bancárias.


RELÍQUIA
Bola da Taça de 1950 leiloada

Apesar das dúvidas sobre se a bola rolou ou não no campo do Maracanã no dia 17 de Julho de 1950, quando o Uruguai venceu o Brasil e provocou o famoso “Maracanazo”, o esférico autografado pelos jogadores da selecção uruguaia foi leiloada na altura pelo equivalente a  mais de 20 mil dólares, voltou a ser leiloada esta semana no Brasil. O comprador chama-se Enrique e é de origem espanhola. A Agência de Leilões de Porto Alegre, porém, só revela a identidade completa do comprador se ele autorizar.

A bola era um dos itens mais caros do leilão, que teve antiguidades, esculturas de artistas famosos como Xico Stockinger, quadros de autores como Iberê Camargo, documentos históricos e muito material sobre futebol. No mesmo leilão, não foi arrematada uma bola do Campeonato do Mundo de 1994 autografada por todos os jogadores do tetracampeonato, como Ronaldo e Mauro Silva, também licitada por 20 mil dólares. Outras pérolas do futebol não foram arrematadas. Uma camisola da Selecção Brasileira de 1962 autografada pelo jogador Vavá, número 19, não teve qualquer lance. Também não saiu uma camisola do Santos de 1968, autografada por Pelé e todos os outros jogadores e comissão técnica, usada num jogo contra o Internacional. Os lances iniciais para ambas as camisolas valiam qualquer coisa como seis mil dólares.


A polémica da bola

O item é anunciado no site da Agência de Leilões como a “bola da final do Campeonato do Mundo de 1950, autografada pela selecção uruguaia. O site traz um vídeo em que Alcides Ghiggia, lenda do futebol uruguaio, confirma a autenticidade da bola. Também há um certificado de autenticidade, firmado em cartório no Uruguai, que mostra a posse da bola pela uruguaia Delia Aurora Pouso de Bordeani, outorgada pelo próprio Ghiggia. A lenda diz que Celeste deu a bola a uma vizinha. Mas Ghiggia declarou ao jornal “El País”, do Uruguai, no final de Maio, que a bola era apenas “parecida”, e que foi um gesto de “simpatia” com a senhora.

A bola original foi roubada em San Cono, capela na qual foi oferecida pelo jogador daquela selecção Roque Máspoli. O roubo ocorreu em 1980, e outros objectos históricos daquele mundial também foram levados na ocasião. O arremate da bola foi recebido com muitos aplausos pelas pessoas que lotaram a Agência de Leilões de Porto Alegre. O coleccionador de antiguidades Juan Daniel Estevez, que traduziu para o leiloeiro Daniel Chaieb o lance pela bola, vibrava com a comoção causada pelo facto. Usando uma camisa 10 da selecção uruguaia, Juan disse não acreditar que a bola tenha sido usada em jogo. “Os gomos são diferentes”, afirmou o especialista. “Mas o preço é justo, pois esta bola é uma relíquia do futebol uruguaio. Devia ser levada pela Associação Uruguaia de Futebol”, afirmou


TRANSFERÊNCIA
Vasco da Gama
acorda com Benfica


O Vasco da Gama informou esta semana  ter chegado a acordo com o Benfica para a aquisição do médio Filipe Bastos e do extremo Éder Luís, futebolistas brasileiros que se encontravam emprestados ao clube. “A Directoria do Club de Regatas Vasco da Gama informa que a negociação com o Benfica para a aquisição dos direitos económicos dos atletas Éder Luís e Fellipe Bastos foi finalizada com êxito”, refere o clube do de Rio de Janeiro no site oficial na Internet. O Vasco da Gama diz ainda que “nos próximos dias, os jogadores firmam os novos contratos com o clube”. Éder Luís, extremo, de 27 anos, chegou ao Benfica para a época 2009/10, proveniente do Atlético Mineiro, mas, em Janeiro de 2010 foi emprestado ao Vasco da Gama, clube no qual permaneceu até ao momento. Fellipe Bastos, de 22 anos, tinha sido contratado pelos “encarnados” na época 2008/09, mas, na temporada seguinte, já com Jorge Jesus no comando técnico, foi emprestado ao Belenenses e depois aos suíços do Servette. Em 2010, o jogador rumou, também por empréstimo, para o Vasco da Gama, com o qual assina agora um vínculo definitivo.