Jornal dos Desportos

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Reportagens

FAFUSA aposta na expanso

Gaudncio Hamelay, no Lubango - 02 de Julho, 2015

No Alexandre promete futuro risonho da modalidade

Fotografia: Jornal dos Desportos

A expansão da prática de futebol de salão, em todas as provinciais do país, é das apostas do elenco federativo para os próximos meses. A direcção, pretende ver o desenvolvimento da modalidade, ser praticada por maior número de equipas. O presidente da FUFUSA garantiu, em entrevista ao Jornal dos Desportos, que o objectivo é superar a fasquia das setenta formações que praticam a modalidade actualmente. Apesardos números ainda não satisfazerem os seus objectivos, reconhece que estão no bom caminho Noé Alexandre referiu que neste momento, só não se joga futsal, onde não há condições.

Revelou que na zona norte, pratica-se o futebol de salão em todas as províncias, excepto na do Zaire por falta de condições, mas garante estarem a trabalhar para no futuro inverterem o quadro. Esclareceu que a modalidade é jogada em Luanda, Cuanza Norte, Malanje, Uíge, Cabinda e em quase toda extensão da região sul, uma zona com tradição, onde a prática é satisfatória e com muita potencialidade. “No sul, soubemos quais são as potências e felizmente quase todas praticam. De uma forma geral, só três ou quatro é que não têm equipas, por falta de condições para a prática do futsal”, destacou.

Afirmou, que gostava muito de levar o futsal à província do Cuando Cubango, porém, não há condições para prática da modalidade naquela região sul do país, para a implementação de um projecto que vise a massificação da mesma.“Gostaríamos de fazer também o futsal nesta província, mas estamos às escuras. A Federação até pode aproveitar o director da Rádio Provincial do Cuando Cubango que foi um elemento ligado à modalidade para passarmos alguns tópicos em termos de condições existentes em quadras desportivas, porque o que interessa é levar a modalidade a todo o país”, ressaltou.

O presidente da FAFUSA lamentou o facto, da província da Huíla ter deixado “morrer” a prática da modalidade, no seio do sector feminino Reconheceu que a Huíla, de um tempo à esta parte, foi um grande pólo de desenvolvimento do futsal feminino, mas por falta de incentivos deixou “morrer” a modalidade nesta categoria, quando se esperava por maior massificação. “A província da Huíla deixou fugir o futsal. Mas temos outros potenciais. Temos inscritas na Federação, aproximadamente, 20 equipas no sector feminino. E temos realizado de uma forma geral a nossa prova, com 10 a 12 equipas divididas em várias províncias”, confirmou.

DESAFIO
“Temos de realizar provas
nos escalões infanto-juvenis”


 A implementação de campeonatos nacionais nos escalões infanto-juvenis, continua a ser das apostas sérias da Federação Angolana de Futebol Salão. A informação foi avançada no Lubango pelo presidente de direcção da FAFUSA.Noé Alexandre alertou, que se não houver aposta na juventude, “acabámos por matar” a modalidade. Explicou que o órgão reitor da modalidade, tem realizado torneios, “mas queremos sair destes torneios para provas oficiais”, sustentou.

O responsável aproveitou a ocasião, para felicitar aquela que considerou ser a primeira prova a nível nacional, promovida pelo Grupo Desportivo Comprad o ano passado em Luanda, com o apoio de alguns bancos. Enalteceu a organização e os promotores, pois conseguiram congregar equipas desta faixa etária das províncias de Benguela, Luanda e Huambo. Aclarou, que a Federação esteve presente no evento, para apoiar essa iniciativa. Acrescentou que o mais difícil é arrancar e quando não apostamos na juventude, também acabámos por matar a modalidade.

“Se não realizarmos provas nesta faixa etária, estaremos a matar a modalidade. Vamos apostar seriamente, para que haja provas dessa natureza, neste escalão. Temos realizado torneios, mas queremos sair destes torneios para as provas oficiais, porque são jovens e não conseguem fazer o trampolim por causa da faixa etária e não temos como fugir à regra”, recordou.

Adiantou que as Associações que muito pressionam, porque têm trabalhado na massificação destes escalões, são as de Luanda, Benguela, Huambo, Huíla e Namíbe. “Já é um bom número, por serem cinco Associações, que movimentam estas categorias. Por isso, aproveito para felicitar a organização do primeiro torneio a nível nacional, que o Grupo Desportivo Comprad realizou o ano passado em Luanda, com o apoio dos bancos. Foi um torneio muito bem organizado e conseguiram congregar equipas desta faixa etária de Benguela, Luanda e Huambo”, confirmou.

FAF  E  FAFUSA
Inclusão pode acontecer
na próxima assembleia


A inclusão oficial da FAFUSA na FAF, pode acontecer nos próximos dias, afirmou o dirigente desportivo. Noé Alexandre esclareceu que as conversações decorrem a bom ritmo, a integração é um facto, pode ser confirmada na Assembleia-geral do órgão reitor do futebol nacional.
O responsável explicou que a relação com a instituição dirigida por Pedro Neto, é das melhores e neste momento, está tudo a posto para se concretizar o “casamento”, já que o namoro teve inicio em Fevereiro e a correspondência tem sido boa até ao momento.

“A relação com a FAF é boa. Iniciámos, as conversações a nível de direcções em Fevereiro. Do lado da FAFUSA estive presente e pela FAF, o presidente Pedro Neto. Está tudo bem encaminhado e a nossa relação é salutar, até porque de uma forma geral estamos inseridos na FAF”, explicou. Noé Alexandre comentou “que falta é a oficialização, porque toda a nossa documentação e dossier que é dirigido para a Confederação Africana de Futebol (CAF) ou Federação Internacional de Futebol (FIFA) é sempre via FAF, com cunho jurídico da Federação. Por isso, estamos num bom caminho, apesar de que as pessoas interrogam-se do porquê das duas Federações”, aclarou.

Reconheceu que estar inserido na FAF, a FAFUSA sai a ganhar dado o peso e o prestígio que o órgão reitor do futebol nacional tem a nível internacional. “No encontro que tivemos, analisamos a vantagem de estarmos na Federação. E, como já estamos, saímos a ganhar dado o peso que a FAF tem no continente e no mundo”, recordou. “Nesta primeira fase, temos estas duas Federações para as provas internas e de carácter internacional. Neste momento, dá-se toda a primazia à FAF. Ficou acordado que na próxima Assembleia da FAF, o presidente da FAFUSA vai ser apresentado como vice-presidente do futsal na FAF”, anunciou.

FAFUSA
Aposta na formação de quadros


A Federação Angolana de Futebol de Salão (FAFUSA), vai apostar na promoção de acções de formação de nível um e dois, dirigido a dirigentes, técnicos e árbitros da província da Huíla e outras províncias, garantiu Noé Alexandre.Salientou que formação é algo que inquieta bastante a sua direcção, por ser uma política do elenco que dirige e não quer cingir-se apenas na realização de clinic. Confessou que têm feito contactos no sentido de trazerem prelectores para ministrar cursos de nível 1 e 2, porém os valores solicitados têm sido onerosos para os bolsos da Federação.

 O dirigente apontou que para realização de clinic, a Federação está em condições de  dar continuidade, porque não se gasta muito dinheiro.  “Têm sido bastante onerosas as propostas que nos têm apresentado para realização de cursos de nível I e II, o que foge muito dos nossos bolsos”, confessou.

Neste sentido, Noé Alexandre apelou às entidades da província da Huíla que gostem da modalidade a apoiarem com o que for possível, para tornar possível a realização da acção formativa. Argumentou que muitas vezes, os dinheiros falam mais alto e esta província tem apresentado alguns problemas, no tocante à arbitragem. Adiantou que os técnicos e árbitros, carecem de um clinic de refrescamento, para aumentarem os seus conhecimentos.Reconheceu existir evolução na modalidade, porém, não pode ficar somente a nível dos membros da Federação, mas também a nível de clubes e treinadores.