Jornal dos Desportos

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Reportagens

Fisioterapeuta Mara Quental almeja participar no CAN2010

Sardinha Teixeira - 17 de Dezembro, 2009

Mara Diselma Vieira Quental, fisioterapeuta da Clnica Sagrada Esperana

Fotografia: Jos Soares

“Hoje, mais do que nunca, tenho a certeza da profissão que exerço. Amo a minha vida...amo gente. Sei de todas as dificuldades, mas sei que o que vale é o sorriso de um atleta, e não só, que pode andar depois de recuperado. Não quero ser apenas uma profissional, quero ser gente que cuida e trata de gente. A fisioterapia é a minha vida”.
A afirmação pertence a Mara Diselma Vieira Quental, fisioterapeuta da Clínica Sagrada Esperança, em Luanda, que falou ao Jornal dos Desportos, aquando da realização do 2º curso sobre Medicina do Desporto, realizado na capital do país.
Nos últimos anos, houve um aumento significativo no número de pessoas que passaram a correr, procurando combater os males do quotidiano. Mas, esse aumento na prática desportiva sem controlo levou a uma maior incidência de lesões, as chamadas desportivas, que podem levar essas pessoas ao afastamento das suas actividades quotidianas.
Entre as lesões mais comuns, podemos destacar as cãibras, tendinites, lesões musculares, lombalgias e canelites. Nesse cenário, a fisioterapia surge como uma grande aliada, actuando na prevenção e reabilitação dessas lesões, bem como, das diversas lesões. Mara Quental é fisioterapeuta e pretende dar o melhor si no CAN que o país vai organizar no próximo ano. Durante o evento desportivo, a fisioterapeuta pretende assistir os atletas no que for necessário, auxiliando-os durante as fases de aquecimento e após a corrida, realizando o arrefecimento, terapias para relaxamento muscular e, se necessário, alguma técnica fisioterapeuta para dar início ao tratamento, caso o atleta venha a sentir alguma dor ou a sofrer algum tipo de lesão. Acrescentou que, “é necessário que o fisioterapeuta conte com a ajuda de uma equipa multidisciplinar, com médico e preparador físico. Esses profissionais, em conjunto, passarão todas as dicas necessárias para se conseguir todos os seus objectivos desportivos com total segurança”.  Com relação às possibilidades de Angola no CAN’2010, Mara Quental é de opinião que todos devem fazer a sua parte para o êxito dos Palancas Negras e considera que Manuel José, por tudo o que tem estado a fazer nos Palancas Negras, parece ser o homem certo para o cargo.

 Por dentro

Nome: Mara Dicelma
Vieira Quental
Data de nascimento: 16/11/86
Estado civil: Solteira
Filiação: Domingos Pedro Quental e Maria Isabel
Fortunato Vieira Quental
Profissão: Fisioterapeuta
Sonho: Ser uma profissional eficiente
O que ganha dá para viver? Sim
Tem carro: Sim
Casa? Sim
Acredita em forças ocultas? Sim
Alguma vez foi aliciado?
Não me lembro
Onde passa as férias?
No Lubango
Virtude: Cumpridora
da minha palavra
Peso: 56Kg
Vício: Trabalhar
Uma boa companhia:
A minha mãe
Sabe cozinhar? Sim
Clube: Santos do Brasil
Alguma vez mentiu? Sim
Já foi enganada? Várias vezes
Como reagiu? Fiquei triste
Deputada ou ministra, qual dos dois cargos escolheria?
Deputada
Porquê? Para defender
os interesses do povo
O que acha da corrupção?
Um mal terrível
Poligamia: Respeito
Altura: 1,74 m
Calçado: 40
Prato preferido:
Leite azedo com pirão
Signo: Peixe
Cidade: Lubango
Bebida: Sumos
Cor: Azul
Perfume: Vários
Fuma: Não
Segue a moda? Sim
Livros: Romances
Filmes: Dramas
Esplanada ou discoteca:
Discoteca
Religião: Católica
Tempos livres:
Leituras e passeios

 Altos e Baixos

Lesões do tornozelo
"O tema "Lesões do tornozelo", do diagnóstico ao tratamento, foi o que mais me marcou. Tinha de estar mais cedo no local do evento. Na sua dinâmica, o tema incluía pesquisas, roteiro, gravação e edição digital. Aprendi muita coisa nova que vai ser útil na minha carreira".

Nada de sofrimentos
"Não quero que muitos jogadores sofram de lesões. Para tal, é necessário todo o apoio a equipa multidisciplinar. As equipas médicas devem chegar mais cedo aos estádios de futebol. Seria arrasador se o nosso país ficasse logo na primeira esquina. Para mim, este seria o momento mais triste da minha vida como terapeuta".