Jornal dos Desportos

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Reportagens

"Foi difcil mas alcanmos o nosso objectivo"

Valdia kambata - 09 de Dezembro, 2009

Seleco Feminiana de Andebol de Angola mostra atitude no Mundial

Fotografia: Jornal dos Desportos

Que avaliação faz dos três prineiros jogos da Selecção de Angola?
Tivemos duas vitórias e uma derrota e penso ser um saldo positivo. Para nós, o mais importante é atingir o obectijo traçado que é estar entre os 12 melhores do mundo. Vamos continuar a trablahar para diginificar o nosso andebol, com tem sido hábito. Temos um bom grupo, disposto a fazer um bom campeonato.

Por aquilo que a selecção fez até ao momento, mantêm-se os objectivos traçados?
A perspectiva é continuar a trabalhar e lutar sempre para dignificar o nosso andebol. Vamos dar rodagem e endurance competitiva ao grupo para melhor enfrentar os desafios em África, não perdendo de vista a boa prestação de há dois anos.

A disposição do grupo é a melhor…
Tivemos o previlégio de chegar ao continente asiático dez dias antes do evento, com a intenção de evitar indisposição física devido a grande diferença horária. Felizmente o grupo está a reagir muito bem e com isso conseguindo vitórias.

Ficar entre os doze primeiros é já um facto?
Foi  dificil, mas  conseguimos. Temos consciência da jovialidade do grupo, do potencial dos adversarios, mas também temos confiança em nós. Foi com base nisso que conseguimos atingir a nossa meta. A forma como entrarmos para os jogos decisivos, contra a Ucrania e a Australia, que estão a alguns pontos acima de nós, desportivamente, mostra que estamos no bom caminho.

As vitórias são fruto do trabalho e do conhecimento das outras selecções…
O professor Paulo Pereira esteve na Europa a “espiar” a Ucrânia e a Australia. Depois nos valemos um pouco dos torneios na Espanha e na Coreia para adaptar o grupo ao nivel da competição.

Já conquitamos o setimo lugar. Ter o décimo segundo lugar como objectivo não revela pouca ambição?
Se tivessemos a mesma equipa, a meta seria atingir as meias-finais. Falta de ambição seria não termos ido lá, dada a sangria que sofremos. Estamos apenas a ser realistas, pois ficar em décimo segundo numa competição com 24 selecções, para o nível de competição que há em África, é de realçar.

Sem onze jogadoras, mas com mesma eficácia…
Numa renovação desta envergadura nunca poderemos ter a mesma eficácia. Podemos dizer que temos o mesmo espírito e a mesma vontade de lutar, até a exaustão, como é característica do nosso povo. Vamos ser pacientes e dar tempo aos treinadores e às jogadoras.

Depois desta participação qual será o plano de trabalho para a selecção?
Será manter o grupo em actividade, por via dos ciclos especiais de treinamento.

Integração da nova
geraçção é a melhor  

A selecção passa por uma fase de rejuvenescimento. Como caracteriza a interligação entre as selecções jovens e a seniores?
Este é um processo que a breve trecho terá resultados. Por isso, pedimos às mais velhas o móximo de apoio e carinho para com as mais novas. Se reparar, as novas agora estão em maioria e isso pode ajudar a desinibirem-se mais facilmente. Existe uma interligação entre as diferentes selecções.

Que apreciação faz da nova geração de praticantes?
Os títulos africanos de cadetes e de juniores falam por si. Esperamos conseguir aproximar mais os masculinos aos lugares cimeiros.

Em que sector a selecção deve melhorar nas próximas competições para uma representação condigna?
Dos três sectores, o que nos dá alguma tranquilidade é a baliza pois as três guardas-redes já são veteranas e com experiência em competições mundiais.

Angola tem potencial para ir mais longe?
Penso que sim, mas a médio prezo. Deixem esta nova geração ganhar mais rodagem competitiva para depois colhermos os frutos. Muitas delas são novas e carecem de alguma rodagem, mas, ainda assim, penso que estão a dar conta do recado e a assunir bem o seu papel dentro da selecção.

A facilidade de integração desda atletas mostra que se faz um bom trabalho de base?
Depois da séria aposta nos “Africanos” de juvenis e de juniores, caber-vos-á avaliar.

Quando é que o trabalho será forte fora de Luanda e de Benguela?
Penso que o facto de termos feito um campeonato nacional na Huíla, a maior competição da federação no Bié, bem como o ciclo de preparação das seniores femininas no Huambo, responde a sua pergunta.


Número de equipas cresce   

Temos feito um bom Campeonato do Mundo, mas a competiçção interna é feita por um número reduzido de equipas. O que está a ser feito para se mudar este quadro?
O Inter já é uma realidade como uma força da Federação Amgolana de Andebol (FAA). Do ano passado a este, em femininos, aumentamos uma equipa e em masculinos surgiram mais quatro. Contudo, o objecto social da Federação Angolana Andebol não é criar clubes. Podemos, sim, intervir neste sentido, mas sempre com um espaço muito limitado. De contrário, estaríamos a inverter os papeis.

Para quando um campeonato de andebol com todas as províncias do pais representadas?
Ja temos feito com a maior parte das equipas que existem no País. Se me perguntar com todas as províncias representadas, vamos passá-la aos governos provinciais, pois estes, em primeira instancia, devem ser os os maiores interessados.


"A população praticante aumentou"

O que se pode fazer para que a selecção masculina siga as peugadas da feminina?
O aumento da população praticante é uma realidade, mas, em termos de resultados desportivos, há algumas evidências impossiveis de se contornar entre masculinos e femininos, desde o ponto de vista cultural, estrutural, morfologico, profissional, etc.

Os masculina têm o mesmo apoio das femininas?
Rigorosamente igual, desde remunerações, prémios, etc. Não poderia ser doutra forma.
Até que ponto o adiamento do campeonato africano pode afectar o rendimento da selecção masculina?
Pode e não pode. Se reparar, pela primeira vez se começou a trabalhar a selecção oito meses antes da prova.

Acredita daqui para frente os masculinos venham a lutar para o título continental?
Realisticamente falado, penso que ainda não. Não chame a isso falta de ambição. Se o treinador me disser que pode, também direilhe-ei que sim. Cabe-lhe me dizer se podemos ou não.