Jornal dos Desportos

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Reportagens

Formado efectivo para assegurar estádios durante o CAN de 2010

Joaquim Suami, em Cabinda - 06 de Janeiro, 2010

São no total 550 polícias e militares

Fotografia: Rafael Tati

Essas forças receberam formação específica sobre o asseguramento de actividades do género durante seis semanas, na Unidade da Policia de Intervenção Rápida. 
Durante a formação, que compreendeu 150 aulas teóricas e práticas, foram ministrados conhecimentos sobre assuntos ligados à ordem pública, sinistros e evacuações, ciências jurídicas e sociais, preparação física e militar, regulamento e infracções nos estádios, simbologias de emergência, sinalização e perímetros de segurança.
No termo da formação, o sub-comissário Américo Simões, comandante para a Ordem Pública, apelou aos formandos a aplicarem os ensinamentos adquiridos durante a Taça de África das Nações de Futebol que o país alberga a partir de domingo.
Referiu que a segurança do evento, dos participantes, dos visitantes e da sociedade angolana, constitui a principal tarefa das autoridades policiais. “A segurança e o conforto durante a realização do CAN’2010, particularmente nos recintos desportivos, constitui um desafio sem limites para as forças e serviços de segurança mobilizadas. Os assistentes de recintos desportivos não são uma inovação em Angola, pois têm experiência de outros eventos, em outros estádios do mundo” disse Américo Simões.
O sub-comissário referiu como condição para o país organizar um CAN exemplar, que os assistentes de recintos desportivos garantam a ordem, segurança e tranquilidade públicas durante a competição, para que os participantes e os espectadores se sintam à vontade nos recintos desportivos.

Elaborado plano estratégico
para controlo de estrangeiros

No quadro da realização do Campeonato Africano das Nações de Futebol Sénior Masculino, o Ministério do Interior elaborou um plano estratégico para garantir o asseguramento ao longo das fronteiras do Massabi (República do Congo Brazaville), e do Yema (República Democrático do Congo) durante o período da competição.
O programa consiste em manter o controlo de todos os cidadãos estrangeiros que usarem as duas fronteiras para entrar em Angola, a fim de assistir os jogos da competição.
O vice-ministro do Interior, general Eduardo Martins, afirmou que o laissé-passe (passe de travessia) é um título de passagem de fronteira permitida para os cidadãos que são chamados de residentes fronteiriços.
No caso da fronteira do Yema, a faixa de segurança e circulação permite atingir a cidade de Cabinda.
Para o general Eduardo Martins, o país tem as condições criadas nos postos de fronteira terrestres, aéreos e marítimos, tendo realçado que as orientações e disposições estão contidas nos regulamentos do Estado.
Eduardo Martins referiu que os cidadãos estrangeiros que entrarem em Angola para assistir o certame, devem ter o passaporte ou salvo conduto e apresentar-se ao posto fronteiriço, devidamente habilitado com o visto de entrada e permanência no território nacional. Acrescentou que os postos fronteiriços têm os mecanismos instalados e compete-lhes o controlo de entrada dos cidadãos estrangeiros.
"Se o cidadão estrangeiro não estiver em condições, não lhe é permitida a sua entrada. Se sim, é registado e entra, em função do tipo do visto que possui", precisou.

Kandela garante segurança

O comandante provincial de Cabinda da Polícia Nacional, comissário Pedro António “Kandela”, referiu, recentemente, que as recomendações finais da IIIª Reunião Nacional de Asseguramento e Protecção, que decorre naquela província, vão deixar claro o elevado nível de responsabilidade no domínio de segurança da Taça de África Orange-Angola’2010, que se espera exemplar em todos os domínios.
O comissário Kandela disse ter ampla confiança nos seus efectivos e na colaboração da sociedade civil para que o evento fique gravado, pela positiva, na memória de todos os que fizerem parte dele.
"Cabinda e o seu povo estão ansiosos quanto às conclusões que surgirão desta reunião, antevendo o pouco tempo que nos resta para a realização do CAN-2010", afirmou.
"Apesar de estar num espaço territorial peculiar, Cabinda não está isenta de algumas preocupações", disse Kandela, referindo-se à situação geográfica da província, localizada entre três províncias de países vizinhos, designadamente o Baixo Congo, da República Democrática do Congo, e os departamentos do Kuilou e Yari, do Congo Brazaville, cujas fronteiras são vulneráveis, dado os laços linguísticos e outros.
Nesse sentido, o comandante da Polícia de Cabinda pediu à Direcção Nacional de Segurança e Protecção do COCAN e ao Ministério do Interior apoios multiformes, que inviabilizem os movimentos migratórios, para um maior controlo e fiscalização dos cidadãos estrangeiros que se deslocarem à Cabinda por ocasião da realização do Campeonato Africano das Nações.
"Já são visíveis os resultados da actuação dos nossos efectivos, fruto das medidas de execução nos domínios da formação e capacitação. Temos a convicção de que, na hora certa, estarão ao nível das exigências para melhor servir e dignificar a imagem da nossa corporação", finalizou.

Esforço conjugado no controlo das fronteiras

A Direcção Provincial de Cabinda do Ministério do Interior tem as condições criadas para que o asseguramento e a protecção do Campeonato Africano das Nações de Futebol sejam um sucesso.
O comissário António Pedro “Kandela”, comandante provincial, disse que Cabinda vai mobilizar 73 efectivos dos Serviços de Bombeiros, 191 do Serviço de Migração, com os agentes dos postos fronteiriços para o asseguramento do CAN. Realçou que cada comando municipal vai enviar 10 agentes para trabalharem na segurança e protecção da competição.
Além desse número, a província mobilizou 3020 agentes policiais de todas as especialidades, incluindo o Serviço de Migração e estrangeiros e os Bombeiros para atender a todas as situações na província.
Quanto à segurança ao longo da fronteira com as Repúblicas do Congo Brazaville e República Democrática do Congo durante a realização do CAN, o Comando Provincial da Polícia Nacional de Cabinda tem estado a trabalhar com os referidos países para reforçar o controlo fronteiriço.