Jornal dos Desportos

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Reportagens

Futsal na provncia est bastante fragilizado

Jos Chaves - 06 de Agosto, 2010

Lus Sousa, coordenador do Ncleo de Futsal do Bi

Fotografia: Jos Chaves


Que avaliação faz do futesal no Bié?
Está bastante fragilizado. Estamos a reestruturar todo o aparelho funcional do núcleo. Os frutos já colhidos são promissores, capazes de contribuir para o desenvolvimento da modalidade. Os diversos núcleos e clubes enfrentam dificuldades, mas isso não impede que as provas internas sejam realizadas. Estamos a cumprir com os nossos objectivos, na medida em que várias pessoas, de diferentes idades, aderem à prática da modalidade.

Falou de dificuldades e de objectivos. Pode apontá-los?
As dificuldades são várias, sobretudo no que toca às infra-estruturas. O futsal na província renasce dos escombros. Vamos trabalhar para, num curto espaço de tempo, superar grande parte dos problemas que nos apoquentam. Para isso,  contamos com a colaboração de todos os filiados e de outras individualidades que, mesmo estando de fora, se mostram solidários conosco, prometendo ajudar naquilo que for possível.

Quantos clubes praticam o futsal?
São vários, entre clubes e núcleos. Temos as Velha- glórias, o São Miguel, os Amigos do Sporting, os Tigres do Planalto e núcleos em instituições estatais e privadas. Também possuimos equipas em escolas públicas nos nove municípios da província.

Quantos praticantes o núcleo provincial controla?
Oficialmente 70 atletas, número que pode aumentar na medida em que vários futebolistas ingressam em clubes e núcleos. A par destes, existem outros que não são controlados por nós.

É um número suficiente?
O Bié tem grande densidade populacional e, por isso, acredito que com trabalho, recursos financeiros e material desportivo, atinjamos trezontos praticantes.

Tem apoio das entidades de direito, sobretudo da Direcção Provincial da Juventude e Desportos?
Lamentavelmente não. O que recebemos é apenas apoio institucional. Sem apoios é difícil materializar projectos. Ainda assim não vamos cruzar os braços. Vamos continuar a trabalhar para conseguir apoios. Não podemos desistir...

O presidente  da Federação Angolana de Futsal visitou, em Maio, o Bié. Fale do acto…
Foi para se inteirar do estado actual da modalidade na província. Ele constatou as condições de trabalho, as infra-estruturas, entre outras preocupações. Fomos agraciados com 10 bolas, um apito e um cronometro. Haviamos manifestado o interesse de nos candidatar para albergar o Campeonato Nacionais Seniores, em ambos os sexos, mas, infelizmente, perdemos para o Namibe.

Vocês realizam provas regulares?
Apenas alguns torneios. Aproveitamos algumas datas como feriados para realizarmos provas que mantêm viva a modalidade. Perspectivamos a realização, em breve, de um torneio em que  pretendemos incluir equipas do interior das comunas do Kunje, de Katabola, do Andulo e de Kamacupa.
Os clubes e núcleos queixarem-se da falta de dinheiro…
Não está a ser fácil, mas continuamos na batalha. Tenho fé que vamos conseguir atingir o nosso objectivo. A questão financeira é de âmbito nacional, pois se passa em todo o país.

Assim é difícil haver estabbilidade na modalidade…
Para haver estabilidade, é necessário recursos financeiros. Temos pessoas interessadas, movimentamos um grande número de atletas, mas, para haver esta estabilidade, a componente financeira é imperiosa.

Como é gerir uma estrutura com enumeras dificuldades?
É bastante difícil. Trabalhamos sem recursos financeiros, graças a boa-vontade dos atletas, dirigentes e amigos da modalidade. Fazemos sempre alerta às pessoas de direito no sentido de nos ajudar.

Qual é a receita para massificar a modalidade sem meios?
Passa por um programa bem definido pela direcção dos desportos e fazer um trabalho com cabeça, tronco e membros. Se fosse atribuida uma verba a cada associação ou núcleo no activo, o aproveitamento seria melhor. Deixo aqui um recado às pessoa que cuidam do desporto, no sentido de reflectirem que para se fazer a massificação tem de existir a componente material. 

Participação
no \\\"Nacional\\\" depende
de ajudas 

As equipas do Bié vão participar nos campeonatos nacionais na modalidade?
Este é um dos nossos objectivos. No entanto, esta questão tem muito a ver com as ajudas que os clubes venham a receber das entidades que regem o desporto na província. Como é do conhecimento público, as equipas locais, em particular, e do país em geral, atravessam sérias dificuldades em termos financeiros e de material desportivo.Vamos bater as portas de algumas instituições e de pessoas singulares, de boa fé, para ver se conseguamos apoios para o Bié fazer-se presente no \\\"nacional\\\" de futsal, marcado para o Namibe.

Para formar bons atletas são necessários bons técnicos. Como está a província neste capítulo?
Temos grande défice no capítulo de técnico para a formação de atletas, um dos grandes quebra-cabeças. A Fafasa ajudada com a realização de cursos e deve continuar nesta senda para dar outro impulso ao desenvolvimento da modalidade.

\\\"Desporto contribui para a saúde\\\"

Que mensagem deixa aos órgão que regem o desporto na província e à sociedade local?
É preciso apoiar o desporto, pois contribui para a melhor a saúde da população, sobretudo na vertente educativa, já que muitos jovens podem ser retirados de maus caminhos como o consumo de álcool, drogas e outras práticas incorrectas.

A juventude local mostra-se interessada em praticar a modalidade?
Concerteza. Alías, não só os jovens como os mais-velhos. A nossa província possui vários recintos de jogos, o que facilita o aumento de praticantes. 

A prática do futsal tem limite de idade?
Apenas exigimos que a pessoa esteja em bom estado de saúde e tenha entre oito a 80 anos de idade.

Como descreve a competição interna?
É positiva. Temos realizado vários torneios aproveitando as efimerides. Neste momento decorre uma prova do qual fazem parte as equipas dos Amigos do Sprting, da Emissora Provincial do Bié da RNA, a Dipic, os Tigres do Planalto, a Justiça, a Upip e a Investigação.

Como caracteriza a adesão da classe feminina?   
É razoavel. Temos acima de 40 meninas a praticar a modalidade.

Que projectos existem para o desenvolvimento da modalidade?
Prevemos massificá-la, incentivando os jovens a derir à sua prática. Também queremos incetivar os trabalhadores, o que é bom para combater o sedetarismo e a fadiga laboral. Vamos dar outro impulso aos escalões de frmação.

Pensam trocar experiência com outras províncias?
Isto consta do nosso programa de acção. Anteriormente existia esse intercâmbio, tanto mais que nos deslocamos a províncias como o Huambo, Benguela e Kwanza-Sul. Gostaríamos que fosse constante a troca de experência entre as províncias. Vamos fazer o possível para não perdermos esse intercâmbio e para que, pelo menos trimestralmente, realizemos actividade entre províncias.

Como está a província em termos de infra-estruturas?
Estamos bem servidos. O grande calcahar de de Aquiles prende-se com as políticas a adoptar para que as associações e núcleos utilizem os mesmos. Estão em condições para a prática do futsal as quadras do PUNIV- Rei Nduduma, as do Campo dos Irmãos Maristas, do Pavilhão do Sporting, do Campo do Vitoria Futebol Clube, do Intituto Médio de Gestão e o Campo Ploivalente do Kunje. No interior da província temos os campos polivalentes do Instituto Médio Politécnico de Kamacupa e  do Instituto Médio Agrário do Andulo.

O Bié, durante a Assembleia-geral da fedração, realizada em Luanda, em Junho, apresentou a  candidatura para albergar o \\\"nacional\\\" da modalidade, tendo perdido para o Namibe. Um comentário…

Houve a candidatura de outras províncias e, como é do dominio público, o Namibe vai acolher a prova.Vamos trabalhar para levar a competição para o Bié no próxim ano, pois a nossa província possui condições adequadas para acolher provas de âmbito nacioinal. Temos o mítico Pavilhão Gimnodesportivo do Sporting e uma boa rede hoteleira. 

Defende a ideai de os governos provinciais construirem infra-estruturas desportivas em instituições escolares?
Obviamnte! Os governos deviam apostar mais na construção de campos nas escolas para termos muitos jovens a praticarem o desporto. Gostaria de abrir aqui um parentese para dizer que, felizmente, as escolas no Bié estão bem servidas neste aspecto.

A classe empresarial apoia a modalidade?
Não temos ainda esta aproximação, embora isso seja uma grande necessidade. Aproveito a oportunidade para lançar um apelo aos empresários que aqui têm os seus empreendimentos para  procurem o “casamento” com os clubes, na medida em que, para além de ajudar no desenvolvimento das modalidades, vão contribuir para o surgimento de mais equipas na província.

Prática da modalidade
estende-se aos municípios

O núcleo dinamizador do futsal tem algo em carteira visando a expansão da modalidade para o interior da província?

Certo! Pretendemos incrementar, ainda este ano, um projecto de expansão em vários municípios. Numa primeira fase, vamos pesquisar nos municípios do Andulo, Kamacupa e Nharea e iniciar a massificação nas escolas, principalmente em Institutos Médios onde existam condições. Temos material humana que precisa apenas de ser trabalhado.

Quando o núcleo passará à associação?
Estamos a trabalhar para concretizar este desiderato. Primeiro, temos de criar condições, que passam, necessariamente, pela revitalização dos clubes que já existem e a fundação de outros.Temos vários contactos, principalmente com empresaslocais e instituições escolares locais, com o fito de legalizarem os clubes junto do núcleo e, obviamente, criar a associação de futsal da província.